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terça-feira, 10 de maio de 2011

Michael Moore - Bin Laden estava em “prisão domiciliar”

Em O terror do Nordeste.


Faz sentido

Para Michael Moore, Bin Laden estava em “prisão domiciliar”


O cineasta americano Michael Moore desenvolveu uma curiosa tese sobre as circunstâncias que resultaram na morte de Osama Bin Laden, líder da rede Al Qaeda. Na quarta-feira 4, pelo Twitter (@MMFlint), o documentarista sugere que o terrorista saudita estava detido no Paquistão há ao menos seis anos, numa espécie de “prisão domiciliar da West Point deles (West Point é o nome da mais antiga academia militar norte-americana) .”


Os paquistaneses, continua Moore, teriam feito um pacto com o governo americano. “Eles o segurariam ali e o impediriam de cometer mais ações terroristas. Mas Bin Laden provavelmente se encheu e começou a planejar alguma coisa…”. Essa seria a razão para o Paquistão abdicar da custódia do preso e permitir a operação da CIA em seu território. “Há alguma chance de helicópteros voarem ao lado de uma base militar, uma ‘West Point’, ter um tiroteio, um helicóptero explodir e nem policiais, nem soldados do Paquistão darem as caras?”, indaga o cineasta.


“Por favor! O Paquistão simplesmente não podia ser visto participando disso ao nosso lado. E por favor – a CIA não sabia que ele estava morando lá há seis anos?”, escreve em outro comentário no Twitter. “Enquanto não estivesse liderando o terror, Bin Laden vivo servia a um propósito. A gente tem que entender: A indústria da guerra precisa do medo para fazer dinheiro. Quando não foi mais necessário [ao governo dos EUA], ou ele voltou aos seus velhos hábitos, teve se ser eliminado. Que diabos, vamos falar claro: Ele foi executado, ponto.”


Antes de desenvolver essa tese, o aclamado diretor dos documentários Tiros em Columbine, vencedor do Oscar de 2002, e Fahrenheit 9/11, sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, zombou da suposta ingenuidade dos analistas políticos. “Do meu blog, em 10 de outubro: ‘Se há algo que aprendi sobre os ricos é que eles não vivem em cavernas por nove anos’. Lição: Analistas = Idiotas”. Em outros comentários, o deboche é ainda maior. “Por que não acredito que ele estava numa caverna? Osama bin Laden era um multimilionário. Multimilionários não vivem em cavernas. Eu já conheci pessoas ricas. Elas odeiam cavernas”, afirmou num tweet. “Eu disse que Bin Laden não estava numa caverna três anos atrás no programa Larry King (Larry admitiu que ele também não vivia numa caverna: “Eu moro em Las Vegas”). Aliás, Batman é o único milionário conhecido que viveria numa caverna e mesmo ele não “mora” realmente lá. Ele só vai lá para se trocar.”


Após lançar os comentários na rede social, Moore, que se notabilizou pelos documentários, e não pela ficção, pediu desculpas aos leitores pelo excesso de tweets sobre a sua tese. “É só que eu acho que não estão nos dizendo a verdade. Não acho que há uma conspiração, é só que eu gosto dos fatos.”

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Michael Moore manifesta apoio à Assange

Da Carta Capital.
E os poderosos continuam com aquela ladainha de que a prisão dele em nada tem a ver com o Wikileaks.


Michael Moore manifesta apoio e anuncia ajuda financeira ao fundador do WikiLeaks

O documentarista norte-americano Michael Moore ofereceu US$ 20 mil para ajudar a defesa de Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, a pagar a fiança de 200 mil libras imposta pela Justiça britânica para libertá-lo da prisão em Londres.
Assange é responsável pela divulgação de milhares de documentos confidenciais sobre o governo dos Estados Unidos e enfrenta acusações de crimes sexuais na Suécia, as quais ele nega.
Em declaração publicada em seu site, Moore afirma disponibilizar seu portal e servidores para manter o WikiLeaks no ar e critica opiniões de políticos dos EUA contra o fundador da organização especializada em vazamentos de informações sigilosas.
“Eu apoio Julian Assange, a quem eu vejo como pioneiro da liberdade de expressão, da transparência de governos e da revolução digital no jornalismo. Seu compromisso em expor as falhas de governos e negócios oferece à sociedade a chance de se proteger desses delírios. Alguns não eram simples delírios, alguns eram crimes”, disse o cineasta em testemunho enviado ao tribunal inglês.
“Governos sempre se sentiram desconfortados por uma imprensa contestadora”, completa Moore.
Para ele, o trabalho de Assange tornou o mundo e os EUA lugares mais seguros e revelou as figuras que levaram os norte-americanos à guerras baseadas em mentiras.
Julian Assange deverá permanecer mais 48 horas sob detenção em Londres após a promotoria da Suécia recorrer da decisão de liberdade apresentada nesta terça-feira por juíz britânico.
Ele estará livre até sua próxima audiência, marcada para 11 de janeiro de 2011, com uso de dispositivo eletrônico de localização e apresentação à polícia diariamente às 18h, informa Reuters.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cuba não pode ganhar - imprensa golpista estadunidense

Do tijolaço.


Na hora em que discutimos liberdade de informação, é bem interessante ver este filmete, feito pela TV cubana, sobre uma entrevista do cineasta Michael Moore ao programa de TV norteamericano Democracy Now! sobre o seu documentário Sicko, que trata do sistema de saúde americano – não à toa a principal bandeira eleitoral de Barack Obama.
Está legendado em espanhol, na parte em inglês mas, na parte narrada em espanhol, para não haver dificuldade para ninguém, eu resumo:
Ele conta que três equipes de TV em hospitais de pronto-socorro em Fort Lauderdale, nos EUA, em Toronto, Canadá e em Havana, Cuba, esperando chegar alguém com um braço ou uma perna quebrados e acompanhar o atendimento, para ver qual era o mais rápido, o melhor e o mais barato.
Moore diz que o hospital cubano venceu, mas que uma diretora da NBC disse que ele não poderia dizer isso. Era contra “as regras da empresa”. Ele se recusou a mudar o resultado, mas dois dias depois…Bem, assista o vídeo…

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Enquanto isso... Lula e o mundo

Lula é considerado o LÍDER mais influente do MUNDO, pela revista Time.

É pouco? Mas ele não era analfabeto?

Vejam aqui, aqui, aqui e aqui. Quem sabe achem algo no canto da página de alguma imprensa golpista também.
Ah, e como nosso querido prof. hariovaldo tratou disso, aqui.

O texto de Michael Moore, na Time:

Quando, pela primeira vez os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente em 2002, os barões ladrões do país nervosamente verificaram os medidores de combustível de seus jatos particulares. Eles transformaram o Brasil em um dos lugares mais desiguais do planeta, e agora parecia que chegara a hora desta conta ser cobrada. Lula, 64 anos, era um verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina – na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores – e já tinha sido preso uma por liderar greve.
No momento em que Lula, finalmente, conquistou a presidência, após três tentativas fracassadas, ele já se tornara uma figura familiar na vida brasileira. Mas o que o levou para a política para começar? Foi seu conhecimento pessoal do quão duramente muitos brasileiros têm de trabalhar para so
breviver? Ser forçado a abandonar a escola depois da quinta série para sustentar sua família? Trabalhar como engraxate? Perder parte de um dedo em um acidente de trabalho?
Não. Foi quando, aos 25 anos, viu sua esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com seu filho, porque não podiam pagar por cuidados médicos.
Há uma lição aqui para bilionários do mundo: deixe as pessoas terem bons cuidados de saúde, e eles causarão muito menos problemas para vocês.
E aqui está uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula – ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e que terminará este ano – é que, mesmo enquanto ele tenta impulsionar o Brasil ao Primeiro Mundo com programas sociais do governo como o Fome Zero, que visa acabar com a fome, e com planos de melhorar a educação oferecida aos membros da classe trabalhadora do Brasil, os EUA se parecem mais com o antigo Terceiro Mundo a cada dia.

O que Lula quer para o Brasil é o que costumamos chamar o sonho americano. Nós, os EUA, onde os 1% mais ricos possuem agora mais riqueza do que os 95% mais pobres somados, estamos vivendo em uma sociedade que está rapidamente se tornando mais parecida com o Brasil.”