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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Saramago - Aos ateus

Dos cadernos de Saramago.
Ateu sofre mesmo!

O lugar da incomodidade

Por Fundação José Saramago
Seria mais cómodo acreditar em Deus, mas escolhi o lugar da incomodidade.
Expresso, Lisboa, 2 de Novembro de 1991
In José Saramago nas Suas Palavras

quinta-feira, 31 de março de 2011

Saramago - Democracia aparente

Dos cadernos de Saramago.


Democracia aparente

Por Fundação José Saramago
O grande mal que pode acontecer às democracias — e penso que todas elas sofrem em maior ou menor grau dessa doença — é viverem da aparência. Isto é, desde que funcionem os partidos, a liberdade de expressão, no seu sentido mais directo e imediato, o Governo, os tribunais, a chefia do Estado, desde que tudo isto pareça funcionar harmonicamente, e haja eleições e toda a gente vote, as pessoas preocupam-se pouco com procedimentos gravemente antidemocráticos.
Público, Lisboa, 10 de Maio de 1992
In José Saramago nas Suas Palavras

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Saramago: Intranquilizar

Dos cadernos de Saramago.


Intranquilizar
Por Fundação José Saramago
Se o escritor tem algum papel é o de intranquilizar.

“Saramago: ‘Si España va bien, es una excepción, porque el mundo no va bien”, La Provincia, Las Palmas de Gran Canaria, 15 de Abril de 1998
In José Saramago nas Suas Palavras

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Saramago - Um perigoso acriticismo

Dos cadernos de Saramago.


Um perigoso acriticismo

Por Fundação José Saramago
Acreditámos que com a democracia abandonávamos certos medos, mas trocámo-los por outro medo colectivo e geral que nada tem a ver com a tortura ou a censura. É o temor constante de perder o emprego, um medo que limita e condiciona totalmente a vida de quem o sente. E esse medo alimenta o verdadeiro governo do mundo de hoje, o poder das multinacionais que conforma tudo à sua própria lógica. Uma lógica que impõe um perigoso acriticismo que cresce como uma mancha de óleo por todo o mundo. Parece que a norma é não pensar, não reagir, não criticar.
“Saramago, el pesimista utópico”, Turia, Teruel, nº 57, 2001
In José Saramago nas Suas Palavras

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Com a Palavra, Paulo Freire: Educação

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".

(Paulo Freire)

Dica do dr. Zem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saramago - Duvidar de tudo

Dos cadernos de Saramago.


Duvidar de tudo

Por Fundação José Saramago
Sim, essa é a minha postura, duvidar de tudo. Se há algo que possa ser útil para o leitor, não é justamente que ele termine pensando como eu penso mas que logre colocar em dúvida o que eu digo. O melhor é que o leitor perda essa postura de respeito, de acatamento do que está escrito. Não há verdades tão fortes que não possam ser postas em dúvida. Temos de dar-nos conta de que nos estão a contar histórias. Quando se escreve a história de qualquer país, temos de saber isso. A realidade profunda é outra. O historiador, muitas vezes, é alguém que está a transmitir uma ideologia. Se fosse possível reunir numa História todas as histórias – para além da História escrita e oficial -, começaríamos a ter uma ideia sobre o que se passou na realidade.
“José Saramago. Escritor. ‘Ninguna verdad es definitiva”, La Maga, Buenos Aires, 30 de Março de 1994
In José Saramago nas Suas Palavras

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saramago - O que se quer mostrar como verdade

Dos cadernos de Saramago.
Genial. Nos mostra como nos ensinam história nas escolas. Felizmente na faculdade ensinaram história de uma maneira mais crítica. Talvez por ter estudado em uma universidade federal... Acabamos tendo que desconstruir a "verdade" que nos passaram por anos, para então formar um pensamento mais crítico.

O que se quer mostrar como verdade

Por Fundação José Saramago
Que diabo é a verdade histórica? Apenas algo que foi desenhado e que logo depois de estabelecido foi rodeado de obscuridade para que a única imagem que pudesse ser vista, destacada, fosse essa que se quer mostrar como verdade. A tarefa é retirar tudo o que está a negro, saber o que ficou sem contar, sem mostrar.
“José Saramago. Escritor. ‘Ninguna verdad es definitiva”, La Maga, Buenos Aires, 30 de marzo de 1994
In José Saramago nas Suas Palavras

domingo, 28 de novembro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Saramago: Condenados desde o nascimento

Dos cadernos de Saramago.


Condenados desde que nascem

Por Fundação José Saramago
Há que ter em conta que a distância entre os que têm e os que não têm apenas tem paralelismo com a distância entre os que sabem e os que não sabem, e os que não têm são os que não sabem: são condenados desde que nascem.
“Saramago: ‘La Navidad es una burbuja consumista que nos aísla del Apocalipsis”, Agencia EFE, Madrid, 25 de Dezembro de 2006

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Saramago: Postura ética

Dos cadernos de Saramago.


Postura ética

Por Fundação José Saramago
Nem a arte nem a literatura têm que dar-nos lições de moral. Somos nós que temos de salvar-nos, e só é possível com uma postura cidadã ética, embora possa soar a antigo e anacrónico.

“Saramago: ‘Hay que resucitar el respeto y la solidaridad”, El Mundo, Madrid, 22 de Maio de 1996

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Saramago - Não mudamos nada desde Voltaire

Dos Cadernos de Saramago.
Sempre genial.

Não mudámos nada


Gostaria de encontrar-me com Voltaire e dizer-lhe que tinha razão quando tinha a sua céptica e pessimista opinião sobre o género humano. Dir-lhe-ia que teve razão e que muitos anos depois não mudámos nada, que há motivos para pensar que, se ele vivesse no século XX, teria, todavia, muito mais razão.
“El sueño de las olas de piedra”, Diario Uno, Mendoza, 13 de Setembro de 1998

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Saramago - Para quê servem os seres humanos

Dos cadernos de Saramago.

A pergunta fundamental das humanidades

Por Fundação José Saramago
Do ponto de vista empresarial, não fazem falta as humanidades. A pergunta fundamental das humanidades é o que é o ser humano, enquanto que, para os círculos empresariais e tecnocratas que se ocupam da utilidade imediata, [a pergunta] é para que servem os seres humanos.
“El paso del gran pesimista”, Semanario Universidad, San José de Costa Rica, 30 de Junho de 2005

domingo, 5 de setembro de 2010

Saramago - A dificuldade de SER

Dos cadernos de Saramago.

A humanidade esqueceu-se de “ser”

Por Fundação José Saramago
Muita gente me diz que sou pessimista; mas não é verdade, é o mundo que é péssimo. O ser humano limita-se na actualidade a “ter” coisas, mas a humanidade esqueceu-se de “ser”. Este último dá muito trabalho: pensar, duvidar, perguntar-se sobre si mesmo…
“No soy pesimista, es el mundo el que es pésimo”, El Diario Montañés, Santander, 11 de Julho de 2006

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Saramago - A palavra utopia

Dos cadernos de Saramago.

A palavra utopia

Por Fundação José Saramago
Se eu pudesse apagar a palavra utopia do dicionário e da mente das pessoas, fá-lo-ia. Adiamos e adiamos o que queremos ser. A esperança, sempre a temos, claro. É o que faz, em muitos casos, com que a vida seja suportável.
“A Colômbia deve vomitar os seus mortos”, El Tiempo, Bogotá, 9 de Julho de 2007

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saramago - Juízo próprio

Dos cadernos de Saramago.

Juízo próprio

Por Fundação José Saramago

Sou cada vez menos proselitista. Vá cada um aonde possa pelos seus próprios meios: guias e gurus são más companhias.

Jornal do Brasil, 27 Janeiro 1994

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Saramago - Quem somos?

Dos cadernos de Saramago.

Actuar

Por Fundação José Saramago

Nós somos o que somos mas também somos aquilo que fazemos.

“Uma longa viagem con José Saramago” Joao Céu e Silva, Porto Editora

terça-feira, 27 de julho de 2010

Saramago - Crenças

Dos cadernos de Saramgo.

Crenças

Por Fundação José Saramago

Eu acredito e respeito as crenças de todo o mundo, mas gostaria que as crenças de todo o mundo fossem capazes de respeitar as crenças de todo o mundo.

“Magna tierra” Guatemala, 8 de Março de 2001

terça-feira, 20 de julho de 2010

Os valores do homem do século XXI, por Quino

Do tijolaço.

Os valores do homem do século XXI, por Quino

O desenhista argentino Joaquin Salvador Lavado, mundialmente conhecido como o Quino, autor da famosíssima tira “Mafalda” resumiu, em oito quadrinhos,o dilema das mudanças de valores nas sociedades atuais.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saramago - pensamento zero

Dos cadernos de Saramago.

Pensamento zero

Julho 14, 2010 por Fundação José Saramago

Estamos num tempo a que chamamos de pensamento único, embora pareça que se aproxima muito perigosamente de um pensamento zero.

“A minha obra literária é a expressão do respeito humano”, La Jornada, México D. F., 10 de Outubre de 1998 [Reportagem de Juan Manuel Villalobos]

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago - Precisamos PENSAR

Dos cadernos de Saramago.
último post dos cadernos do mestre antes da notícia de seu falecimento. ELE já fez muito por nós, resta-nos fazer com que suas palavras não se percam com sua morte.
Adeus, Mestre!

Pensar, pensar

Por Fundação José Saramago

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008