Infelizmente a situação habitacional atual nas grandes e médias cidades brasileiras encontra-se em um estágio em que os imóveis ilegais são regra, e os legais são exceção.
60% dos imóveis em Nova Friburgo são ilegais

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Em janeiro e fevereiro deste ano dobrou o valor dos empréstimos imobiliários em relação ao mesmo período do ano passado. Foram R$ 10 bilhões e o banco público aposta que vai superar a meta de R$ 50 bilhões para financiar imóveis em todo o ano 2010. A Caixa já recebeu 700 mil pedidos de financiamento de imóveis pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, dos quais 350 mil já foram aprovados.
É muito, mas ainda é muito pouco. Segundo o professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicampo e ex-vide presidente da Caixa, faltavam no Brasil 6,831 milhões de moradias em 2008. Por essa metodologia abandonada, a redução no déficit habitacional em 2008 seria de 292 mil moradias em relação a 2007, de 1,178 milhão de residências em relação a 2006, e de 1,390 milhão de unidades habitacionais em relação a 2005, quando a Caixa Econômica Federal, de fato, implementou o ritmo de contratações de financiamentos. O déficit era, então, 8,221 milhões de moradias.
Hoje, no Rio, a Ministra Dilma Rousseff disse que era necessário acabar com “a ficção de que o mercado pode dar conta de oferecer habitação para população de baixa renda”.
-”É uma população que vive com três salários mínimos e usa esse dinheiro para se alimentar, comprar seus bens essenciais e ainda pagar prestação da casa. Por isso acabamos com financiamento e agora damos subsídio.”
Dilma afirmou que o Governo Lula deixa prontos os mecanismos para que, apartir do ano que vem, possam ser contruídas um milhão de casas populares a cada dois anos. Segundo o professor Costa, um ritmo assim pode zerar o déficit de moradia nos próximos 20 anos. Aí podemos falar que não deveriam haver favelas.
Leia o que diz o amigo navegante zquinha:
Da série FHC vai se enforcar:
População de favelas cai 16% no País
Brasil
O relatório afirma que o Brasil reduziu em 16% a população de habitantes de favelas. Cerca de 10,4 milhões de pessoas deixaram este tipo de habitação.
A fatia de pessoas que moram em favelas diminuiu de 31.5% para 26,4% em dez anos devido a adoção de políticas econômicas e sociais, a diminuição da taxa de natalidade e da migração do campo para a cidade.
Além disso, a criação do ministério das Cidades, a adoção de uma emenda constitucional afirmando o direito do cidadão à moradia e os subsídios de materiais de construção, terrenos e serviços são apontados como responsáveis pela diminuição do número de favelados.
Em tempo: as favelas não parecem diminuir embaixo das moradias dos filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio). É por isso que as Organizações (?) Globo são a favor da remoção.
Por Carolina Freitas
São Paulo - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), entregou hoje, com festa, 448 apartamentos em quatro conjuntos habitacionais de Guaianazes, extremo leste da Capital. Música popular, piadas futebolísticas e distribuição gratuita de lanches não acalmaram reclamações dos moradores sobre a falta de água e de energia elétricas em um dos conjuntos de prédios - justamente o visitado pelo governador. Nele, há 168 unidades, sendo que 43 já estavam ocupadas antes mesmo da entrega oficial das chaves. No apartamento visitado por Serra, havia luz, mas, no corredor do prédio, não.
Um homem tentou falar com Serra sobre a situação, mas foi afastado com um forte empurrão pelos seguranças do governador. "Nós ajudamos a construir esses prédios. É falta de respeito não nos ouvir", disse Raimundo, que pediu para não ter seu sobrenome revelado. Serra enfrentou protesto também ao deixar o terreno. Pelo menos dez moradores empunhavam cartazes e pediam atenção ao bairro gritando "faixa de pedestres". A comitiva do governador passou reto pelos manifestantes. "Tem uma escola sem faixa de pedestres para as crianças atravessarem a rua", contou o educador Isac Lopes, de 44 anos. "Quando vem autoridade aqui é que eles resolvem enfeitar o bairro."
A construção do conjunto habitacional de Guaianazes levou sete anos. As famílias beneficiadas pela obra ajudaram a erguer os prédios em sistema de mutirão. Entidades de fim sociais indicaram os moradores, contrataram assistência técnica e mão-de-obra e coordenaram os trabalhos. Os prédios ficam em uma área isolada, quase rural, do bairro, que só há poucos meses ganhou ruas asfaltadas. Para evitar invasões do terreno, famílias foram morar nas unidades inacabadas há pelo menos dois anos.
O diretor de obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), João Abukater Neto, disse que, durante a construção dos edifícios, havia ligações "provisórias" de energia elétrica. Elas foram desligadas e, aos poucos, a Eletropaulo faria a ligação dos apartamentos, um por um, até o final desta semana. "Começou agora o processo de reversão. Se você voltar sexta ou sábado, não tem mais nenhum (apartamento sem luz)", disse Abukater Neto.
Serra foi questionado sobre o problema durante entrevista coletiva, mas pediu que o secretário estadual de Habitação, Lair Krähenbühl, respondesse à pergunta. Lair admitiu que os prédios entregues hoje estavam sem água e energia, mas disse que a maioria das famílias só mudaria para lá na próxima semana e que as que já moravam nas unidades usavam as ligações "provisórias". Mais tarde, Lair esclareceu que o fornecimento de energia elétrica depende da assinatura do contrato do apartamento, o que aconteceu hoje. "O prédio está ligado, mas a liberação individual é feita caso a caso", disse o secretário. "Leva um dia ou dois após a assinatura do contrato." Lair atribui as reclamações dos moradores a uma "questão de esclarecimento".