quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Enquanto isso... Petrobras

A Petrobras entrou para as 40 melhores empresas do mundo, na lista da "BusinessWeek".

É a única brasileira nesse posto, ocupando a vigésima segunda posição.

E pensar que FHC queria vendê-la aos gringos por dar despesa, assim como fez com a Vale do Rio Doce, e ainda mudar seu nome para Petrobrax...

Com a palavra, o MST - resposta

Extraído dos Amigos do Presidente Lula.
Eles não escutam o MST, mas felizmente existe a internet pra nos trazer a verdade.

Nota do MST


A globo não ouve o outro lado. Só divulga a versão dos poderosos.A globo torce, retorce e desinforma!

Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP), enviado ao blog

Sucocítrico Cutrale usa terras griladas em São Paulo

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras. Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale. Infelizmente, as influencias da empresa na imprensa nacional, manipulou o protesto dos ocupantes, para esconder a verdadeira situaçao. A mesma imprensa esqueceu de comentar que usando os metodos mais escusos possiveis a CUTRALE se transformou numa empresa que monopoliza todo comercio de laranjas do estado de são paulo. E que superexplora os agricultores dela dependentes.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1.600 famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias.

Direção Estadual do MST-SP

Igor Felippe Santos
Assessoria de Comunicação do MST
Secretaria Nacional - SP
Tel/fax: (11) 3361-3866
Correio - imprensa@mst.org.br
Página - www.mst.org.br

Imprensa golpista ataca MST novamente

Do abundacanalha.
Aposto que a maioria viu e se horrorizou com a cena, amplamente divulgada na imprensa golpista, de tratores do MST derrubando pés de laranjeira de meio metro de altura.

Óbvio que para a imprensa golpista era mais interessante fazer-nos pensar que se tratavam de árvores enormes de 10 metros de copa.

Mais interessante ainda pra eles é não ouvir o que o MST tem a dizer e tampouco de que área se fazia a cena. Área estatal é claro, portanto a invasão não é do MST.

O crime é o latifúndio.

O vandalismo é do latifúndio


No Jornal Nacional a imagem de um trator derrubando uma plantação de laranjas no interior paulista. É o fantasma do MST. Vândalos, grita a mídia. Desrespeito à propriedade privada, repercute no Congresso a bancada ruralista, que pede mais uma vez a CPI do MST.

Não fornece a mídia algumas informações que ajudariam a entender o fato. E há motivo para ela esconder. Vejamos abaixo:

1) A fazenda Santo Henrique, ocupada recentemente pelo MST, tem um antigo litígio com a União. Reproduzo notícia do STJ de 28/01/2008, com um destaque meu para comentário em seguida:

A empresa Sucocítrico Cutrale Ltda., de São Paulo, pode continuar ocupando a Fazenda Santo Henrique, em Araraquara, pelo menos até o julgamento do mérito da ação reivindicatória movida pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) para imissão na posse. O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Peçanha Martins, no exercício da presidência, negou o pedido do Incra para suspender a decisão favorável à empresa.

Na ação, com pedido de tutela antecipada, o Incra afirmou que em 1919 a União adquiriu área de aproximadamente 50.000 hectares de terras particulares para promover um projeto de colonização no interior do Estado de São Paulo, visando garantir o desenvolvimento da região com a fixação de colonos imigrantes europeus. Segundo alegou, apenas partes das terras foram transferidas aos cidadãos destinatários por meio de alienação, ficando muitas em poder da União, como o caso da propriedade ocupada pela empresa.

Em primeira instância, a tutela foi indeferida pelo juiz da 1ª Vara Federal de Ourinhos. O Incra, interpôs, então, agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O desembargador relator deferiu o pedido para permitir a imissão. A Sucocítrico, no entanto, entrou com pedido de reconsideração, e o desembargador reformou a decisão, revigorando a decisão de primeira instância.

Inconformado, o Incra apresentou pedido de suspensão de liminar e de sentença no STJ, com base nos artigos 4º da Lei n. 8.437/92 e 25 da Lei n. 8.038/90. Sustentou que a União é a proprietária do imóvel, não podendo o registro da suposta aquisição, a posse antiga e a produtividade do bem se oporem ao poder público.Afirmou, ainda, que não subsistem os argumentos de emancipação do Núcleo Colonial Monções.

Para o Incra, a decisão ofende a ordem e segurança públicas. “Os movimentos sociais, utilizando-se de seu direito de manifestação (....), poderão vir, eventualmente, a ocupar indevidamente o imóvel em questão ou até mesmo outros, como forma de pressão, e nesse processo, vir a causar danos materiais, bem com à sua incolumidade física ou de outrem”, asseverou. Alegou, ainda, que a implementação da reforma agrária sofrerá uma paralisação na região do imóvel reivindicado, haja vista a demanda por terras para esse fim no local.

A decisão foi mantida. Ao negar o pedido de suspensão, o vice-presidente, ministro Peçanha Martins, observou que o Incra não demonstrou concretamente o potencial lesivo da decisão e a existência de violação da ordem e segurança públicas. “Demais disso, consta dos autos que o interessado ocupa a área reivindicada há mais de dez anos, não se vislumbrando, assim, risco de dano irreparável à União, pelo que se mostra razoável a manutenção do ‘status quo’ até que se ultime o julgamento da ação reivindicatória”, concluiu.
Processos: SLS 806


Como se vê, há quase dois anos era esperado que os movimentos sociais poderiam ocupar a fazenda como forma de pressão. Justifica o ministro Peçanha Martins, em sua decisão, que a empresa ocupa a área há mais de dez anos. Porém, algo deve ser lembrado, que contradiz tal afirmação. Vamos ao segundo ponto;

2) No livro “Movimento camponês rebelde”, de Carlos Alberto Feliciano, na página 134 começa um minucioso histórico das ocupações de terra na região do Núcleo Colonial Monção, região de 48 mil hectares, compreendida entre a região dos municípios de Iaras e Borebi, em São Paulo, onde fica a fazenda Santo Henrique. As terras foram adquiridas pela União entre os anos de 1910 e 1914 com o propósito de servir a um projeto de colonização com migrantes europeus. Como o projeto não vingou, nos anos sessenta a União passou toda a gleba para o governo estadual com o propósito de servir a um projeto de reflorestamento, o que também não foi à frente, ficando apenas uma pequena parte com esse propósito, tendo a Eucatex e a Duratex abocanhado 60% da área. O restante, foi tomado por políticos locais. Data de 1995 as primeiras ocupações do movimento camponês na região. Vários núcleos foram criados, o que contradiz a informação de Peçanha Martins. A posse da terra há mais de dez anos é contestada na região.

3) Para entender o motivo real que leva o Jornal Nacional a voltar-se agora contra o MST não é simplesmente o ato de justa rebeldia de famílias de camponeses que derrubaram alguns pés de laranja para plantar feijão. O motivo está na jornada do MST de agosto último, que levou o presidente Lula a anunciar a decisão de atualizar os índices de produtividade rural, algo previsto em lei, e que nunca foi cumprido. Os números atuais que determinam a produtividade no campo são de 1975. Foi o que bastou para se articular uma furiosa campanha nacional que envolve a bancada ruralista, a mídia (sempre ela), e os direitistas de plantão.

Sugiro a leitura do post “Cruzada midiática contra reforma agrária”, de Altamiro Borges. Nele, a reprodução de uma claríssima nota da Comissão Pastoral da Terra (CPT), assinada por seu presidente, Dom Ladislau Biernaski.

O livro “Movimento camponês rebelde”, de Carlos Alberto Feliciano, pode ser lido no Google Books.

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Ps: O post “O barão do suco de laranja e a reforma agrária”, de Cristóvão Feil, no Diário Gauche, recupera ótimas informações para entendermos quem é José Luís Cutrale, dono de 30% do mercado global de suco de laranja. Comparativamente, ele tem participação no mercado assemelhada a da Opep em relação ao petróleo. E levanta a informação, divulgada hoje na grande mídia, que a empresa injetou R$ 2 milhões em variadas campanhas de congressistas. Será que o ministro Guilherme Cassel vai atrasar o processo de reforma agrária assim, a troco de algumas dúzias de laranjas?

Berlusconi perde imunidade e já pode ser preso

Da Agência Estado.
Será que conseguem pegar o homem agora?

Tribunal italiano anula imunidade de Berlusconi

Qua, 07 Out, 02h15

O Tribunal Constitucional da Itália decidiu hoje reverter uma lei que concedia imunidade ao primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, de acordo com a agência Ansa. Anteriormente, a oposição tinha dito que o fim da imunidade poderia significar o fim do governo Berlusconi, já que ele deve ficar mais pressionado a renunciar e antecipar as eleições. Não é possível apelar da decisão tomada hoje pelo tribunal. Com isso, os processos que o primeiro-ministro enfrenta em Milão devem seguir seu curso.

Empresário bilionário que virou político, Berlusconi tem um longo histórico de problemas legais originados em interesses pessoais. Nesta semana, ele declarou que "nada vai nos fazer trair o mandato que os italianos nos deram". Os aliados conservadores de Berlusconi haviam aprovado a lei da imunidade no Parlamento no ano passado, garantindo ao primeiro-ministro, ao presidente do país e aos presidentes das Casas do Legislativo imunidade contra processos enquanto eles estiverem nos cargos.

Área de 2000m² atinge a temperatura de 400 graus

Fenômeno curioso esse. Confesso que vou acompanhar o caso pra saber que diabéisso.

Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

Fenômeno ocorreu na terça-feira (6) na província de Balqa.
Animais 'foram completamente queimados e desapareceram.'

Da EFE

As autoridades jordanianas investigam a partir desta quarta-feira (7) o que motivou um repentino aumento da temperatura até 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais.

O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador dessa província, Abdul Khalil Sleimat.

"O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando", disse o governador.

Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais "foram completamente queimados e desapareceram".

As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador.

O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas.

O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área.

O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura.

Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aos twitteiros, a cultura

Charge do Hupper.

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POEMINHO DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

Comentário e figura extraídos do vi o mundo:
Eugenio, OFS (04/10/2009 - 21:27)
Paz e bem!

Pra quem não conhece
este monumento
faica na Praça da Alfândega,
Centro de Porto Alegre;
de pé Carlos Drumond de Andrade,
sentado Mário Quintana.

Futebol e política... e economia - Copa 2014

Do vermelho, extraído do vi o mundo.
A pergunta que não pode faltar: qual o real interesse da FIFA na construção de novos estádios?
parece-me óbvio, e pra você?

Porpeta: Copa não precisa de novos estádios

Atualizado e Publicado em 04 de outubro de 2009 às 18:33

4 de Outubro de 2009 - 0h01

Morumbi: mistura de futebol e política

Bruno Padron "Porpeta", no Vermelho

O estádio do Morumbi, em São Paulo, recebeu inúmeras críticas do Secretário-Geral da FIFA, Jérôme Valcke, e do Presidente da entidade, Joseph Blatter, a respeito das condições para sediar o jogo de abertura, ou até mesmo qualquer jogo, da Copa 2014. Só nos resta saber quais interesses se escondem atrás disso.

Sabe-se que a FIFA possui uma extensa lista de exigências para adequação de estádios ao seu padrão para sediar jogos da Copa do Mundo. Dentre elas estão a existência de assentos e sua respectiva cobertura, amplas áreas VIP e de imprensa, estacionamentos capazes de recepcionar uma multidão de carros, e outras.

Que o torcedor brasileiro é maltratado em todo e qualquer estádio não é novidade alguma. Mas porque não adequar os estádios já existentes às tais normas e evitar o desperdício de milhões de reais que, conforme as últimas declarações do capo da CBF, Ricardo Teixeira, sairão dos cofres públicos?

Já que alguns dos estádios a ser utilizados são privados, os próprios clubes deveriam arcar com tais despesas. E isto era uma das promessas da campanha Brasil 2014, que os investimentos em reformas de estádios seria privado, ficando a cargo do poder público as obras de infraestrutura das cidades. Já está virando balela.

Os dirigentes do futebol brasileiro não perdem tempo em jogar nas nossas costas o custo da Copa. E nós, coitados de nós!

A última polêmica em torno do assunto foi o “veto” ao Morumbi por parte da FIFA. Se inicialmente Valcke dizia que não haviam condições do estádio receber qualquer jogo da Copa, Blatter atenuou o discurso, afirmando que somente as finais e a abertura não poderiam ser realizadas.

O Secretário-Geral sugeriu que se apresentasse um projeto para outro estádio em São Paulo, e como nenhum outro poderia se enquadrar nas tais exigências, um novo deveria ser construido.

Além de tal ideia sair muito mais cara, também coloca em questão quais interesses podem estar submersos, tanto na escolha das cidades como na escolha das sedes dos jogos.

A Copa no Brasil será a primeira com 12 cidades-sede. As anteriores apresentavam 10 cidades, mas o número é muito pequeno para satisfazer a sanha de prefeitos e governadores Brasil afora.

Outra de difícil compreensão é a escolha das cidades. Onde algumas tem pouca tradição no futebol nacional e devem necessariamente construir estádios novos, cuja possibilidade de tornarem-se “elefantes brancos” é muito grande. Enquanto outras, que foram preteridas, já possuem estádios que necessitariam apenas de amplas reformas para adequação dos seus padrões.

No caso de São Paulo, não só é importante que o Morumbi receba jogos da Copa como também é fundamental que um destes seja o da abertura. Devido a grande tradição que o futebol paulista possui no cenário nacional, além do histórico do estádio do São Paulo FC, onde grandes decisões nacionais foram disputadas.

Mas ao mesmo tempo que a FIFA faz duras críticas ao Morumbi, uma legião de empreiteiras está a espreita para levantar um novo estádio, ou algumas campanhas eleitorais. Diz-se sobre um novo estádio na Marginal Tietê, que seria repassado ao Corinthians após sua utilização na Copa. Este golpe já vimos no Rio de Janeiro, onde o estádio do Engenhão foi construído para o Pan 2007 e posteriormente repassado ao Botafogo.

Segundo a entidade, além de acomodações internas, o Morumbi padece de falta de espaço para a construção de um gigantesco estacionamento nas proximidades. Mas se uma das propagandas do projeto Brasil 2014 era uma Copa sustentável, não faz sentido um estacionamento tão espaçoso. Assim como um novo estádio em um endereço onde praticamente só é possível o acesso com o uso do carro. Não bastam estádios sustentáveis, a vida dos habitantes deve também melhorar.

O estacionamento do estádio que sediou a final da Copa da Alemanha em 2006 ficava a 2 km de distância do mesmo. A França em 1998 utilizou estádios construídos para a Copa de 1938. Não se justifica em um país pobre como o Brasil a construção de mais estádios, temos outras prioridades que servem tanto à Copa quanto ao nosso cotidiano.

Para uma Copa realmente sustentável precisamos de altíssimos investimentos em transporte público coletivo. Com um sistema eficiente poderíamos conduzir os torcedores confortavelmente, a menor custo para o habitante/turista e menor agressão ao meio ambiente. Isso além de saneamento básico, atendimento de qualidade na saúde pública, dentre outros benefícios que o evento pode nos trazer.

Mas anda muito difícil continuar acreditando nas maravilhas que a CBF promete.

Cabe ao governo federal e governos municipais e estaduais envolvidos fiscalizar todo este percurso daqui até a Copa. Se farão, não se sabe.

A população ansiosa aguarda, quer seja o espetáculo, ou o tamanho da facada!

Agradecimentos do MST

Do vi o mundo.
Com a CPI arquivada, o MST segue denunciando as irregularidades em nosso território e pondo em ação a luta pela reforma agrária.

O MST agradece

Atualizado e Publicado em 05 de outubro de 2009 às 19:37

Gostaríamos de agradecer a todos que manifestaram sua solidariedade com nosso Movimento, e contribuíram para denunciar o atentado contra a democracia promovido pelos setores reacionários do país. O anúncio do arquivamento da CPI contra o MST é um sinal do isolamento da bancada ruralista, representada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), os deputados federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Assutados com o anúncio da atualização dos índices de produtividade, tentaram fugir do debate sobre a viabilidade do agronegócio.

O Censo Agropecuário 2006, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova o que vínhamos denunciando: a concentração da terra aumentou no Brasil nos últimos 10 anos. Nosso país tem que lidar com o absurdo de possuir 46% de suas terras dominadas pelo latifúndio, propriedades com mais de mil hectares. O IBGE demonstra que as propriedades com menos de 10 hectares controlam apenas 2,7% do território do Brasil. Esse é o resultado do modelo do agronegócio: grandes empresas transnacionais se apropriam da maioria das nossas terras, controlando a produção e o comércio de grãos e commodities, na mesma medida em que controlam nossos recursos naturais.

E a perversidade segue: mesmo controlando a maior parte do território e utilizando veneno em larga proporção - o estudo mostra que 56% dos estabelecimentos usam agrotóxicos sem nenhum critério ou controle - não é o agronegócio o responsável pelo alimento que chega à mesa do trabalhador brasileiro. É a agricultura familiar a responsável por 85% da produção de todos os alimentos. E é nela que trabalham 85% das pessoas no campo.

Então nos perguntamos: com base nesses dados como justificar que o agronegócio receba 43,6% dos recursos públicos para a produção? Por que os ruralistas têm tanto medo em cumprir a lei que determina a atualização dos índices de produtividade?

Porque eles não querem assumir a falência do seu modelo, que concentra terra, expulsa os trabalhadores do campo, não produz alimentos, abusa dos venenos, degrada o meio ambiente e alimenta os cofres das transnacionais. Insistimos na necessidade de se pensar um outro modelo para a agricultura brasileira.

Seguiremos em luta no combate ao agronegócio, para retomar a necessidade de uma Reforma Agrária massiva, popular, que possa impedir a concentração da propriedade da terra, priorize a produção de alimentos saudáveis para toda a sociedade, democratize a educação e estimule a população a permanecer no meio rural, com qualidade de vida.

Fortalecidos com o apoio das mais de quatro mil pessoas que assinaram o manifesto, nos comprometemos a continuar, como fazemos nos últimos 25 anos, na luta por uma sociedade justa. Sabemos que não estamos sozinhos e, por seu apoio, que estamos no caminho certo.

Secretaria Nacional do MST

Estátua de Marx corre risco de deixar Moscou

Do vi o mundo.
A bodega cede seu jardim para abrigar a estátua.

Moscou: O granito da estátua de Marx

Atualizado e Publicado em 05 de outubro de 2009 às 19:46

Moscou: o granito da estátua de Marx

30/9/2009, Dmitry Shlapentokh, Asia Times Online http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/KI30Ag03.html

Dmitry Shlapentokh, PhD, é professor associado de história do College of Liberal Arts and Sciences, Indiana University South Bend.
É autor de East Against West: The First Encounter. The Life of Themistocles, 2005.


Funcionários do Comitê de Artes Monumentais de Moscou estão discutindo planos para remover da cidade o único monumento de homenagem a Marx que ali existe, sob os mais variados argumentos.

O argumento que mais se ouve é que Marx, alemão (1818-1883) – filósofo e teórico de economia política, cujas ideias são consideradas a fonte original do comunismo moderno – jamais pôs os pés em Moscou. Por esse motivo, dizem alguns, o monumento em sua homenagem, na praça em frente ao Teatro Bolshoi, no centro de Moscou, não tem por que permanecer ali.

O monumento é uma escultura de Lev Kerbel – um busto de Marx, esculpido num bloco de granito; e a uma frase do Manifesto Comunista: “Trabalhadores do mundo, uni-vos”. Está onde está desde 1961.

Para um dos que têm participado dos debates, a estátua deve ser removida porque a presença de Marx em Moscou seria perturbadora por vários motivos, dentre os quais, ficou implícito, um motivo ideológico.

De fato, há em andamento uma guerra aos monumentos em todo o espaço pós-soviético, espaço no qual a história está sendo rearranjada às pressas para melhor atender às demandas do presente.

Em Tallinn, capital da Estônia, uma efígie em bronze de soldados soviéticos foi removida em 2007, porque foi considerada símbolo do opressivo império soviético, de fato, dos russos – asiáticos pervertidos que controlaram a Estônia por algum tempo; logo a Estônia, terra pacífica, habitada por pacíficos europeus.

Além disso, também os ossos de soldados soviéticos sepultados ao pé do monumento foram arrancados de seus túmulos e, monumento junto, foram transferidos para um cemitério distante. A remoção gerou forte protesto diplomático da Rússia e levou às ruas, em protestos, as minorias que falam russo, em Tallinn.

Coisa semelhante aconteceu na Geórgia, depois da guerra de agosto de 2008 contra a Rússia. Joseph Stalin perdeu sua “georgianidade” e passou a ser visto pelo governo como encarnação do imperialismo russo – sob cujo tacão, diz-se hoje, a Geórgia padeceu durante séculos. Uma enorme efígie de Stalin, na cidade ocidental de Gori – sua cidade natal – teve fim inglório, mês passado.

Até há pouco tempo, o fato de Stalin ser seu conterrâneo era tido como motivo de orgulho para os cidadãos de Gori e, de fato, para todos os georgianos. Os georgianos defenderam bravamente seu monumento, quando o ex-presidente Nikita Khrushchev tentou removê-lo, durante o processo de des-stalinização, no início dos anos 1960s. Mas em agosto de 2009, o monumento já era visto como uma mancha na democrática Geórgia, fiel amiga do Ocidente. E lá se foi o monumento, para o ex-Museu Stalin, hoje “Museu da Ocupação Russa”.

Eventos semelhantes também aconteceram em Moscou, no início da era pós-soviética no começo dos anos 90s. As autoridades de Moscou ainda desfiguram a face histórica da cidade, apagando monumentos muito conhecidos – o famoso Hotel Moskva, no centro da cidade, foi uma das vítimas mais recentes –, mas nesse caso o apagamento da história explica-se pela ganância (o metro quadrado muito valorizado), não por motivos ideológicos.

Quem defenda a remoção do busto de Marx bem poderia argumentar que a remoção justifica-se, porque a crise econômica devolveu boa parte da popularidade às ideias de Marx – e há risco de o monumento novamente inspirar as massas e levá-las a repetir a revolução socialista de c. 1905-1917.

As autoridades continuam visivelmente nervosas em relação a esse tema. Prova disso é que, em recente debate pela televisão, quando um dos debatedores atreveu-se a dizer que o povo deveria tomar as ruas para defender seus direitos, o debate foi repentinamente encerrado pelo apresentador. E em Março, quando houve uma greve numa pequena fábrica de alumínio, Pikalevo, perto de São Petersburgo, toda a imprensa nacional deu ampla cobertura ao ‘evento’ e Moscou envolveu-se diretamente na operação de pôr fim à greve.


Para ler na íntegra, vá aqui.

Mercedes Sosa (1935-2009)

Em tempo.
Charge do Bira.

domingo, 4 de outubro de 2009

Rio 2016 - A direita entreguista está se roendo...

Do blog do Kayser.
Muito bom!

Fossa olímpica

Curiosa a súbita preocupação de algumas pessoas com os Jogos Olímpicos Rio 2016. Uma preocupação que essas pessoas jamais tiveram quando pleitearam incentivos fiscais para atrair indústrias multinacionais ou recursos públicos para salvar empresas nacionais falidas. Naquelas ocasiões, certamente, não faltavam recursos para a educação.

São Paulo repudia atitudes do curíntia


Do site oficial do São Paulo.
Esse Corinthians só nos dá orgulho. Muito bom ter um rival tão infantil e sem profissionalismo. O São Paulo, quase um quarto de século mais novo, não enfrenta nenhuma dificuldade pra ser o SOBERANO.

São Paulo repudia últimas atitudes da atual diretoria do Corinthians

SPFC - 3/10/2009

O São Paulo Futebol Clube vem a público lamentar e repudiar as manifestações agressivas, inoportunas, impertinentes e desarrazoadas que lhe foram dirigidas nos últimos dias por integrantes da atual Diretoria do Sport Club Corinthians Paulista.

Já no último domingo, dia 27 de setembro de 2009, logo após o término da partida entre São Paulo e Corinthians, ainda no interior do Estádio do Morumbi, o Presidente do Corinthians, Sr. Andrés Sanches, aparentando alteração e descontrole fez declarações de forma absolutamente impertinente, responsabilizando o São Paulo Futebol Clube por atos não aplicáveis ao Clube, afirmando, inclusive, de forma leviana que o São Paulo teria procedido junto à Federação Paulista de Futebol, adiantamentos de verbas de televisão, o que não tem nenhum fundamento e configura outra inverdade.

Não se justifica que um presidente de uma instituição tradicional e respeitável, como é o Sport Club Corinthians Paulista, se porte de maneira absolutamente inapropriada, durante sua permanência como chefe da delegação do Corinthians no Estádio do Morumbi e na condição de visitante do São Paulo Futebol Clube. Certamente, tal indigno comportamento não reflete a postura e a grandeza do Clube que o Presidente pretende representar.

Também no dia seguinte, durante evento de comemoração do aniversário do Sport Club Corinthians Paulista, novas e excedidas grosserias foram praticadas, substancialmente agravadas por se darem na presença de Diretor do São Paulo Futebol Clube, que representava a Entidade atendendo convite para comparecer e congratular o aquele Clube pelo seu aniversário. Naquela oportunidade foi exibida uma animação em vídeo na qual o São Paulo foi representado de forma ultrajante e constrangedora, humilhando de forma inaceitável e perante todos ali presentes, entre os quais importantes autoridades, o Clube e seu representante.

Chama atenção o fato de que os dirigentes do Corinthians responsáveis por tais ofensas não demonstram preocupação com a hipótese de que, conforme já acontecido recentemente, esse tipo de manifestação ofensiva entre clubes de futebol possa redundar no acirramento de ânimos entre torcedores e concorrer para a ocorrência de lamentáveis e indesejáveis atos de violência nas praças esportivas e arredores.

O São Paulo Futebol Clube, em nome de toda sua comunidade, lamenta o comportamento de alguns dos atuais dirigentes do Corinthians e não reconhece justo motivo que pudesse ter causado tais atitudes. Tampouco admite a hipótese de vir a, algum dia, retribuir tais grosserias, como lhe teria sido inadvertidamente sugerido. Nas suas manifestações e, principalmente, nos seus momentos de comemoração, o São Paulo Futebol Clube sempre irá priorizar, como tem feito ao longo de seus quase 75 anos de existência, a demonstração das suas conquistas, dos seus títulos e das suas vitórias no Brasil e no exterior. Jamais o São Paulo irá dedicar o momento de suas festas para tripudiar de forma pouco educada sobre os demais clubes, considerados adversários exclusivamente no campo de jogo.

Por fim, o São Paulo Futebol Clube reitera o respeito que nutre pelo Sport Club Corinthians Paulista enquanto instituição e pelos seus milhões de torcedores que, certamente, não compactuam com os atos de hostilidade gratuita praticados inoportunamente por alguns dos membros de sua atual Diretoria, mas que em nada representam ou coadunam com a grandeza do Clube e a dignidade da prática esportiva.

São Paulo, 3 de outubro de 2009

SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

Vozão joga Fortaleza no fundo da tabela

Ceará venceu mais uma vez o clássico contra o Fortaleza.

Resultado que agrada duplamente a torcida alvinegra. O objetivo maior, o acesso à primeira divisão em 2010, está cada vez mais próximo. De lambuja deixou o maior rival na zona de rebaixamento, rumo à terceira divisão.

Infelizmente não pude assistir, estava em um casamento com o novo bodegueiro, o Xitão. Bem vindo à bodega.

Aos torcedores do Fortaleza, não se preocupem, o blog vai torcer para que vocês vençam o Figueirense na próxima rodada..

e... Valeu vovô!

sábado, 3 de outubro de 2009

Plano Condor Vermelho - Lula compra o COI

Impagável prof. hariovaldo.

Socialismo moreno: Lula torra os petrodólares para comprar as olimpíadas e promover o comunismo brasileiro

Após torrar o dinheiro do Pré-Sal para subornar os delegados olímpico, Lula comemora com Pelé. Os homens bons da nação estão envorgonhados.

Após torrar o dinheiro do Pré-Sal para subornar os delegados olímpicos, Lula comemora com Pelé. Os homens bons da nação estão envorgonhados.

Desejoso de promover o comunismo brasileiro, como fez recentemente a China, o apedeuta-mor do PT despejou rios de dinheiro para comprar os delegados do COI e trazer os jogos olímpicos para o Brasil, em detrimento das cidades dignas, elegantes e aprazíveis do primeiro mundo. A grande marmelada que foi a escolha da cidade sede para 2016 sepultou de vez o espírito olímpico e certamente fez nosso querido Barão de Cobertin se revirar no túmulo. Uma vergonha sem par. Consternados, os homens de bem se perguntam onde vai parar a tenebrosa escalada do bolchevismo evolulochavista pelo mundo?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enquanto isso... Rio 2016 - Globo esqueçe Lula

O Rio de Janeiro conquista o direito de sediar as Olimpíadas de 2016, feito inédito na América do Sul.

Tudo maravilhoso. É a constastação da moral que o Brasil conquistou lá fora. Graças ao presidente Lula, figura indispensável nessa campanha.

Porém, como tudo tem um porém... a Globo, em sua janela ao vivo quando da comemoração do anúncio da vitória brasileira, esqueceu de mostrar nosso presidente... procurei em vão, realmente esqueceram dele. Uma pena.

Parabéns aos cariocas, mas a conquista é da nação!

Em tempo: O Morumbi também será palco nas olimpíadas. Veja aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dos Amigos do Presidente Lula.
Não teve muita gente com coragem para enfrentar o MST. A direita só trabalha agora com falácias jogadas na imprensa golpista. Os safados têm medo!

Kátia perdeu!

Depois de ter seu requerimento de instalação lido nesta quarta-feira, 30, a CPI do MST foi cancelada por falta de assinaturas. Até ontem, a bancada ruralista, da senadora Kátia Abreu responsável pela proposta de investigar os sem-terra, contava com cerca de 190 assinaturas na Câmara; ao todo, são necessárias 171 para instalar a comissão mista de inquérito.Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que está triste com a retirada de assinaturas, mas que não vai desistir.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), está inconsolável. Ele atribui o cancelamento à postura de alguns colegas. "Membros da bancada pecuária e ruralista se portaram de maneira indigna, porque retiraram a assinatura, disse. Os Sem Terra, comemoram.

Ciro de mudanças

Dos Amigos do Presidente Lula.
Com a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo, Ciro agora pode se candidatar a Governador daquele estado e, enfim, desbancar o coronelismo que por lá persiste.

Eu disse. Ciro Gomes muda domicílio eleitoral para SP

O deputado federal Ciro Gomes, PSB, anunciou na tarde desta quinta-feira, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, a transferência de seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo. A mudança será assinada amanhã.

O anúncio foi feito juntamente com o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. De acordo com Campos, a decisão foi do próprio partido. Ciro disse que aceita com entusiasmo e que isso não significa que ele será candidato ao governo de São Paulo. Ele se mantém como pré-candidato à Presidência da República.

Na entrevista, depois de falar que o governo Lula ultrapassou brilhantemente a crise mundial, ele fez uma critica ao governador José Serra dizendo que ele foi ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso e que quebrou o País três vezes. Esse é o cara que vai tirar o tucanato de SPaulo

Presidente da Valisère assina ficha de filiação ao PT amanhã em SP

O PT filia amanhã em São Paulo o presidente da Valisère, Ivo Rosset, e sua mulher, a socialite Eleonora Mendes Caldeira Rosset. Os dois já são antigos simpatizantes do PT.

Rosset organizou em sua casas os principais jantares de apoio a candidaturas petistas, como a do Presidente Lula. Em seus jantares, Rosset costuma reunir vários empresários e potenciais doares para as campanhas do PT.

O golpe de Honduras pelo mundo

Do Quanto tempo Dura.

REPERCUSSÃO – O Golpe de Honduras na imprensa ao redor do mundo

golpe_honduras_imprensa_mundial

Golpista critica imprensa brasileira

Até Micheletti desmente a imprensa golpista brasileira. Essa é boa.
“Tiramos Zelaya porque foi para a esquerda e colocou comunistas no governo"
Chamamos isso de inversão de valores?
Do Leitura Global.

Golpista hondurenho desmente mídia brasileira

por Vinícius Wu

Golpe em Honduras é tratado pela imprensa como "crise" no país

Golpe em Honduras é tratado pela imprensa como "crise" no país

A declaração de ontem do autodenominado presidente interino de Honduras, o golpista Roberto Micheletti, ao jornal argentino “Clarin”, desmoraliza a cobertura da “crise em Honduras” realizada por alguns dos principais órgãos de imprensa do Brasil. Foi o próprio golpista hondurenho quem declarou: “Tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi presidente, liberal, como eu. Mas se tornou amigo de Chavez, Correa e Evo Morales”. Segundo Micheletti, o presidente eleito, Manoel Zelaya, preocupou as autoridades hondurenhas, pois “se tornou esquerdista” e convidou “comunistas” para seu governo. Estes foram os motivos do golpe segundo seu principal artífice.

A esmagadora maioria das matérias veiculadas nos jornais impressos e telejornais brasileiros iniciam ou terminam seus textos com ressalvas do tipo: “o presidente deposto, Manuel Zelaya, que pretendia alterar a Constituição para se manter no poder” ou “Manuel Zelaya deposto após tentar aprovar sua reeleição”. A informação, repetida mil vezes por aqui, era que Zelaya queria aprovar sua reeleição, contrariando a constituição, e, por isso, havia sido derrubado. Esqueceram-se, apenas, de combinar o discurso com o golpista Micheletti.

Muita gente bem intencionada preferiu reproduzir o mantra oficial, ao invés de proceder a averiguação dos fatos. Digna exceção foi o experiente jornalista Mauro Santayana que nos alertou, em artigo publicado no Jornal do Brasil, para o fato de que Zelaya não propunha a aprovação de sua reeleição, mas sim uma consulta à população sobre reforma constitucional. Ainda que tivesse em seus planos aprovar a reeleição naquele país, já não haveria tempo de o próprio Zelaya beneficiar-se da mesma. O artigo de Santayana está disponível em http://www.cut.org.br/content/view/16873/170/

Desde o início da “crise em Honduras”, a cobertura da mídia brasileira procura omitir informações e distorcer fatos com o claro objetivo de relativizar o golpe naquele país. A começar pelo sutil eufemismo com que os jornais anunciam suas matérias. As “cartolas” dos grandes jornais (aquele titulozinho que fica acima das matérias) falam de “crise em Honduras”, quando deveriam estampar “golpe em Honduras”, pois é disto que se trata.

Os ataques à posição do governo brasileiro frente ao golpe buscam disfarçar a evidente concordância de parte dos escribas da direita brasileira com os golpistas. Frente a um presidente que pretende “perpertuar-se” no poder, o recurso ao golpe de Estado é algo perfeitamente válido para alguns articulistas da grande imprensa. Naturalmente, o mesmo ardil não seria válido nos casos de Álvaro Uribe, que tenta aprovar, este sim, sua própria reeleição, ou do próprio FHC, que o fez com apoio da grande mídia.

A relação instrumental de parte da grande mídia com a democracia é algo, no mínimo, preocupante. Em um país recentemente governado por um regime de exceção – que ainda caminha para uma efetiva reconciliação com seu passado – a complacência de órgãos de imprensa com um golpe de estado não pode ser aceita passivamente pelas forças democráticas. Ainda mais se somarmos este fato à postura da grande mídia frente ao tema da punição dos torturadores do regime militar. O que está em jogo é o futuro da questão democrática no Brasil. E, infelizmente, não há grandes indícios de que a democracia e o respeito à soberania do voto popular sejam temas universais em nosso país.

Com a palavra, o presidente Lula - Rio 2016

"Nós queremos dizer ao mundo que nós podemos. Isso dito pela boca de um americano é muito bonito, nós nunca dissemos. Porque no Brasil nós estávamos habituados a dizer: “nós não podemos, somos pobres, não podemos…” Desta vez nós queremos olhar para o mundo e dizer: “Sim, nós podemos. E vamos realizar essas Olimpíadas."

Lula
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Enquanto isso, a imprensa golpista, após ridicularizar a campanha brasileira na disputa da sede para as olimpíadas de 2016, no melhor estilo "é bom pro Lula, é ruim pra gente", agora vem com oba-oba.

E para os corneteiros de plantão, não foi Obama o autor do "Yes, we can". Aliás, muitas seleções sulamericanas usam essa expressão nos estádios. "Si, si puede", se não me engano é o que eles gritam.