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domingo, 5 de junho de 2011

Guernica, um visão em 3D do horror da guerra

Do tijolaço.


No dia 4 de junho de 1937, Pablo Picasso terminava a obra que, tragicamente, se tornou sua pintura mais conhecida. O bombardeio de Guernica, pelos aviões  Stuka da aviação nazista, em apoio aos franquistas que derrubaram a república Espanhola, ocorrida pouco mais de um mês antes, em 26 de Abril de 1937.
Lena Gieseke,uma artista nova iorquina que trabalha com computação em 3D, fez uma versão em 3D em forma de vídeo, que permite que nós tenhamos uma versão dramática e superimpressionante da obra de Picasso, que vi no site Há Vida em Letras e resolvi trazer para vocês.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Baía dos Porcos: Uma invasão fracassada que mudou o mundo há 50 anos

Do Sul 21.
Valeu, Fidel!


Baía dos Porcos: Uma invasão fracassada que mudou o mundo há 50 anos

Jorge Seadi
Há 50 anos, os Estados Unidos tentaram invadir Cuba. Fracassou. Foi um fracasso que  mudou o mundo, uma operação militar que modificou para sempre a relação dos Estados Unidos com a América e motivou o crescimento dos movimentos de guerrilha que varreram a América do Sul durante a década de 70.
Ao acusar a então União Soviética de instalar mísseis nucleares na ilha, os Estados Unidos tentaram a invasão com a desculpa de proteger a sua soberania. A atitude americana provocou, ao longo dos anos, milhares de mortes e o fim de várias democracias pela América.
Em 16 de abril de 1961, um pequeno exército de exilados cubanos, mercenários, agentes da CIA e assessores norte-americanos invadiram Cuba com o objetivo de derrotar Fidel Castro e assassinar os dirigentes do partido comunista que haviam derrubado o ditador Fulgêncio Batista. O objetivo era o de instalar na ilha caribenha um governo de acordo com os interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos.
Conhecida como a invasão da Bahia dos Porcos, a ação foi um grande fracasso que terminou com boa parte dos invasores mortos e o restante preso pelo exército cubano. O regime cubano cresceu e o recém empossado presidente norte-americano John Kennedy sofreu uma derrota estrondosa.
Cuba sempre foi uma obsessão americana desde a vitória da Revolução, em janeiro de 1959. Logo depois, em agosto de 1960, quando Fidel Castro nacionalizou todas as empresas norte-americanas de petróleo, usinas de açúcar, de telefonia e de eletricidade, tornou-se alvo permanente. Os Estados Unidos tinham certeza de que Fidel Castro tinha o apoio, a simpatia e a proteção da União Soviética e de seu líder Nikita Khruschev e, por isso, iniciou a implantação de diversos planos para atacar seu modesto vizinho: sabotagens, golpes internos, rebelião interna, assassinato e invasões.
A invasão esteve a cargo da CIA, que treinou os membros da “Brigada 2506″, mil e duzentos homens identificados com o número de um jovem morto durante os treinamentos. A Casa Branca de Dwight Eisenhower colocou à disposição da CIA um “Grupo Especial” formado por funcionários do governo e militares. Hoje, graças aos biógrafos de Kennedy, sabe-se que o então eleito novo presidente americano fora informado dos planos, 25 dias após a sua eleição, em 29 de novembro de 1960. Kennedy duvidou da possibilidade de êxito da missão, mas não fez nada para impedi-la.
A primeira grande ação da CIA aconteceu no dia 15 de abril, quando aviões americanos pintados com as cores da bandeira cubana, bombardearam as bases militares da ilha  para destruir a força aérea de Cuba. Não tiveram êxito, um dos aviões foi abatido e o outro desceu em Miami com várias marcas de tiros.
No dia seguinte, durante o enterro dos mortos pelos bombardeios, Fidel Castro reafirmou a linha comunista e marxista da Revolução Cubana. A invasão seguiu adiante com vários erros. Em 17 de abril, a Brigada 2506, transportada por um falso avião cargueiro da CIA desembarcou nas praias Larga e Gyron. Os primeiros combates favoreceram os americanos que, depois foram cercados por 20 mil soldados de Cuba. Aos poucos, os invasores ficaram sem munição. A Brigada pediu ajuda à Força Aérea dos Estados  Unidos que foi impedida pelo presidente John Kennedy de ajudá-los. Kennedy se considerou enganado pela CIA que havia dito que haveria uma revolução interna em Cuba. Um fiasco.
A invasão da Bahia dos Porcos é um vexame para os americanos. Entre 100 e 400 homens morreram em combate  e 1200 foram presos.
Reunião decisiva para a Cuba atual
Começa amanhã, em Havana, um decisivo Congresso do Partido Comunista, no poder desde a revolução de 1959. Ele definirá a reforma econômica na tentativa de evitar a derrocada do sistema socialista e comunista. O Congresso deve confirmar também Fidel Castro como o chefe máximo do partido. O VI Congresso do PCC, o primeiro em 14 anos, irá marcar mudanças nos rumos da ilha, para atualizar o desgastado modelo socialista, como disse o presidente Raúl Castro.
Amanhã, pela manhã, haverá em Havana um desfile popular para reverenciar os 50 anos da proclamação do caráter socialista da Revolução e da contundente vitória na Bahia dos Porcos. O encerramento do desfile terá a presença de dezenas de milhares de jovens cubanos, a garantia de continuidade da Revolução.

quinta-feira, 31 de março de 2011

NYT descobre a pólvora: CIA apoiava na Líbia

Do tijolaço.

NYT descobre a pólvora: CIA apoiava na Líbia

Chego de Brasília e vejo a notícia do ano, um furo de reportagem inagreditável do The New York Times:  grupos de agentes da CIA trabalham clandestinamente há semanas na Líbia com objetivo de reunir informações para a realização de ataques aéreos e manter contato com os rebeldes que lutam contra Muamar Kadafi.
Não! Que surpresa! Mais cedo a Agência Reuters havia noticiando que “há duas ou três semanas”, o presidente Barack Obama assinou uma ordem que autoriza o apoio secreto do governo americano às forças rebeldes que tentam derrubar o líder líbio.
Não tem ONU, nem OTAN, nem coisa nenhuma. O ataque internacional à Líbia, independente de qualquer julgamento sobre o Governo líbio, se deu por ordem dos Estados Unidos e, sob o ponto de vista da ordem internacional, sem que tenha havido qualquer ataque do governo líbio a território estrangeiro. Ou seja, não houve violação da ordem internacional e os conflitos se deram ante uma sublevação armada – justa ou não – que conta, além da simpatia dos governos ocidentais, com seu apoio ao menos político-militar, como confirmam as fontes de imprensa independentes.
É por isso que está  coberto de razão alguém que não pode ser chamado de belicista, o Frei Betto, ao afirmar em artigo que ” a ONU é, hoje, lamentavelmente, uma instituição desacreditada. Os EUA a utilizam para aprovar resoluções que justifiquem seu papel de polícia global a serviço de um sistema injusto e excludente. Quando a ONU aprova resoluções que contrariam a Casa Branca – como a condenação do bloqueio a Cuba e da opressão dos palestinos – ela simplesmente faz ouvidos moucos.
Diz ele: “Kadafi está no poder desde 1969. São 42 anos de ditadura. Por que os EUA e a União Europeia jamais falaram em derrubá-lo? Porque, apesar de seus atentados terroristas, era conveniente manter ali um déspota que atraía investimentos estrangeiros e impedia que chegassem à Europa os imigrantes ilegais da África subsaariana, ou seja, todos os países ao sul do deserto de Saara.”
Os EUA apóiam regimes despóticos numa fieira de países árabes, a começar pela Arábia Saudita. O discurso da democracia “não vale” quando os interesses econômicos e geopolíticos estão garantidos.
Como no caso do Iraque, a deposição do governo líbio trará tudo, menos paz e democracia para os cidadãos daquele país. E, povo após povo, irá fermentando o ressentimento em relação ao Ocidente, os conflitos tribais, a violência.

Tirinha - Big Bunker Brasil, o BBB do Khadafi

Do Dinâmica de Bruto.


Big Bunker Brasil



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tropas brasileiras deveriam deixar o Haiti

Do vi o mundo.


Mark Weisbrot: As tropas brasileiras no Haiti

Tropas brasileiras deveriam deixar o Haiti
por MARK WEISBROT*, na Folha de S. Paulo
O Brasil deveria começar a defender os direitos humanos pelo lugar em que exerce a maior influência, que, hoje, são as tropas da ONU no Haiti
A declaração da presidente eleita Dilma Rousseff, neste mês, de que fará o Brasil se opor às violações dos direitos humanos no Irã foi recebida aqui em Washington com certa animação. É evidente que o Departamento de Estado não enxerga essas coisas sob uma perspectiva humanitária, mas utiliza os direitos humanos como arma política para promover o ódio contra os alvos de sua preferência.
Mesmo assim, a politização dos direitos humanos por parte de Washington não é motivo para um país como o Brasil se abster de defender os direitos humanos em todo o mundo, de maneira movida por princípios, e não política.
Mas também o Brasil deveria começar pelo lugar em que exerce a maior influência; no momento, esse lugar é o Haiti, onde o Brasil chefia a missão militar da ONU (a Minustah) que ocupa o Haiti.
Essa missão teve legitimidade questionável desde o início, quando foi enviada ao Haiti depois de o governo democraticamente eleito do presidente Jean-Bertrand Aristide ter sido derrubado em um golpe de Estado em 2004.
O golpe foi resultado direto dos esforços dos EUA para derrubar o governo de Aristide. Membros do governo constitucional foram postos na prisão e milhares dos partidários do governo foram mortos.
A Minustah desenvolveu uma reputação de brutalidade e violações dos direitos humanos, que incluem a invasão de um dos maiores bairros pobres do Haiti, em julho de 2005, deixando dezenas de civis mortos ou feridos.
Neste mês, o Haiti promoveu eleições presidenciais, financiadas pelos Estados Unidos, das quais o maior partido político foi excluído.
Foi o equivalente a promover uma eleição no Brasil sem permitir a participação do PT ou do PSDB. As eleições também foram maculadas por fraudes e pela ampla exclusão de eleitores.
Basicamente, a Minustah veio tomar o lugar, como força repressora, do odiado Exército haitiano, que o presidente Aristide aboliu. Washington não permite que haja democracia no Haiti, porque os haitianos inevitavelmente escolheriam um governo de esquerda.
Telegramas divulgados recentemente pelo WikiLeaks ilustram que o objetivo de Washington é manter o controle sobre o governo do Haiti e, especialmente, sobre suas relações exteriores.
Por que o Brasil deveria participar da negação de direitos humanos e democráticos básicos do Haiti? E, para agravar a situação ainda mais, a Minustah provocou uma epidemia de cólera que já matou 2.400 pessoas e contaminou mais de 109 mil, provavelmente devido à negligência criminosa e grosseira de despejar dejetos humanos no rio Artibonite. Milhares de haitianos foram às ruas para exigir que as tropas da Minustah deixem o país.
A Minustah custa mais de US$ 500 milhões por ano, sendo que a ONU não consegue levantar nem um terço desse valor para combater a epidemia que a própria missão causou. E agora ainda pede aumento dos recursos para a Minustah, para além de US$ 850 milhões.
Organizações e líderes políticos progressistas, incluindo a maior confederação sindical -a CUT-, o MST e líderes políticos do PT, como Markus Sokol, pediram que o Brasil retire suas tropas do Haiti.
Dilma deveria dar ouvidos à sua base e à população do Haiti, que não pediu esse exército de ocupação, que não tem razão legítima para estar lá.
Como afirmou a CUT, o Brasil deveria “enviar médicos e engenheiros, não tropas de ocupação”.
Tradução de CLARA ALLAIN
*MARK WEISBROT é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas ( www.cepr.net ), em Washington, e presidente da Just Foreign Policy ( www.justforeignpolicy.org ).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Boas novas - Justiça proíbe bases dos EUA na Colômbia

Do tijolaço.
O império estadunidense está sem moral.


Justiça proíbe bases dos EUA na Colômbia

Notícia divulgada pelo jornal El Espectador declarou inconstitucional o acordo assinado pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, no ano passado, cedendo território da Colômbia para a implantação de bases aéreas e aeronavais dos Estados Unidos. Embora, nas declarações oficiais, a desculpa fosse a ação de combate ao narcotráfico, as instalações permitiam que aviões militares americanos cobrissem, em condições de ataque, um raio de 3 mil quilômetros, que lhes permitiria, hipoteticamente, atingia até Brasília.
As bases seriam em sete localidades colombianas: Malambo , Palanquero , Apiay , Larandia e Tolemaida  e nas bases navais de Cartagena e do Pacífico.
Segundo o site Opera Mundi, o tribunal – instância suprema da Justiça colombiana – aprovou o parecer do juiz Jorge Iván Palacio, que declarou o acordo como “inexequível”, ecoando a avaliação sem valor legal que já tinha sido feita pelo Conselho de Estado, órgão consultivo da presidência colombiana.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O "way of life" do império estadunidense

Do blog do Menon.

NORMAN E ENOLA GAY

Norman Rockwell (1894-1878) era pintor, ilustrador e fotógrafo. Foi o homem que melhor ilustrou o modo como os americanos se enxergam. É o retrato do american way of life. Ali, as crianças são todas branquinhas e amorosas, jogam basquete, escoteros, isão obedientes aos pais e estão sempre prontas a crescer e sevir à Pátria.
É o mundo do peru de Natal, da comida da vovó, das amizades perenes. É o mundo como eles gostariam que fosse. E estão sempre prontos a nos proteger do mal. Basta seguir o que dizem. Basta ser como Norman Rockwell desenhou.
Esse estilo de vida propagou o mundo. Seriados como i love lucy, a feiticeira, bonanza, os pioneiros, os waltons, heróis vigandores como charles bronson, chuck norris, stallone e outros são conhecidos no mundo todo. Quando alguém não quer ser como norman rockwell pinta, eles agem.
Mas a 6 de agosto de 1945, o mundo viu realmente o que significa o american way of life. O coronel Paul Tibbets Jr, da força aérea dos estados unidos, um jovem de 30 anos, pilotou um quadrimotor b29 e lançou a bomba atômica sobre Hiroshima. O bombardeio foi batizado de Enola Gay, em homenagem à mãe do piloto. Que deve ter adorado a homenagem do filho, que ainda posou com os amigos antes da viagem. Nenhuma preocupação, nenhum sentimento de dúvida. Nada disso. São jovens brancos, fortes, atléticos, que logo voltariam para casa e ganhariam medalhas. Teriam filhos lindos e poderiam ser muito bem retratados por Rockwell, o desenhista, retratista, pintor e fotógrafo do sistema.


A Itália e a Alemanha já haviam se rendido. A Alemanha, derrotada pelo glorioso Exército Vermelho, que resitiu no inverno até conseguir a vitória. E pensar que os EUA demoraram tanto a guerrear.


Apenas o Japão resistia. Era questão de tempo. Mas a turma de Norman Rockwell tinha pressa. E vontade de punir. A bomba atômica foi lançada. Em 20 segundos, morreram 70 mil pessoas. Em poucos dias, chegou-se a 210 mil mortos.
A bomba se chamava little boy.Os amigos de Norman gostam de dar nomes ás coisas. Três dias depois, foi a vez de Nagasaki. A bomba se chamava fat man e matou 80 mil.




Norman Rockwell nunca fez um desenho sobre o cogumelo assassino. Nunca registrou esse lado do american way of life. Esse foi exclusivo para os japoneses e para tantos outros países que um dia viram ditaduras instaladas por obra e graça dos irmãos do Norte.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O império quer mais. Ou, O império está desesperado.

Do Abundacanalha.


Fidel está certo, tem cheiro de guerra no ar


Fidel Castro reapareceu neste último sábado no parlamento cubano e fez um discurso com o grave alerta para o perigo de uma nova guerra mundial. Claro que a mídia hype não deu a mínima para o conteúdo. Mas o velho comandante entende do que diz. Sugiro uma lida em recente texto do professor Michel Chossudovsky, onde ele diz que um ataque ao Irã é o próximo passo para uma estratégia de guerra mundial, com o perigo de uso de armas nucleares. Alguns pontos para entendermos o war game:

Os EUA precisam dominar a Eurásia, o supercontinente que abarca a Europa e a Ásia. Dominação significa ter controle político sobre povos, governos e principalmente seus recursos. Quem explicou (ou confessou) o objetivo foi Zbigniew Brzezinski, ex-secretário de defesa de Carter, Reagan e Bush pai.

"É imperativo que nenhuma força eurasiana apareça, capaz de exercer alguma dominação na região e desta forma desafiar os EUA", diz Brzezinski em seu livro, "The Gran Chessboard", de 1998. Sabemos que a médio ou longo prazo inevitavelmente a China poderá ser esta ameaça. Ou mesmo a Russia, como aponta Chossudovsky. Com economias crescentes, precisarão de mais mercados e fundamentais recursos.

Petróleo é hoje o mais disputado recurso do planeta. Todas as economias são sedentas do ouro negro. Um carro, antes de consumir combustível, gastou vários barris em plásticos, borrachas, tintas, químicas e em máquinas para a produção e transporte. E o petróleo é recurso finito, já atingiu seu pico máximo de extração nos anos 70.

Para os EUA, que produzem 11.7% do petróleo mundial e consomem 25.3%, é questão delicada para o futuro de sua economia. A China cresce aceleradamente em consumo, já tendo passado o Japão e ficado agora como o segundo maior consumidor planetário.

Não há ainda nenhuma outra fonte de energia que substitua o petróleo em pouco tempo. Todas as possibilidades pensadas aumentam consideravelmente os custos da produção hoje baseada no óleo.

Os EUA, fundamentalmente, e todas as economias dele dependente, enfrentam uma grave crise financeira. Uma bolha está perto de explodir. A sistema financeiro mundial está montado em uma mentira, não existe lastro para o dinheiro que circula. O menor descuido, como aconteceu recentemente, coloca em risco todo o sistema.

Nada melhor, como sempre foi, que uma guerra para resolver os impasses. A indústria de guerra aquece a economia. A de reconstrução, também. E povos ficam unidos quando se vende bem a idéia da necessidade de enfrentar um inimigo externo. Esquecem suas reinvindicações, aceitam mais impostos, é a guerra.

A mídia internacional faz aqui o seu papel, como já feito em outras vezes. Inventa ou alardeia motivações. Para o Iran, o motivo é o perigo nuclear. Não importa que o país tenha objetivos de uso pacífico, e seja os EUA, sim, como Israel e até os aliados Paquistão e Índia que tenham bombas nucleares. Para avançar sobre o Iraque, inventaram que Saddam tinha armas químicas. Mentira. Para o Afeganistão. é que ele escondia Osama Bin Laden e as mulheres usavam burcas. Mentira, os EUA nunca estiveram preocupados com Bin Laden, a Al-Quaeda é uma farsa e até hoje as mulheres usam a mesma burca. O que mudou é que o Afeganistão produz hoje mais de 90% do ópio mundial. E é produto repleto de interesses americanos.

E para finalizar, uma reflexão do nosso ponto planetário. EUA, seus aliados, que ameaçam a paz mundial, tem aqui nas próximas eleições o candidato José Serra como seu representante. O tucano fez questão de marcar posição para que isso ficasse claro. Discursou contra todos os que de alguma forma estão em oposição aos interesses imperialistas americanos, como Ahmadinejad, Evo e Chávez.

Neste caso, reflitam, votar em Dilma Rousseff é darmos uma chance a paz.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Saramago - O potencial inimigo

Dos cadernos de Saramago.

O potencial inimigo

Por Fundação José Saramago
A humanidade nunca foi educada para a paz, mas sim para a guerra e para o conflito. O “outro” é sempre potencialmente o inimigo. Levamos milhares e milhares de anos nisto.
“Sempre fomos educados para a guerra, nunca para a paz”, El Diario Vasco, San Sebastián, 3 de Outubro de 2006

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Israel tem muito a esconder...

Da AFP.
Mas... e se fosse o Irã? Chamariam de ditadura? Será?

Israel prolonga 20 anos o sigilo sobre os arquivos de Estado

Qua, 28 Jul, 10h59

JERUSALÉM (AFP) - As autoridades israelenses decidiram prolongar 20 anos a proibição do acesso aos arquivos governamentais, elevando-a para 70 anos, informou nesta quarta-feira o diretor dos Arquivos Nacionais.

Trata-se particularmente de documentos relativos ao exército e aos serviços secretos durante as duas primeiras décadas do Estado de Israel, criado em maio de 1948.

"Esses arquivos continuarão sendo classificados (secretos) por temor que afetem a vida privada das pessoas mencionadas ou de seus achegados", declarou Yehoshua Freundlich.

"Nós também devemos manter o segredo da defesa, levando em conta o risco de que Israel pode ser acusado de violar o direito internacional", acrescentou.

Segundo Freundlich, em vários países ocidentais os "documentos de Estado são secretos durante 70 anos ou mais".

O historiador Tom Segev denunciou esta medida, considerando que a mesma traduz uma "tendência antidemocrática" na sociedade israelense.

A manutenção do segredo também foi denunciada como uma medida "arbitrária e injustificada" pela Associação de Direitos Cívicos em Israel.

terça-feira, 27 de julho de 2010

EUA e Paquistão, quem fará a reportagem?

Do abundacanalha.

EUA e Paquistão, quem fará a reportagem?









O inglês The Guardian está dando uma bela lição de jornalismo. Recebeu o arquivo com mais de 91 mil relatórios secretos vazados para o site WikiLeaks e preparou um enorme banco de dados, com ótimas ferramentas e infográficos para pesquisa. A coisa é tão vasta e complexa que David Leigh, seu editor de investigações (sim, eles ainda fazem isso) aparece em vídeo para explicar em tutorial como usar o material. Um lorde.

Mas, do que já surgiu de informação, uma me parece maior que todas, e é claro que boa parte da mídia internacional e a nossa não deve dar a devida importância: o apoio do governo paquistanês aos talibãs. Trairagem com os americanos, diriam alguns? Talvez o buraco seja mais em cima. Caberia uma belíssima reportagem se alguém juntasse informações que a própria mídia forneceu ao longo dos últimos nove anos sobre as relações entre EUA e Paquistão. Esta poderia ter feito seu trabalho, mas não o fez. Só agora aparecem fatos graças à internet e a um provável militar descontente.

Sugiro alguns pontos:

A CIA e a ISI, a central de inteligência paquistanesa, trabalham coladinhas há anos. A última é cria da primeira, usam o mesmo modelo, é permanente a colaboração entre as duas. Quem diz é o New York Times. E a CIA já repassou centenas de milhões de dólares para sua congênere no Paquistão, diz o Los Angeles Times.

A CIA e a ISI criaram o talibã, disse Asif Ali Zardari, o próprio presidente do Paquistão, registrado no The Times of India. Interessante, não? Será que isso não dá uma bela reportagem em edição dominical? E não foi o único a dizer. Selig Harrison, um especialista em Ásia do the Woodrow Wilson International Centre for Scholars, confirmou o mesmo, com dados abundantes, no Emperor's Clothes.

E a denúncia de que a ISI estava por trás dos ataques em Mumbai em 2008? Teoria da conspiração? Há nomes envolvidos, diz o News Daily, cadê a reportagem?

E a história, de variadas fontes, que relataram que pouco antes do 11 de setembro o chefe do serviço secreto paquistanês, General Mahmood Ahmed, esteve em Washington. Lá, manteve conversas no Pentágono com o conselho de Segurança Nacional, depois com o diretor da CIA, Tenet, com pessoas da Casa Branca e com Marc Grossman, subsecretário dos EUA para assuntos externos. As mesmas fontes dizem que Mohamed Atta, um dos alegados terroristas do 11/9, recebeu pagamento no valor de 100 mil dólares de Amed Omar Saeed Sheikh, da ISI, que deposita o dinheiro em nome do general Mahmood Ahmed, diz o Asia Times.

Quem vai fazer a reportagem?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A desmoralização da ONU

De Emir Sader, extraído do vi o mundo.

Emir Sader: Assim se desmoraliza a ONU

por Emir Sader, em seu blog

A ONU nasceu, no segundo pós-guerrra, para administrar o mundo conforme os interesses e as visões das potências vencedoras na guerra. Embora aparecesse como um instrumento de democratização nas relações políticas internacionais – de que a existência da Assembléia Geral é a expressão mais direta -, ela reproduziu as relações de poder existentes no mundo, ao depositar em um Conselho de Segurança o poder real da organização.

Composto pelos 4 países vencedores da Segunda Guerra como seus membros permanentes, – EUA, Inglaterra, França, Rússia, aos que se acrescentou a China, ao se tornar potência nuclear a normalizar suas relações com os EUA -, que detêm poder de veto – a que basta um voto contra – sobre qualquer decisão que tome a Assembléia Geral.

Significativas são as decisões anuais de fim do bloqueio norteamericano sobre Cuba e de retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos, para que se funde um Estado palestino, que são reiteradamente aprovadas por esmagadora maioria, contra o voto dos EUA, de Israel e de algum país exótico, às vezes. Mas basta o poder de veto dos EUA, para inviabilizar sua aprovação.

Sem ir muito longe no tempo, – quando a ONU foi instrumento das potências ocidentais na guerra fria – recordemos apenas que os EUA e a Inglaterra não conseguiram maioria no Conselho de Segurança para invadir o Iraque, com alegações que rapidamente se revelaram falsas.

Ainda assim essas duas potências invadiram, destruíram o Iraque, onde se encontram até hoje, provocando centenas de milhares de mortos. Que punição adotou a ONU em relação a essa tremenda brutalidade, não apenas por ter sido tomada contra a posição da ONU, mas pelos massacres que produziu e segue produzindo, além da destruição de lugares históricos, da mais antiga civilização do mundo? Nem formalmente tomaram decisão alguma de punição.

É agora essa mesma instituição, – que tem no seu Conselho de Segurança, como membros permanentes, com poder de veto, às maiores potências bélicas, aos maiores fabricantes de armamentos do mundo, aqueles que abastecem a todos os conflitos bélicos existentes no mundo, a que se supõe que a ONU deveria tratar de que não existissem ou que os pacificasse -, aprova punições ao Irã sob suspeita de que esse país poderia chegar a fabricar armamento nuclear. Isso, depois dos governos do Brasil e da Turquia terem conseguido do governo do Irã as exigências que as próprias Nações Unidas haviam solicitado.

Uma instituição que nada faz para punir a Israel, que assumidamente possui armamento nuclear – com que ameaça, regularmente, de bombardear o Irã -, que ofereceu esse armamento à Africa do Sul na época dos governos racistas – conforme provas recentes de um livro, que publica documentos que deixam claro esse oferecimento, que ocupa violentamente os territórios palestinos. Não faz e atende as demandas de Israel de que o Irã seja punido.

Uma decisão promovida pela maior potência bélica da história da humanidade, que possui bases militares em mais de 150 países, que foi o único pais que atirou bombas atômicas sobre outro – em Hiroshima e Nagasaki -, matando milhões de pessoas, que tem um histórico de agressões, invasões – como até hoje ocorre também no Afeganistão, com aprovação da ONU -, de golpes militares, de assassinatos de mandatários de países estrangeiros, de guerras, invasões e ocupações de outros países.

Essa instituição, hegemonizada por essa potência, aprovou sanções contra o Irã, depois de deixar impune a todos os atos de agressão militar dos EUA, cujo arsenal de guerra não deixa de se aperfeiçoar e se multiplicar. O que esperar de uma instituição assim, controlada pelas potências que protagonizaram as grandes guerras e seguem com seu papel imperialista, contra a grande maioria dos países do mundo? Por que não submetem essa decisão à Assembléia Geral, para constatar a reação de todos os governos do mundo, vítimas da dominação imperial dessas potências bélicas que, como disse Lula, necessitam inimigos, a quem diabolizar, para tentar evitar que sejam elas mesmas julgadas e condenadas como as maiores responsáveis pelas guerras que ainda assolam o mundo, fomentadas por elas mesmas.

O atentado Israelense

Do tijolaço.

A prova de um crime

A brasileira Iara Lee, que estava a bordo do Marmari Mavi, um dos navios atacados por Israel divulgou hoje imagens inéditas do ataque. São fitas que ela escondeu antes que os isrealense tomassem o controle do navio e confiscassem todas as gravações do que aconteceu. Desde o inicio se pode ouvir os disparos sobre o navio, abafados por silenciadores. E observar que, muito antes da abordagem, já havia gente atingida a tiros nos barcos. Depois disso, não era possível esperar que os israelenses que desceram de helicóptero sobre o navio fossem recebidos com rosas. Assista e veja se as pessoas feridas e as que os atendem parecem agressivas ou “terroristas”. Que vergonha para o mundo estar deixando que este episódio transcorra sem as sanções que, por muito menos , os “civilizados” querem impor sobre os “bárbaros”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Enquanto isso... Sanções ao Irã

Enquanto isso, países que tem a bomba, sancionam um país que não a possui e diz não ter pretensão em possuir, apenas porque não vão com a cara dele.

Veja no tijolaço.

ONU aprova sanções ao Irã. Brasil e Turquia dizem não.

Acaba de sair a notícia de que o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra o Irã, com 12 votos favoráveis e dois contrários, o do Brasil e o da Turquia. O Líbano, que se opõe às sanções mas ocupa a presidência (rotativa) do Conselho, se absteve.

Era um resultado esperado. Rússia e China fizeram os EUA diminuirem o peso das sanções, mantendo, pragmaticamente, seus negócios com aquele país. Mas evitaram explicitar o confronto que mantém com os Estados Unidos em matéria de influência externa. Afinal, estão na “primeira divisão” do Mundo, com direito a veto a qualquer decisão da ONU. E a ambos também não interessa muito um vizinho mais desenvolvido, inclusive em termos de tecnologia.

Eu quero cumprimentar a postura do nosso Itamaraty. Foram muitas as pressões para que o Brasil se abstivesse, como forma de não criar “mal-estar” maior com as grandes potências. O Brasil e a Turquia conservaram estatura moral para continuarem a ser aceitos como interlocutores por teerã.

Seria uma desmoralização impensável que Brasil e Turquia, que apresentaram uma proposta efetiva para encontrar-se o caminho da paz, aceitassem uma dança hipócrita em torno de sanções que não resolvem coisa alguma e servem apenas para mostrar “quem manda aqui” e se abstivessem.

Não sou eu quem diz que estas sanções não ajudam, senão, a agravar a crise. Quem o diz é o próprio premier russo, e homem-forte do governo daquele país. Embora tenha votado pela sanção, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou que a punição contra o Irã é ineficaz. “Você conhece um único exemplo de sanções eficazes? Em seu conjunto, são ineficazes”, declarou Putin.

As grandes potências – e seus aliados “de confiança” – não querem um mundo livre de armas atômicas. Querem, apenas, que ninguém, além deles, as possua. Olhe o mapa, publicado pelo UOL, que ilustra este post. Procure o Irã. Não está lá. Mas é quem vai pagar o pato atômico.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Saramago - Educar para paz

Do caderno de Saramago.
Coube muito bem ao post anterior.

Educar para a paz

Por Fundação José Saramago

Resulta muito mais fácil educar os povos para a guerra do que para a paz. Para educar no espírito bélico basta apelar aos mais baixos instintos. Educar para a paz implica ensinar a reconhecer o outro, a escutar os seus argumentos, a entender as suas limitações, a negociar com ele, a chegar a acordos. Essa dificuldade explica que os pacifistas nunca contem com a força suficiente para ganhar… as guerras.

“Israel vive às custas do Holocausto”, em Palestina existe!, Madrid, Foca, 2002 [Prólogo e edição de Javier Ortiz] [Entrevista de Javier Ortiz]

sexta-feira, 5 de março de 2010

Nova Chernobyl - Fallujah

Do Tijolaço.
E aí, EUA e Israel fazem ou não atentados terroristas?

BBC denuncia onda de defeitos congênitos em Fallujah

Relutei em publicar esta foto, do jornal inglês The Guardian. Publico-a para termos ideia da monstruosidade de armas que, anos depois de usadas, deformam crianças inocentes em Fallujah.

Fallujah foi a cidade iraquiana onde mais combates, e de enorme intensidade, foram registrados entre o Exército Americano e a resistência iraquiana. Agora, um órgão dos mais prestigiosos da imprensa, a BBC diz seu próprio editor internacional John Simpson visitou um novo hospital em Fallujah, financiado pelos Estados Unidos, e ouviu dos médicos que há uma onda de nascimento de crianças com defeitos congênitos, sobretudo cardíacos, numa frequência 13 vezes mais alta do que na Europa. Você pode ler e ouvir o relato de Simpson, em inglês, clicando aqui. Problemas congênitos, todos sabem, têm inicidência estatística independente de condições sanitárias ou alimentares da população

Simpson também visitou várias crianças na cidade que sofrem de paralisia, lesão cerebral e viu a fotografia de um bebê que nasceu com três cabeças. A pesquisadora iraquiana Malik Hamdam, baseada na Grã-Bretanha, disse à BBC que os médicos em Fallujah estão testemunhando um “alto número e sem precedentes” de problemas cardíacos, e um aumento no número de problemas no sistema nervoso. Segundo ela, um médico da cidade comparou o número de defeitos congênitos com os dados anteriores a 2003 – quando ela via um caso a cada dois meses – com a situação de agora, em que ela testemunha casos todos os dias.

Os Estados Unidos admitiram em 2005 ter usado munição com fósforo branco, em Fallujah, para combater os insurgentes. Os médicos admitem que os problemas que estão registrando possam ter relação com a chuva de fogo produzida pelo fósforo para iluminar alvos ou, diretamente, para queimar os adversários das tropas americanas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O império americano. Vai comendo raimundão!

Do tijolaço, do Brizola Neto.
Talvez esteja pondo aqui mais para arquivamento, mas mostra um pouco das incursões do império estadunidense (que alguns, inexplicavelmente, negam a história e a própria inteligência não aceitando este país com império).
Como diz-se aqui pela bodega, VAI COMENDO, RAIMUNDÃO!

O império

eua

Recebi o link de um leitor, do Blog do Itárcio, e reproduzo para vocês a relação das as várias invasões militares dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, organizada pelo professor Alberto da Silva Jones , da Universidade Federal de São Carlos. A lista é longa e eu coloquei uma bandeirinha no mapa mundi para cada uma delas. Pulei várias, quase me perdi de tantos layers noPhotosohp. Perdoe, são muitas. Além disso, não marque no mapa aquelas que foram apenas ameaças, ou que são controversas e , ainda, todas as que integraram os combates da 2a. Guerra Mundial. Para não haver polêmica e haver espaço no mapa. Olhe como é impressionante o intervencionismo que, infelizmente, não parece coisa do passado.

Lá vai a lista, tenha paciência:

1846 – 1848 – MÉXICO – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 – ARGENTINA – Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

1891 – CHILE – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 – HAITI – Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 – HAWAI – Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 – NICARÁGUA – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

1894 – 1895 – CHINA – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 – 1896 – CORÉIA – Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 – PANAMÁ – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 – 1900 – CHINA – Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 – 1910 – FILIPINAS – As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas – 27/09/1901 e 11/15/1913) – 600.000 filipinos mortos.

1898 – 1902 – CUBA – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 – Presente – PORTO RICO – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ ( colônia) dos Estados Unidos.

1898 – ILHA DE GUAM – Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 – ESPANHA – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 – NICARÁGUA – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 – ILHA DE SAMOA – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 – NICARÁGUA – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 – 1914 – PANAMÁ – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 – 1904 – REPÚBLICA DOMINICANA – Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 – 1905 – CORÉIA – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 – 1909 – CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 – NICARÁGUA – Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

1908 – PANAMÁ – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 – NICARÁGUA – Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 – 1941 – CHINA – Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 – CUBA – Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 – PANAMÁ – Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 – HONDURAS – Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 – 1933 – NICARÁGUA – Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 – MÉXICO – Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 – MÉXICO – Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 – 1918 – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL – Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 – REPÚBLICA DOMINICANA – Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 – 1918 – MÉXICO – Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 – 1934 – HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 – 1924 – REPÚBLICA DOMINICANA – Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 – 1933 – CUBA – Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 – 1922 – RÚSSIA – Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 – HONDURAS – Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 – IUGOSLÁVIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 – GUATEMALA – Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 – TURQUIA – Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 – 1927 – CHINA – Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 – 1925 – HONDURAS – Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 – PANAMÁ – Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927 – 1934 – CHINA – Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 – EL SALVADOR – Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN – comandadas por Marti.

1946 – IRÃ – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 – IUGOSLÁVIA – Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 – 1949 – GRÉCIA – Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego.

1947 – VENEZUELA – Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 – 1949 – CHINA – Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 – PORTO RICO – Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 – 1953 – CORÉIA – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.

1954 – GUATEMALA – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 – EGITO – O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.

1958 – LÍBANO – Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 – PANAMÁ – Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 – 1975 – VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.

1962 – LAOS – Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 – PANAMÁ – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 – 1966 – REPÚBLICA DOMINICANA – Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 – 1967 – GUATEMALA – Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 – 1975 – CAMBOJA – Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 – 1975 – LAOS – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 – CAMBOJA – 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 – IRÃ – Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*

1982 – 1984 – LÍBANO – Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 – 1984 – ILHA DE GRANADA – Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 – 1989 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 – BOLÍVIA – Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 – ILHAS VIRGENS – Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 – PANAMÁ – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 – LIBÉRIA – Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990 – 1991 – IRAQUE – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990 – 1991 – ARÁBIA** SAUDITA – Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 – 1994 – SOMÁLIA – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 – IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 – 1999 – HAITI – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 – 1997 – ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) – Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus

1997 – LIBÉRIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 – ALBÂNIA – Tropas americanas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros.

2001 – AFEGANISTÃO – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 – IRAQUE – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Irã transmite ao vivo lançamento de míssil

Do tijolaço.
A velha máxima, não é amigo dos EUA, não pode ter arma.

Como eu disse: Índia pode, Irã não pode…

2misseis

Do lado esquerdo, o míssil disparado pela Índia, no domingo, o Dhanush, com capacidade de carregar ogivas nucleares de até 500 quilos. A Índia e o Paquistão, que vivem em conflitos, são vizinhos do Irã e ambos possuem bombas atômicas. A comunidade internacional, porém, não deu um pio, porque ambos são aliados dos Estados Unidos.

Do lado direito, o míssil iraniano Sejil-2, de médio alcance, cujo teste foi mostrado pela TV do Irã e despertou nova onda de ameaças de retaliação ao país.

Missil indiano é “bonzinho”; míssil do Irã é “malvado”?

O argumento de que o alcance do míssil iraniano é maior não tem sustentação. O míssil indiano cobre todas as possibilidades de um disparo contra o Paquistão, que é o país que os indianos entendem como ameaça militar. O do Irã – esse é o maior motivo das críticas – teria condições de chegar a Israel.

E o Irã tem que se preocupar com ameaças bélicas de Israel? Transcrevo o que foi publicado pelo G1, em junho do ano ano passado, com base no The New York Times:

“O exército de Israel realizou manobras militares no início deste mês simulando um teste para um possível ataque a instalações nucleares iranianas, de acordo com funcionários americanos citados nesta sexta-feira pela imprensa dos Estados Unidos.Mais de 100 aviões de combate F-16 e F-15 israelenses participaram de manobras ao longo do leste do Mediterrâneo e na Grécia durante a primeira semana de junho, para preparar ataques à distância, demonstrando a “preocupação de Israel em responder às ambições nucleares do Irã”, anunciou o New York Times.(…)

“Se o Irã prosseguir o seu programa de armas nucleares, estão atacaremos” disse Mofaz (vice-premier de Istrael) ao jornal Yediot Aharonot.

É urgente que o mundo desenvolvido – e dono de armamento nuclear, diga-se de passagem – entenda que não pode continuar a agir de forma em que um lado pode se armar, outro não. O resultado disso, como se está vendo, são cada vez mais armas. E construir armas é muito, muito mais fácil do que, depois de tê-las, destruí-las.

Justiça e equilíbrio são ingredientes essenciais de um processo de paz. Sem eles, infelizmente, continuaremos a ver subir foguetes da morte cada vez maiores, por toda parte do mundo. Alguma hora teremos de parar de ficar discutindo quem começou com isso e criar regras que valham para todos, da Índia ao Paquistão, do Irã a Israel. Mas que valham também para os EUA, não é?