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sábado, 26 de dezembro de 2009

Viva a virada de ano - Abaixo o Natal

Extraído do viomundo.

Mário Maestri: Abaixo o Natal

Atualizado e Publicado em 25 de dezembro de 2009 às 16:45

Por que não festejo e me faz mal o Natal

por Mário Maestri*, no Espaço Acadêmico

Não festejo e me faz mal o Natal por diversas razões, algumas fracas, outras mais fortes. Primeiro, sou ateu praticante e, sobretudo, adulto. Portanto, não participo da solução fácil e infantil de responsabilizar entidade superior, o tal de “pai eterno”, pelos desastres espirituais e materiais de cuja produção e, sobretudo, necessária reparação, nós mesmos, humanos, somos responsáveis.

Sobretudo como historiador, não vejo como celebrar o natalício de personagem sobre o qual quase não temos informação positiva e não sabemos nada sobre a data, local e condições de nascimento. Personagem que, confesso, não me é simpático, mesmo na narrativa mítico-religiosa, pois amarelou na hora de liderar seu povo, mandando-o pagar o exigido pelo invasor romano: “Dai a deus o que é de deus, dai a César, o que é de César”!

O Natal me faz mal por constituir promoção mercadológica escandalosa que invade crescentemente o mundo exigindo que, sob a pena da imediata sanção moral e afetiva, a população, seja qual for o credo, caso o tenha, presenteie familiares, amigos, superiores e subalternos, para o gáudio do comércio e tristeza de suas finanças, numa redução miserável do valor do sentimento ao custo do presente.

Não festejo e me desgosta o Natal por ser momento de ritual mecânico de hipócrita fraternidade que, em vez de fortalecer a solidariedade agonizante em cada um de nós, reforça a pretensão da redenção e do poder do indivíduo, maldição mitológica do liberalismo, simbolizada na excelência do aniversariante, exclusivo e único demiurgo dos males sociais e espirituais da humanidade.

Desgosta-me o caráter anti-social e exclusivista de celebração que reúne egoísta apenas os membros da família restrita, mesmo os que não se freqüentaram e se suportaram durante o ano vencido, e não o farão, no ano vindouro. Festa que acolhe somente os estrangeiros incorporados por vínculos matrimoniais ao grupo familiar excelente, expulsos da cerimônia apenas ousam romper aqueles liames.

Horroriza-me o sentimento de falsa e melosa fraternidade geral, com que nos intoxica com impudícia crescente a grande mídia, ano após ano, quando a celebração aproxima-se, no contexto da contraditória santificação social do egoísmo e do individualismo, ao igual dos armistícios natalinos das grandes guerras que reforçavam, e ainda reforçam – vide o peru de Bush, no Iraque – o consenso sobre a bondade dos valores que justificavam o massacre de cada dia, interrompendo-o por uma noite apenas.

Não festejo o Natal porque, desde criança, como creio para muitíssimos de nós, a festa, não sei muito bem por que, constituía um momento de tensão e angústia, talvez por prometer sentimentos de paz e fraternidade há muito perdidos, substituindo-os pela comilança indigesta e a abertura sôfrega de presentes, ciumentamente cotejados com os cantos dos olhos aos dos outros presenteados.

Por tudo isso, celebro, sim, o Primeiro do Ano, festa plebéia, hedonista, aberta a todos, sem discursos melosos, celebrada na praça e na rua, no virar da noite, ao pipocar dos fogos lançados contra os céus. Celebro o Primeiro do Ano, tradição pagã, sem religião e cor, quando os extrovertidos abraçam os mais próximos e os introvertidos levantam tímidos a taça aos estranhos, despedindo-se com esperança de um ano mais ou menos pesado, mais ou menos frutífero, mais ou menos sofrido, na certeza renovada de que, enquanto houver vida e luta, haverá esperança.

* Historiador e professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS. Publicado em La Insignia.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Curiosidades do Natal - 25 de dezembro?

Do sempre coeso, dr. zem.
Afinal, comemorar o quê?
Enfim, feliz natal a todos mesmo assim.

Em que data Nasceu Cristo? - Curiosidades do Natal.

Para dizer a verdade, ninguém sabe ao certo qual a verdadeira data do nascimento de Jesus Cristo. O Evangelho de Lucas registra apenas o local do nascimento: Belém de Judá, Terra do Rei Davi.

É fato! A Igreja católica nunca afirmou que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, a data, provavelmente, foi escolhido pela Igreja Católica para unificar as comemorações do natalício, já que as comunidades eclesiais comemoravam em datas diversificadas, de acordo com suas tradições, afinal, um acontecimento tão importante merecia uma data única para festejar. Os motivos atribuídos a escolha da data são muitos, há muitas controvérsias, não existindo, portanto, um consenso.

Há quem defenda que dia 25 de dezembro tenha sido condicionada ao evento da Anunciação do Anjo a Maria. Outra teoria refere-se à cristianização de comemorações pagãs em relação ao sol – a chamada festa pagã do natalis solis invictis, comemoração do sol invicto, celebrada no solstício de inverno. A este respeito, é válido o relato de, S. Agostinho, no século V, que explicava o costume já vigente, dizendo: “Festejamos este dia solene, não como os pagãos voltados para este Sol, mas voltados nós para aquele que fez este Sol”.

Documentos históricos apontam que o Natal, com data unificada, já era festejado no ano 336. Uma corrente majoritária defende que o 25 de dezembro não é uma data provável para o nascimento de Cristo, dada às condições do clima na região da Palestina neste período, marcado pelo inverno de intenso frio, com fortes chuvas e ocorrências de geadas, não compatível, portanto, com o relato encontrado no evangelho de Lucas, que cita pastores dormindo com suas ovelhas em pleno campo, costume mais adequado ao período da primavera.

Até mesmo o ano de nascimento de Jesus apresenta incorreções. De acordo com historiadores, Jesus não nasceu no primeiro ano do nosso calendário, mas sim, em torno de seis/sete antes da era cristã. O fato se deu devido a um erro de cálculo da Igreja Católica, mas especificamente de Dionísio, O Exíguo, ocorrido quinhentos anos após o nascimento do Messias. Com efeito, o nascimento do salvador não poderia ter ocorrido no ano marcado no calendário da era cristã, já que Herodes, o rei que recebera os Reis Magos, já havia morrido no ano 4 A.C.

Mesmo com tantas incertezas quanto a real data de nascimento do Filho de Deus, em nada fica invalidada a fé dos Cristãos, afinal, o que importa é a existência histórica de Cristo e suas mensagens contidas no Evangelho, não é verdade?

FELIZ NATAL A TODOS

Fontes:
Guia de curiosidades Católicas: Evaristo Eduardo de Miranda.
Artigo "A data do nascimento de Jesus: D. Estêvão Bettencourt: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0006

Esse é o natal dos Ramones - Merry Christmas

Feliz natal a todos.