quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O campo (América) é da cidade

Do blog IAB-CE Virtual.


QUINTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO DE 2010

O campo é da cidade

Da coluna Política, escrita pelo jornalista Fábio Campos, publicada hoje no jornal O Povo

Uma colaboração do arquiteto Romeu Duarte sobre o Campo do América: “Muito boa e oportuna a abordagem da Coluna de hoje sobre o Campo do América. Que adiantará para a cidade a construção de mais uma torre no Meireles? Atualmente, no dito mundo civilizado, a preocupação de toda a cadeia produtiva ligada ao universo imobiliário (aí incluídos os segmentos público e privado e as universidades) é com a qualificação do ambiente urbano, em especial a do espaço público. Nessa linha, faz-se de fundamental importância o papel das prefeituras. Privilegiando o planejamento e dotadas de comitês técnicos formuladores de propostas ousadas, centradas no interesse público, mas sempre considerando a movimentação do mercado e as pesquisas elaboradas nos meios acadêmicos, as instâncias responsáveis pela gestão das grandes cidades têm, antes de mais nada, se adiantado aos problemas urbanos, operando numa faixa propositiva e compartilhada em que os projetos urbanos (e não mais somente o plano diretor) dão a tônica das intervenções”.

DUAS DÉCADAS SEM PLANEJAR
Na sequência, o arquiteto chama a atenção para a crise no planejamento urbano de Fortaleza: “Fazendo uma rápida arqueologia sobre a gestão de Fortaleza, completamos mais de vinte anos sem um sistema de planejamento urbano. Diariamente, demandas de toda a natureza atropelam a gerência da cidade, dividida inocuamente nas famosas e aparelhadas SERs. A cidade convive com operações desconexas, sem complementaridade, com prejuízo para a sua imagem e para o conforto dos cidadãos. Chegamos a um perigoso ponto crítico e isso, com toda certeza, respingará na campanha para prefeito municipal, que, aliás, começou agora, com a disputa pela presidência da Câmara”.

Justiça reprovada

Dos amigos do presidente Lula.
A voz do povo...


Justiça reprovada

Desonesta, lenta, cara, parcial e injusta. É essa a visão da Justiça brasileira na opinião de 2.770 pessoas entrevistadas em todas as unidades da Federação pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Divulgado ontem, o levantamento é o primeiro grande panorama do Poder Judiciário brasileiro, pois a pesquisa leva em consideração não só o desempenhos de magistrados, mas também de defensores públicos e de membros do Ministério Público.

Diante da pergunta: “De zero a 10, que nota você daria para a Justiça brasileira?”, a nota média dos cidadãos foi 4,5. Conforme o estudo, é essa a avaliação da maioria esmagadora dos entrevistados, independentemente de classe social, raça, grau de escolaridade e sexo.

Quem já precisou recorrer à Justiça tem uma visão ainda mais crítica em relação à sua eficácia. De zero a 10, a nota alcançada foi 3,7, em média. Ou seja, os autores de ações judiciais têm uma visão mais negativa que os próprios réus ou mesmo quem nunca precisou da Justiça. “A avaliação, de um modo geral, é bastante negativa e generalizada entre a população brasileira”, concluiu Fábio de Sá e Silva, técnico de Planejamento e Pesquisas do Ipea.

Foram analisados seis aspectos: rapidez na decisão dos casos, facilidade no acesso, baixo custo, capacidade de produzir decisões boas e justas, honestidade e imparcialidade. O quesito honestidade foi o pior avaliado. Em média, recebeu nota de 1,17, dentro de uma escala de 0 a 4 pontos. Imparcialidade e rapidez nas decisões dos casos ficaram com 1,18. Baixo custo, com 1,45, e facilidade no acesso, 1,48. Mais bem avaliada, embora com média 1,60, vem a dimensão da capacidade da Justiça de produzir “decisões boas, que ajudem a resolver os casos de forma justa”.

Em outro recorte, a pesquisa analisou a percepção da Justiça por regiões. Ainda em média, com 5,30 de 0 a 10, a população do Centro-Oeste tem a visão mais positiva. No Sudeste, o Poder Judiciário alcançou a nota de 4,07, a pior entre as regiões. A margem máxima de erro é de 5%. A pesquisa do Ipea foi realizada em visita às residências dos entrevistados.

Enem: instrumento de subversão marxista

Do prof. Hariovaldo.
É assim que nossa imprensa vê o ENEM.


Enem: instrumento de subversão marxista


Enem a pau!
O Enem cada dia mais se transforma num mecanismo de subversão social e doutrinação marxista para juventude
Não existe ofensa maior aos homens de bem do que tentar equivaler os seus filhos aos filhos da gentalha, subvertendo a ordem natural e divina que edificou os estamentos da República pelo nascituro, incentivando a usurpação pelas classes subalternas dos lugares pré-estabelecidos para os jovens mancebos de bem, através do famigerado Enem, um dos pilares da subversão comunista implantado pela ditadura lullodilmista no Brasil. Esse pseudo exame que a cada dia mais se imbui do conteúdo ideológico bolchevista, obrigando os alunos a estudarem os demoníacos textos de Carlos Marques para responderem às questões da prova, enquanto suas pobres cabecinhas vão sendo entorpecidas pelo mal, ficando a mercê de todo tipo de mentiras e enganações armadas pelos comunistas contra a salutar escala social, necessária ao pleno desenvolvimento da sociedade nacional.
Cada um deve ter o estudo adequado a sua classe social, por isso é um grande absurdo a ilusão que o sapo barbudo vendeu para a gentalha de que filho de pedreiro, de carpinteiro, de padeiro, pode ser doutor! É inaceitável dividirmos nossas universidades com este tipo de gente. Na onde já se viu uma empregada doméstica que trabalha na mansão de uma homem bom querer que sua filha estude medicina na mesma faculdade da filha do seu patrão? É um absurdo, um acinte horroroso contra todos nós. É preciso que esse povo desqualificado seja contido em seus devidos lugares para evitar o desmoronamento dos alicerces republicanos instituídos pelos nosso ancestrais.
A educação para as classes populares deve se ater às necessidades dos ofícios para qual estas classes se destinam, caso contrário em breve enfrentaremos grandes transtornos pela falta de serviçais qualificados, desde a industria até nossas humildes mansões. O ensino para esta gente deva ser técnico, visando a formação de bons mecânicos, motoristas, lavadeiras, cozinheiros, serventes, babás, jardineiros, garçons, etc, etc, e etc. Nada de vermos os filhos da pobreza tomando os lugares dos belos jovens de tez alva e olhos claros nas melhores universidades do país. Enem para estes moreninhos nem agora Enem nunca.
E tenho dito!

BÚSSOLA POLÍTICA – FAÇA O TESTE E DESCUBRA SE VOCÊ É DE ESQUERDA, DE DIREITA OU TICO-TICO-NO-FUBÁ

Do cloaca news.

Faça seu teste e nos diga quanto ficou.

O resultado do bodegueiro aqui:

Esquerda Economicista: -8.38

Anarquismo Social: -5.64



BÚSSOLA POLÍTICA – FAÇA O TESTE E DESCUBRA SE VOCÊ É DE ESQUERDA, DE DIREITA OU TICO-TICO-NO-FUBÁ


Você gastará cerca de cinco minutos respondendo às questões deste teste. O texto está em espanhol, mas, mesmo que você não conheça uma ou outra palavra, certamente compreenderá o significado das perguntas. As opções de respostas são: Muy en desacuerdo (discordo totalmente), en desacuerdo (discordo),de acuerdo (concordo) ou Muy de acuerdo (concordo totalmente). No final, você conhecerá sua posição na bússola política.
O questionário é anônimo, não solicita informações pessoais, não fica arquivado e ninguém poderá consultá-lo. Segundo seus idealizadores – um jornalista político e um professor de História – não há respostas certas ou erradas, tampouco inidôneas. Trata-se, simplesmente, de uma medida das atitudes e das inevitáveis contradições humanas para estabelecer uma definição mais completa de onde se situam, verdadeiramente, os partidos e as pessoas.



Para iniciar o teste, clique aqui.

O resultado deste cloaqueiro (gráfico acima):
Esquerda Economicista: -8.50
Anarquismo Social: -6.82
Como disse nossa amiga Marinilda: uma cruza de Stalin com Ghandi.

Parabéns Saramago

Dos cadernos de Saramago.
Já se passaram 5 meses, mas parece que foi ontem.


18 de Novembro, tal dia como o de hoje

Por Fundação José Saramago
Tal dia como o de hoje nasceu José Saramago segundo o registo civil. Mas já sabemos que as actas oficiais também podem distorcer a realidade, porque a verdade verdadeira é que José Saramago nasceu no dia 16 de Novembro. De qualquer forma, temos duas datas para festejar o nascimento de um imprescindível do nosso tempo. Hoje, para além disso, cumprem-se cinco meses sobre a morte de José Saramago. Recordaremos a sua vida celebrando-a e agradecendo a sua contribuição para a literatura, para o pensamento e para o processo de humanização que devemos seguir para ser verdadeiramente humanos, o que quer dizer, para não aceitar a pobreza, o sofrimento e a ignorância a que milhares de milhões de pessoas estão submetidas neste momento. Um mundo habitado por seres autenticamente humanos não permitiria esse atropelo. A Fundação José Saramago tenta seguir esses passos e partilha com os leitores que se expressaram nestes dias, amigos de alma, um abraço solidário. Que oxalá seja fecundo.
Pilar del Río
*
Nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena povoação situada na província do Ribatejo, na margem direita do rio Almonda, a uns cem quilómetros a nordeste de Lisboa. Meus pais chamavam-se José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido também o meu nome se o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acrescentado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Saramago. (Cabe esclarecer que saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres). Só aos sete anos, quando tive de apresentar na escola primária um documento de identificação, é que se veio a saber que o meu nome completo era José de Sousa Saramago…
Fui bom aluno na escola primária: na segunda classe já escrevia sem erros de ortografia, e a terceira e quarta classes foram feitas em um só ano. Transitei depois para o liceu, onde permaneci dois anos, com notas excelentes no primeiro, bastante menos boas no segundo, mas estimado por colegas e professores, ao ponto de ser eleito (tinha então 12 anos…) tesoureiro da associação académica… Entretanto, meus pais haviam chegado à conclusão de que, por falta de meios, não poderiam continuar a manter-me no liceu. A única alternativa que se apresentava seria entrar para uma escola de ensino profissional, e assim se fez: durante cinco anos aprendi o ofício de serralheiro mecânico.
Mais tarde, a Biblioteca Municipal das Galveias foi a minha Universidade.
José Saramago

Incêncio no Parque do Cocó - ação criminosa?

Do blog do IAB-CE Virtual.
Ação de especuladores imobiliários?
Precisamos tomar conta de nossas áreas verdes, de nossos escassos recursos naturais, ou mergulharemos ainda mais mais no caos urbano.


QUARTA-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO DE 2010

Danos ambientais no Parque do Cocó


O Parque do Cocó foi atingido na manhã de ontem por um incêndio que ocasionou alguns transtornos para quem mora nos bairros próximos do mangue e para quem trafegava no momento do incidente. O fogo começou por volta das 10 horas e demorou horas para ser controlado pela equipe do Corpo de Bombeiros. Houve dificuldades por parte do grupo de realizar os trabalhos de controle das chamas, porque o fogo foi justamente para dentro do parque e em uma área central. Duas viaturas Alto Bomba Tanque (ABT 32) de combate a incêndio ficaram de prontidão e 30 homens fizeram o serviço de "abafamento". A fumaça cinzenta praticamente encobriu as principais avenidas dos bairros Cidade 2000, Dionísio Torres, Aldeota e Cocó. Na Avenida Washington Soares, alguns carros chegaram a parar, pois a baixa visibilidade devido à fumaça impediu os condutores de continuarem o trajeto. A mesma situação foi vista nas avenidas Antônio Sales e Sebastião Abreu. Motoristas assustados preferiram encostar os seus veículos em postos de gasolina e esperar a fumaça baixar. Dificuldades O coordenador da Operação, major Carvalho, informou que logo quando chegou ao local pediu reforço, pois observou que o fogo se alastrava rapidamente. "Iniciamos os trabalhos com 20 homens e conseguimos abafar alguns focos de incêndio com enxadas e abafadores". Porém, com ajuda do vento e da mata muito seca, devido à falta de chuvas, o fogo espalhou-se rapidamente para outros locais dificultando o trabalho dos bombeiros. Para debelar as chamas, major Carvalho informou que foram solicitados mais dez homens e apoio aéreo com água para exterminar os principais focos de fogo. De acordo com a equipe do Corpo de Bombeiros, a estimativa inicial é de que as chamas destruíram cerca de 100 metros quadrados da mata. Com larga experiência em casos parecidos, o coordenador de Operações do CB levantou algumas hipóteses. A primeira poderia ter sido influenciada por ação humana, e a segunda por causas naturais, como por exemplo, a alta temperatura. "Uma simples ponta de cigarro pode ter começado o incêndio. Como nós podemos ver aqui, existem muitas carteiras de cigarro jogadas ao solo. As fogueiras também são causas que não descartaremos. Já sobre o calor, acho improvável, mas existe a possibilidade, já que a mata está muito seca", explicou o militar. O vaqueiro, Fabiano de Sousa Batista, 14, que trabalha numa vacaria próxima das imediações do acidente, disse que antes de começar o incêndio, ouviu uma explosão. "Estava pegando capim para o gado quando ouvi um estrondo. Parecido com fogos de artifício em instantes se deu início ao incêndio", contou Batista. Já o advogado Francisco Alves Cavalcante,49, informou à reportagem que quase todos os dias acontece pequenos incêndios na mata, mais precisamente na Avenida das Adenanteras, no Bairro do Cocó. "Isso aqui está um inferno. Por existir uma trilha ecológica, muita gente mal educada vem de longe para jogar lixo aqui e lá dentro da mata. É um absurdo. Além disso, nesta avenida o lixo está tomando conta e ninguém da prefeitura toma providências", denuncia.

Fonte: O POVO Online

SPFC homenageia Éder Jofre - 50 anos de conquistas

Do blog do Marcello Lima.
Um de nossos maiores orgulhos.


Parabéns Éder Jofre

Neste 18 de novembro o Brasil comemora os 50 anos da primeira grande conquista do boxe nacional.

Foi nessa data que Éder Jofre derrubou o mexicano Eloy Sanchez, conquistando o cinturão de Campeão Mundial da AMB (Associação Mundial de Boxe) Peso Galo.

Nascido no bairro do Peruche, em São Paulo, Éder Jofre iniciou sua carreira no boxe em 1953, com a conquista do tradicional torneio amador Forja dos Campeões.

De pugilista desconhecido a grande nome do esporte nacional, foram poucos anos.

Os títulos mundiais, conquistados na Categoria Galo, renderam a Éder o apelido de "Galinho de Ouro".

Para comemorar o cinquentenário dessa marcante conquista o São Paulo FC presta suas homenagens não só em cerimônia histórica - apenas para convidados nesta quinta (18), às 19h30, no Memorial -, mas com o retorno da exposição "Galo de Ouro-Coração Tricolor", que estará aberta ao público a partir de 25 de novembro, no Morumbi Concept Hall, entrada pelo portão 2.

Artigos e imagens lembram toda a trajetória do pugilista tricolor, hoje com 74 anos.

Ícone para futuras gerações, Éder Jofre até hoje é apontado por especialistas como o maior pugilista brasileiro de todos os tempos.

Galinho de Ouro
Títulos:
Campeão da Forja de Campeões (amador) - 1953

Campeão Latino-Americano (Montevidéu) - 1956

Campeão Brasileiro dos galos - 1958

Campeão Sul-americano dos galos - 1960

Campeão Mundial da AMB (Associação Mundial de Boxe) dos galos - 1960

Campeão Unificado (títulos pelas federações americanas e européias) dos galos - 1962

Campeão Mundial dos penas pelo CMB (Conselho Mundial de Boxe) – 1973

Premiações e Honrarias:

Melhor "peso galo" do mundo - 1963.

Melhor "peso galo" de todos os tempos Conselho Mundial de Boxe (CMB) - 1983, na ONU.

Melhor na categoria de peso na América Latina - Imprensa da República Dominicana.

Pugilistas que defenderem com sucesso o seu cinturão nos galos ganham o "Troféu Eder Jofre".

Indicado para o "Hall da Fama" do boxe - 1992.

Nono melhor pugilista dos últimos cinqüenta anos - Revista norte-americana "The Ring" - 2002 (Ao lado de monstros do esporte como Sugar Ray Robinson, Muhammad Ali, Julio Cesar Chavez, Sugar Ray Leonard, Roberto Duran, Carlos Monzón).

CRÉDITO: ASSESSORIA DE IMPRENSA SPFC

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Escola do MST recebe melhor nota do Enem

Do blog do Miro.
Mais uma para integrar a série: "o que você não verá na imprensa golpista".

QUARTA-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO DE 2010

Escola do MST recebe melhor nota do Enem
Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, a mídia demotucana tem feito um grande alarde contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Devido a falhas lamentáveis em algumas provas, ela decidiu transformar o assunto na sua primeira bandeira de oposição ao futuro governo Dilma Rousseff. De quebra, ainda presta um serviço à poderosa indústria do vestibular e às faculdades privadas. O Grupo Folha, dono da gráfica que imprimiu as provas irregulares, é um dos que mais fustiga o Enem.

Com sua cobertura enviesada e manipuladora, a mídia omite fatos curiosos do Enem. Um deles, que ela nunca divulgaria, é que a Escola Semente da Conquista, localizada no assentamento 25 de Maio, em Santa Catarina, foi o destaque do Exame Nacional em 2009, conforme noticiado na página oficial do Enem. Ela ocupou a primeira posição no município, com nota de 505,69.

Semente da Conquista

Nesta escola estudam 112 filhos de assentados, de 14 a 21 anos. Ela é dirigida por militantes do MST e os professores foram indicados pelos próprios assentados do município de Abelardo Luz, cidade com o maior número de famílias assentadas no estado. São 1.418 famílias, morando em 23 assentamentos. A primeira colocação no Enem foi comemorada pelas famílias de sem-terra.

A mídia, porém, nada falou sobre esta vitória. Segundo o sítio do MST, “essa conquista, histórica para uma instituição de ensino do campo, ficou fora da atenção da mídia, como também é pouco reconhecida pelas autoridades políticas de nosso estado. A engrenagem ideológica sustentada pela mídia e pelas elites rejeita todas as formas de protagonismo popular, especialmente quando esses sujeitos demonstram, na prática, que é possível outro modelo de educação”.

“A Escola Semente da Conquista é sinal de luta contra o sistema que nada faz contra os índices de analfabetismo e êxodo rural. Vale destacar que vivemos numa sociedade em que as melhores bibliotecas, cinemas, teatros são para uma pequena elite... Mesmo com todas as dificuldades, a escola foi destaque entre as escolas do município. Este fato não é apenas mérito dos educandos, mas sim da proposta pedagógica do MST, que tem na sua essência a formação de novos homens e mulheres, sujeitos do seu processo histórico em construção e em constante aprendizado”.

PDT em crise - Cristovam Buarque recebeu dinheiro do PSDB pra derrubar o Lula

Dos amigos do presidente Lula.
Esse aí nunca me enganou.


Até tu Cristovam?

O clima está tenso no PDT do Distrito Federal. O presidente regional Ezequiel Nascimento entrou em rota de colizão com alguns dos caciques da legenda e pode estar com os dias contados no cargo. Tudo porque divulgou doação de verba do PSDB à campanha presidencial do senador Cristovam Buarque, em 2006.

Ontem à tarde, o ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, visitou Cristovam em seu gabinete, no Senado. Os dois conversaram por alguns minutos a portas fechadas. Há a suspeita de que o tema tenha sido a denúncia feita por Ezequiel, que pode custar-lhe o cargo.

Todos os envolvidos preferem se manter em silêncio. O presidente do PDT-DF disse que o assunto ainda está em discussão e não se pronunciaria.

A crise começou a se formar durante o feriadão, quando a coluna do jornalista Cláudio Humberto publicou que a campanha de Cristovam teria recebido R$ 950 mil - R$ 250 mil oficialmente e outros R$ 700 mil no "caixa 2".

A origem do dinheiro seriam os cofres da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência, em 2006. A ideia seria a seguinte: turbinar a candidatura de Cristovam para evitar que o presidente Lula se reelegesse no primeiro turno. E havendo segundo turno, o senador declararia apoio a Alkmin.

Tudo correu conforme o previsto: houve segundo turno, Cristovam declarou apoio a Alkmin, só que o hoje governador eleito de São Paulo encolheu - teve menos votos do que no primeiro turno.

As coisas estão complicadas dentro do PDT-DF desde o início das eleições. Há uma insatisfação geral por parte de filiados e ex-candidatos quanto ao posicionamento de Ezequiel, que reclamam terem sido prejudicados. Denunciam terem perdido tempo de TV e recursos para a campanha.

Sábado passado, Cristovam realizou reunião com os ex-candidatos do partido em outubro com o objetivo de avaliar o cenário pós-eleição. No encontro, os cerca de 50 presentes elaboraram abaixo-assinado em solidariedade ao senador e repudiando as denúncias de Ezequiel. Entre os maiores críticos do presidente do PDT-DF estão o deputado federal eleito Reguffe e o futuro distrital Israel Batista.

"Não sei o que comentar, até SAIBA porque nem sei sobre o que se trata. Eu sou contra é a briga entre as pessoas. Quem tem que brigar são as pessoas e não as ideias", esquivou-se Reguffe.

Israel, porém, foi menos diplomático. E é um dos que mais se mostram insatisfeitos com a postura do presidente regional. "O Cristovam eu já conheço bem. Agora não sei se o Ezequiel tem essa representação na cidade para poder fazer uma denúncia contra alguém da a estatura do Cris-tovam", alfinetou.

Saiba mais

O distrital eleito Israel Batista tem reiterado que ele e os colegas do PDT não se sentem representados no DF pelo presidente regional Ezequiel Nascimento. "O resultado do PDT nas urnas não reflete a atual presidência no partido", observou o deputado distrital Reguffe. Para Israel, o presidente regional está isolado na legenda. "Houve um divórcio entre a direção do partido e a vontade da população. Ele (Ezequiel) não obteve o sucesso que esperava ter nas urnas", comentou.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Frei Betto: revolução cubana se move criticamente sobre si mesma

Do desabafo Brasil.
Texto muito bom, vale a pena ler até o fim.

SEGUNDA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2010

Frei Betto: revolução cubana se move criticamente sobre si mesma

Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.
Por Frei Betto*
Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas.
Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.
Mas Paulo Freire não é o primeiro latino-americano a falar dessa metodologia. Para fazer justiça com a história, o primeiro que praticou educação popular foi José Martí. Martí dizia que era necessário levar os professores aos campos. E com eles, a ternura que faz falta aos homens. Seguramente o Che tinha lido essa frase quando disse que havia que endurecer, mas sem perder a ternura. Para Martí, “popular” não o era no sentido de pobre, mas de povo. A distinção rígida que se aplicava na Europa entre classe operária e burguesia, não se aplicava à América Latina. A luta aqui era entre aqueles que lutavam pela justiça e aqueles que tentavam manter a injustiça. Tudo não se explica por origem de classe. Se todos os pobres fossem revolucionários, não haveria capitalismo na América Latina.
Talvez vocês não saibam que é um fato biológico que as águias podem viver 70 anos no máximo. Mas quando chegam aos 30 ou 40, propendem à morte porque suas garras e seu bico já não são fortes para destruir as carnes com que se alimentam. E quando sentem que podem morrer, voam para o alto de uma montanha e arrancam as próprias garras e o bico. Esperam meses ali, até que voltem a nascer. Assim vivem outros 30 ou 40 anos mais. Hoje, a águia é Cuba. Digo-o porque acabo de ler os Lineamentos para o 6º Congresso do Partido Comunista: a Revolução Cubana tem a capacidade de mover-se criticamente sobre si mesma para sair adiante. Suas redes de educação popular têm muita importância nisso.
Assisti muito de perto a queda do Muro (de Berlim) e hoje muitos se perguntam: como é possível que depois de 70 anos de socialismo, a Rússia seja um país conhecido pela extrema corrupção? Algo não funcionou: o socialismo cometeu ali o erro de construir uma casa nova sem saber fazer novos habitantes. Não se fazem homens e mulheres automaticamente. Os que nascem numa sociedade socialista, não nascem necessariamente socialistas. Todo bebê é um capitalista exemplar: só pensa en si mesmo. O socialismo é o homem político do amor. E o amor é uma produção cultural. Seu objetivo final é criar uma comunidade amorosa entre si e o mundo. Às vezes olvidamos um princípio marxista. Eu, frade, fui professor de marxismo e não é a única contradição de minha vida. O ser humano não é mecânico. Há duas coisas que não podem ser previstas matematicamente: o movimento dos átomos e o comportamento humano.
O trabalho político deve ir para cada um dos homens. Por isso a Revolução Cubana resiste, porque não é uma peruca que vai de cima para baixo, mas um cabelo que cresce de baixo para cima. Aqui houve uma revolução de caráter eminentemente popular. A vitória estratégica, de Fidel, não fala de educação popular; mas se fez.
Termino com uma parábola: havia um homem muito formado ideologicamente, poderoso em seu sistema; mas muito infeliz. Saiu pelo mundo na busca da felicidade. Chegou a um país árabe – onde se dão sempre as boas lendas – e quis comprá-la em seus mercados. Disseram-lhe que essa mercadoria não existia, mas por um jovem soube de uma tenda no deserto onde podia encontrá-la. Saiu em sua caravana de camelos, atravessou o deserto e viu a tenda com um cartaz que dizia: “aqui se encontra a felicidade”. Disse à vendedora: “diga-me quanto custa”. E ela respondeu: “não, senhor, aqui não vendemos felicidade, aqui a damos gratuitamente”. E lhe trouxe uma pequena caixa de fósforos com três pequenas sementes: a semente da solidariedade, a da generosidade e a do companheirismo. “Cultive-as – disse – e será feliz”. Muito obrigado.
*Versão das palavras pronunciadas por Frei Betto no contexto do 4º Encontro Nacional de Educadoras e Educadores Populares, em Havana, em 10 de novembro de 2010. Fonte: CubaDebate

A queda do império - Recusaram os dólares "fake" dos EUA

Do vi o mundo.
É a derrocada.


O mundo diz NÃO aos dólares “fake” dos EUA

15/11/2010
por Eric Margolis, Huffington Post
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Em bofetada que se ouviu em todo o planeta, a agência estatal chinesa de avaliação de créditos acaba de reduzir a avaliação do crédito dos EUA e questionou os EUA como economia líder do mundo.
Em movimento sem precedentes, a China denunciou “a deterioração da capacidade de pagamento” de Washington e previu que a emissão de bilhões em papel-moeda (operação chamada de “flexibilização quantitativa” [ing. quantitative easing] no jargão financeiro) resultará “fundamentalmente em redução da solvência nacional”.
Ah, como os tempos mudaram! Quando eu era menino, meu pai, financista em New York, chamava os títulos duvidosos de “papel chinês”.  Seis décadas depois, é a vez da China zombar dos instrumentos financeiros norte-americanos. A China detém hoje a maior fatia da dívida externa dos EUA.
As monarquias sempre sofreram muito para pagar por suas guerras e conquistas. Os impérios espanhol, francês, holandês e britânico ruíram sob o peso financeiro das guerra e das colônias gigantes. Os EUA hoje padecem da mesma doença imperial.
Desde o Egito antigo, o recurso ao qual tradicionalmente recorrem os impérios com problemas de caixa tem sido reduzir a proporção de ouro na cunhagem das moedas, prática conhecida como “clipping”.
Fast forward até Washington, 2010. Hoje, se fala em “flexibilização quantitativa” [ing. "quantitative easing(QE2)], mas é ainda o mesmo truque tão prestigiado pelos governantes de antigamente.
Washington inundará os mercados financeiros com $600 bilhões de dólares fake, na esperança de que essa maré montante de dinheiro de “Monopólio”, o jogo, consiga arrancar os EUA da recessão. É a segunda rodada de “flexibilização quantitativa”, chamada hoje de “QE2“. E nada tem a ver com transatlântico “Queen Elizabeth 2a“.
Os EUA exportam inflação para o mundo inteiro, para reduzir sua gigantesca dívida, pagando os credores com dólares desvalorizados.
Todo o mundo está furioso com Washington, como se viu claramente na reunião do G-20, semana passada na Coreia do Sul e em Yokohama, Japão.
A União Europeia, o Japão, China, Brasil e Rússia uniram-se na oposição à segunda “flexibilização quantitativa” de Washington, vendo nela uma ameaça à estabilidade financeira e ao comércio global. Também muito significativamente, reagiram contra a tentativa, pelos EUA, de culpar a moeda chinesa desvalorizada, pela instabilidade atual. Não se chegou a nenhum acordo na candente questão do câmbio.
Washington acusou a China de manipular sua moeda para mantê-la subvalorizada. Alemanha e Brasil, para grande embaraço dos EUA, acusaram os EUA de também manipular a própria moeda – o que é plenamente verdade.
O dólar depreciado faz crescer as exportações norte-americanas e prejudica as nações que exportam para os EUA. Os economistas chamam isso de “matar de fome o vizinho” – prática comercial destrutiva e predatória que teve papel importante na depressão mundial dos anos 1930.
A onda de dinheiro fake de Washington está provocando erosão no valor do dólar, principal moeda de troca mundial. Nos dois últimos meses, o dólar norte-americano caiu mais de 6% em relação às principais moedas. Investidores assustados estão correndo para o ouro, que já valorizou 17% em 60 dias.
O governo Obama, que acaba de levar “uma surra braba” [ing. "shellacked", palavra que Obama usou em sua primeira fala depois das eleições (NT)] dos eleitores nas eleições de meio de mandato, e precisa desesperadamente reduzir o desemprego, aposta que mais terapia de choque trará a economia de volta à vida. Mas a dívida interna, gigantesca, já levou ao colapso financeiro de 2008, nos EUA.
A dívida interna dos EUA atinge a cifra estratosférica de 14 trilhões de dólares. Ninguém trata vítima de envenenamento com mais veneno. É quimera imaginar que conquistaremos a prosperidade gastando dinheiro emprestado.
Mas políticos em pânico estão dispostos a tentar qualquer remédio econômico à base de mais veneno de cobra, para salvar a própria pele. Antes de 2007, os EUA viveram à larga, crendo em créditos inexistentes. Esse tempo acabou, mas ninguém se atreveu, até agora, a contar aos eleitores.
Além de desestabilizar o câmbio e o comércio, o maremoto de moeda norte-americana jorra sobre os mercados emergentes, onde os investidores norte-americanos vão em busca de melhores taxas de juro que os miseráveis 0,03% que encontram em casa.
Nos anos 1980, frágeis economias asiáticas foram devastadas, quando ondas de investimento norte-americano avançaram sobre elas e rapidamente saíram de lá. Esse processo volta a acontecer agora, devastando a moeda de outros países, cujas exportações perdem competitividade. Barreiras já se erguem contra esse tipo de investimento predatório em todo o mundo, da China ao Brasil.
O presidente Barack Obama recebeu herança muito maldita do governo Bush. Apesar disso, a resposta que dá hoje nada fica a dever aos desmando bushianos: o projeto econômico de Obama ameaça hoje toda a ordem econômica mundial. A moeda é símbolo nacional mais potente que a bandeira.
De fato, é bem possível que os fóruns econômicos da semana passa na Coreia do Sul e no Japão tenham sido o começo do fim da era do dólar norte-americano, que comandou as finanças e o comércio planetário desde 1945. A fonte primária do poder dos EUA é a economia e a força financeira. O dinheiro tem mais poder que aviões bombardeiros e divisões aerotransportadas.
O dólar continua rei, mas a era de sua supremacia internacional parece estar terminando. À medida que o dólar enfraquece, enfraquece o poder dos EUA no mundo. A culpa por tudo isso é, integralmente, dos políticos norte-americanos e dos oligarcas de Wall Street.
Semana passada, Washington foi varrida por rara onda de bom-senso. Painel presidencial bipartidário sobre redução da dívida pública propôs corte de $4 trilhões nos gastos federais.
No alvo dos cortes propostos, todas as vacas sagradas políticas. O corte proposto na carne da mais sagrada delas – o orçamento militar – é da ordem de $700 bilhões. Um terço das bases militares dos EUA pelo mundo terão de ser fechadas. E terá de haver cortes na seguridade social e nos subsídios para hipotecas; aumento na idade mínima para aposentadorias; e congelamento total de vários dos projetos locais dos quais muitos políticos fazem meio de vida. Além de previsível aumento de impostos.
O ranger de dentes já começou. Infelizmente, cortes de gastos drásticos e impopulares são altamente improváveis, sobretudo num Congresso no qual Republicanos e Democratas estarão em eterno empate. Os EUA precisariam de um ditador econômico, para conseguir implementar todo o Plano de salvação proposto pelo Painel.
A China já tem o seu ditador econômico – por ironia, é o Partido Comunista. Os EUA, mortalmente viciados em guerras e dívidas, só têm paralisia política e fiscal.

Vídeo - Os eleitores preconceituosos que votaram em Serra

Cara crachá!

Campo do América vai a leilão!

Do Diário do Nordeste.
Querem acabar com o que resta de nossos espaços livres e de lazer. Não posso acreditar que essa atitude seja legal.

CAMPO DO AMÉRICA (15/11/2010)

Leilão é motivo de aflição



15/11/2010 
Comunidade carente teme ficar sem o único espaço existente para o lazer dos jovens nos fins de semana
No próximo dia primeiro, Fortaleza pode perder uma das suas áreas de lazer mais tradicionais. Nesta data, irá a leilão o Campo do América, localizado no coração da Aldeota, na confluência das ruas José Vilar e Tenente Benévolo. A notícia é motivo de aflição por grande parte dos moradores.

O leilão do terreno, que pertence à União, está marcado para as 10 horas do dia primeiro próximo, na Superintendência do INSS em Fortaleza (Rua Pedro Pereira, 383). Para arrematar uma área de 4.378,15m², o lance inicial é de R$ 6,2 milhões. Os interessados deverão depositar até o dia 30/10, a título de caução, R$ 310 mil.

Há 50 anos, a dona de casa Tereza Miranda Tavares, hoje com 65, chegou da Paraíba para morar no entorno do Campo do América. A notícia do leilão a pegou de surpresa. "Estou sabendo agora através de vocês da imprensa. É uma notícia terrível. Dá vontade de chorar. Criei os meus seis filhos, hoje todos casados, nesse local, brincando nas areias do campo. Como ficarão os jovens da nossa comunidade, que não terão mais onde praticar lazer e estarão sujeitos à marginalidade", indaga.

O desaparecimento do espaço deixará órfãos sete times de futebol amador daquela região da Cidade. "A apreensão é muito grande. Tomei conhecimento hoje (ontem) através do Diário do Nordeste (coluna Comunicado) e desde então já conversei com muitos desportistas. Estamos todos desolados", garante o dono do Francana Esporte Clube, Francisco de Assis Lima.

Segundo ele, somente no projeto idealizado pelo seu time, nada menos do que 100 crianças carentes, a partir dos 13 anos, não terão mais onde treinar. "Há a preocupação de que essa garotada troque no futuro o esporte por atividades nocivas à sociedade. Além do mais, os veteranos que jogam aos sábados também não terão mais o que fazer nos finais de semana".

Um dos 30 moradores que residem no entorno do Campo do América, o aposentado Idelfonso Venâncio, 84 anos, torce para que ninguém arremate o local. "Quando me mudei para cá, em 1941, o campo pertencia ao Vargas Filho. Pouco tempo depois, o América vendeu sua sede na Tibúrcio Cavalcante e se mudou para cá, mudando a denominação do local. A minha esperança é porque tentaram leiloar outras vezes e não deu certo", lembra seu Venâncio.

FERNANDO MAIAREPÓRTER