terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Copa 2014 - TCU vê irregularidades nos projetos

Do Blog do Eliomar.
Morumbi ainda tem chances.


Copa 2014 – TCU vê irregularidades nos projetos




O ministro Valdmir Campelo é cearense.
“Estouros significativos em orçamentos, falta de transparência em atos do governo, graves irregularidades nos projetos,  atraso no início de obras” … Aí está, em resumo, o primeiro relatório do Tribunal de Contas da União sobre os preparativos das 12 cidades-sedes para a Copa do Mundo de 2014.
O documento será apresentado amanhã pelo ministro relator, Valmir Campelo. Porém, o repórter Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, leu o relatório e produziu reportagem, que está hoje no principal jornal da capital da República, com o seguinte título “Bola fora nas obras da Copa”.
Repetindo 2007
Diante das evidências, os riscos de superfaturamento são enormes. A ilegalidade poderá  vir com termos aditivos contratuais, contratos emergenciais e aportes desnecessários de recursos federais. Tal qual já se viu, há quatro anos, durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
Ministério omisso
Há mais de um ano o governo federal firmou matrizes de responsabilidades, fixando as competências da União, Estados e Municípios envolvidos com a preparação da Copa 2014.  Sobre isso, assim se manifestou Valmir Campelo.
“As matrizes de responsabilidades não estão sendo rigorosamente observadas pelos diversos entes federativos envolvidos no evento, dado que existe divergência nos valores previstos e descumprimento de diversos prazos determinados”.
E acrescentou:
“Esse fato indica possível fragilidade no processo de acompanhamento por parte do Ministério do Esporte, característica que dificulta muito as ações de controle”.
Até hoje, por exemplo, Orlando Silva não enviou ao TCU as matrizes de responsabilidades para as obras nos portos e aeroportos, firmadas há um ano, “dificultando a transparências das ações”, afirmou Valmir Campelo.
Como se observa, o Ministério do Esporte, sob o comando de Orlando Silva, repete, na prática, a estratégia fracassada do Pan 2007, quando não respondia em tempo hábil os questionamentos do Tribunal de Contas.
Orlando Silva, o único ministro do governo Lula que pediu, brigou, insistiu para continuar no governo, foi designado pela presidene Dilma Rousseff para comandar as obras públicas da Copa de 2014.
Superfaturamento
Segundo a reportagem de Lúcio Vaz, “o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Brasília, por exemplo, tinha orçamento de R$ 364 milhões na Matriz de Responsabilidades. No entanto, o contrato firmado com o consórcio Brastram tem o valor de R$ 1,55 bilhão.”
(Blog do José Cruz, Estadão)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

The Revolution! Al Jazeera ao vivo!

Canal Al Jazeera mostra a revolução ao vivo.
A revolução está sendo televisionada!

Veja o canal da Al Jazeera no Youtube.

Egito - Murabak diz que fica até setembro, multidão se revolta

Do vi o mundo.
O ditador só enfureceu a multidão. Vai ter de sair agora sob a ira dos egípcios.


Mubarak diz que fica até setembro e passará alguns poderes ao vice

O Globo, com agências internacionais
CAIRO – O presidente do Egito, Hosni Mubarak, discursou à nação na noite desta quinta-feira e, apesar das promessas de levar mais reformas adiante e de passar alguns poderes ao vice Omar Suleiman, manteve-se firme na posição de não renunciar. Ele pôs fim, assim, aos rumores que circularam durante todo o dia de que deixaria o poder imediatamente.
A multidão no centro do Cairo, que coloca a renúncia imediata do presidente como exigência para encerrar os protestos, já em seu 17º dia, reagiu com ira. Alguns pegaram os sapatos na mãos para pedir a saída do ditador.
No discurso, Mubarak disse que pedirá mudanças em cinco artigos da Constituição e o cancelamento de outro e afirmou que continuará com a transição de poder até setembro, quando estão marcadas eleições.
Ele confirmou ainda que porá fim à chamada lei de emergência, em vigor há 30 anos e que a oposição vê como uma forma de calar a dissidência. Ele disse, no entanto, que isso só será feito quando as condições de segurança permitirem.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Charge - EUA apoiaram 30 anos de ditadura no Egito

Falcão enquadra Berlusconi

Do blog do Falcão.


O PROFISSIONAL RAPARIGUEIRO
E A PUTARIA GLOBALIZADA
Foto 'chupada' e 'guaribada' do site bajanreporter.com
    Não é de hoje que eu não vou com a cara – nem com o corpo! -, desse elemento que, porhoramente, dirige o país dos italianos, o tal Silvio Berlusconi. Cabra altamente 100% em matéria de fuleiragem. Esse sujeito, como se não bastasse ser isso e aquilo e aquilo outro nos subterfúgios e sob os holofotes da política ítala, também milita nas hostes cartolistas do futebol local; e tem negócios na indústria, no comércio e nos serviços.
    Mas é no metier libidinoso e prevaricarista que o Silvio transita com maior desenvoltura. Aí, ele deita e rola...não necessariamente nessa ordem. O cara tem até uma secretária encarregada do agenciamento e aliciamento do mulherio, para o processo surubístico, onde dá preferência às ninfetas e, como não poderia deixar de ser, às brasileiras, também.
    Digo que não poderia deixar de ser, em relação às brasileiras, porque o nosso plantel rapariguístico em terras européias, já passa das cem mil almas, dizem. Sem contar o viadaral prostitudente que vai pra lá, rodar a bolsinha nas esquinas de Milão, principalmente. Mas essa é outra história que tem a ver com falta de educação, submissão, falta de oportunidades para os jovens, má distribuição de renda...coisas que por aqui rolam, desde o tempo em que c* era quadrado.
    O fato é que o Berlusconi, descendente dos antigos romanos, que adoravam uma fornicação grupal, apenasmente se aproveita das ‘meninas’ (Pelo preço!), que, por seu turno, também são descendentes...do velho e conhecido rapariguismo que, em tempos idos, vinha da Europa pra cá, e agora faz o caminho inverso.
    O dito cujo, Silvio, chegou até a dizer que prefere as mais novinhas, ‘no alvorecer do cabaço’, como diria Chico Mancebo. Mas, porém, cada uma com sua tara.
    E por falar em tara, eu agora me lembrei de história exemplar, passada em Limoeiro do Norte, segundo me contou Moacir Maia. Foi assim: Um cidadão lá havia que tinha a mania de só frenquentar, fornicativamente falando, o 'lado B' das criaturas com quem se acasalava. E ainda saia alardeando, pela cidade, as qualidades de tal orifício.
    Aí, seus amigos se reuniram, e no intuito de ajudá-lo a se livrar desse vício, contrataram, no cabaré local, cinco moças para ficarem em confinamento carnal com o indivíduo, durante dois dias – numa espécie de BBB da putaria -, onde elas só poderiam permiti-lo a penetração vaginal.
    Passadas as 48 horas, todos se postaram à saída do quarto, como se fossem ávidos repórteres esportivos numa entrevista coletiva de Mano Menezes. Perguntaram-no, então, quase em uníssono: - "E aí? Como foi?” No que ele respostou: - "Alguém aí pode me fornecer um c*? Porque essa tal de b*ceta, só tem é fama!”

Madame não acha mais empregada doméstica. Que horror !

Do conversa afiada.


Madame não acha mais empregada doméstica. Que horror !

de 



O motorista da madame no ato de contratar empregada doméstica
Saiu na Folha (*), na capa do caderno dito “ Cotidiano”:

“Achar doméstica vira desafio na metrópole”.

“Famílias antes acostumadas a contar com serviços dentro de casa têm de adaptar hábitos ou pagar salários melhores (que horror ! Salário melhor, onde já se viu ? – PHA )”

“Brasil tende a seguir caminho dos países desenvolvidos, onde contratar empregada é luxo …”

“Especialista” da Folha diz que a culpa é o aumento das oportunidades de trabalho e de educação.


Imagina, amigo navegante, elas agora estudam !


Que horror !




Amigo navegante entra numa oficina mecânica para consertar o carro.

Vê um carro ali parado, na frente da oficina.

Ele nunca tinha visto esse carro ali, antes.

Pergunta ao mecânico que o serve há anos.

De quem é esse carro ?, ele pergunta.

É meu, responde o mecânico.

Este ansioso blogueiro vai tomar café da café na Padaria Aracaju e sente falta do pernambucano que serve na parte de fora, onde ficam o Armênio Guedes e seu chapéu de palha.

Cadê o rapaz que ficava lá fora, aquele pernambucano mal humorado ?, pergunto à garçonete (também mal humorada).

Voltou para Pernambuco. Vai abrir o boteco dele.

Que horror !

O mecânico tem um carro melhor do que o do cliente.

O pernambucano vai embora de São Paulo para abrir o negócio próprio na terra dele.

A madame tem que pagar salário melhor do que a remuneração de senzala que pagava.

Esse Nunca Dantes, realmente.

Olha só o que ele foi fazer !

Nunca que a Madame de Higienópolis vai perdoar ele !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


Jardim Botânico - Veja joga em favor do mercado imobiliário

Do conversa afiada.


Vala negra da Veja suja o Jardim Botânico

de 



Santos e Jungmann: de quem você compraria um ingresso para o Jardim Botânico ?

Conversa Afiada publica e-mail que recebeu do deputado Edson Santos:

Prezado PHA,


Tudo bem? Como há muito tempo estamos cientes da vala negra que corre na redação da Veja, dificilmente nos surpreenderíamos com a falta de correção da revista sobre qualquer tema. Em meio a tantas matérias preconceituosas e manipuladoras, não se pode mesmo esperar qualquer tipo de compromisso com os princípios éticos do jornalismo, tais como a imparcialidade e a objetividade.

Mas Veja que belo exemplo a revista nos deu em sua última edição, na qual publicou a “matéria” intitulada “Um ultraje, um escândalo” – repare quanta objetividade neste título de três palavras, das quais duas são adjetivos. Na falta de fontes mais qualificadas para falar sobre o conflito fundiário entre o Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico com a comunidade do Horto Florestal, a revista foi ouvir o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo FHC, Raul Jungmann. Deve fazer algum sentido…

De qualquer forma, por concordar com a avaliação feita pelo Conversa Afiada em relação ao PIG, quero aproveitar a oportunidade para lhe contar um pouco mais sobre esta disputa fundiária em área nobre da Zona Sul carioca, que opõe os moradores da comunidade tradicional a grandes interesses imobiliários, defendidos com afinco pelo PIG e seus colonistas.

Em todas as matérias publicadas sobre o assunto, foram naturalizados os adjetivos “invasores” e “ilegais” para caracterizar os moradores do Horto, o que não corresponde à realidade, e acaba por gerar em toda a sociedade uma visão distorcida sobre a questão.


Para lhe transmitir a exata noção sobre a inverdade destas colocações, recorro a um pouco de perspectiva histórica sobre o assunto. Em 1578 a região já era habitada pelos trabalhadores – negros escravizados – de dois engenhos de cana ali instalados, que mais tarde viriam a se converter em fazendas de café. Ainda hoje há monumentos reveladores desta remota época, como os aquedutos tipicamente coloniais e algumas construções de cujos vestígios se insinuam ruínas de senzalas.


A segunda onda populacional ocorreu em 1808, quando D. João VI desapropriou o Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, de propriedade de Rodrigo de Freitas, para a construção de uma fábrica de pólvora, e alguns meses mais tarde fundou o Real Horto, atualmente conhecido como Instituto Jardim Botânico. Como era costumeiro na época, os trabalhadores da fábrica e do parque foram convidados a residir nas proximidades. Assim, gerações de famílias de funcionários e seus descendentes constituíram uma comunidade com autorização formal e informal de sucessivas administrações do Jardim Botânico e do Ministério da Agricultura, instância de poder a qual o Horto Florestal estava subordinado na época.


A noção de pertencimento desta comunidade, que já estava instalada na região mesmo antes da criação do Jardim Botânico, impediu a deterioração da área e garantiu sua preservação, uma vez que as famílias estão altamente integradas àquele meio ambiente, dentro de padrões de sustentabilidade. Durante anos, os moradores do Horto vêm cuidando desta localidade como extensão de suas vidas, impedindo, inclusive, a implantação de projetos de grande impacto sócio-ambiental, como a construção do cemitério Santa Catarina de Siena – de iniciativa do então governador Carlos Lacerda – e de um conjunto residencial do BNH, de 35 blocos de 6 andares cada, ambos projetos da década de 1960.


O núcleo do Caxinguelê, por exemplo, que faz fronteira com o Jardim Botânico, permanece onde esteve nos últimos 60 anos. Nem um centímetro se avançou na direção do arboreto. Ao contrário, esse se expandiu territorialmente a ponto de derrubar metade do campus da Escola Municipal Julia Kubitschek, construída e inaugurada em 1961 pelo presidente Juscelino no Horto. Portanto, se hoje o parque disputa espaço com o Caxinguelê é devido ao seu próprio avanço.


O Caxinguelê, que ficou estigmatizado pela imprensa como comunidade invasora, surgiu no final da década de 1950, quando o então diretor Paulo Campos Porto convidou os funcionários do Parque e do Horto, que residiam em sua maioria na região do Grotão, para construirem suas casas mais perto do trabalho. A própria administração do Jardim Botânico desenhou uma planta de assentamento de casas a serem doadas para aqueles trabalhadores, as quais foram levantadas com o suor de seus corpos e captação de materiais a partir de seu próprio sacrifício.


Portanto, a lógica da cobertura está invertida, como você poderia conferir conversando com Roberto Magessi, secretário executivo do Conselho do Parque Nacional da Tijuca, bisneto e tataraneto de dois antigos administradores do Parque, numa linhagem familiar há 120 anos dedicada à preservação da Floresta da Tijuca. Ele conhece e tem acesso há vários estudos que comprovam a legitimidade dos moradores do Horto em sua luta por moradia. E após confrontar o Código Florestal com o Estatuto das Cidades, a Lei Orgânica do Município, a Lei da Mata Atlântica e a Constituição Federal, concluiu que:


Primeiro – A comunidade do Horto nunca foi uma ameaça para os limites do Parque Nacional da Tijuca;


Segundo – A comunidade ocupa uma área destinada à moradia há mais de um século e, portanto, não promoveu desmatamento algum;


Terceiro – A comunidade cresceu numa proporção infinitamente menor do que a cidade e do que o bairro do Jardim Botânico;


Quarto – A comunidade colaborou com a recuperação e protegeu toda a área de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca. E que só existe verde nesse espaço porque a comunidade protegeu e plantou, vide as áreas degradadas pelos condomínios que, juntas, destruíram em poucos anos um espaço 18 vezes superior à área da comunidade.


Quinto – O Jardim Botânico não é uma unidade de conservação, mas de pesquisa, tarefa que há muito não vem exercendo. Basta um breve diálogo com seus pesquisadores para perceber que a prática comercial se tornou o carro chefe do Instituto, com a criação de espaços musicais, restaurantes, estacionamentos e sedes de empresas, numa atitude adversa às normas de uma pretensa unidade de conservação.


Sexto – A área em questão nunca pertenceu ao Jardim Botânico, que por sinal não é regularizado. É área da União destinada historicamente à moradia.


Magesssi afirma ainda que “tentar criminalizar ambientalmente a comunidade do Horto é desviar do problema real e usar os mais pobres como boi-de-piranha para a passagem da boiada da especulação imobiliária”.


Os moradores do Horto sempre mantiveram uma convivência harmônica e cordial com o seu entorno. Ali nunca teve tráfico ou violência. O ritmo é outro, até por conta da predominância de idosos entre os moradores.


Temos casos, como o de Dona Conceição, 80 anos, matriarca viva da família Marins Maciel, nascida na localidade, cujos avós já trabalhavam e moravam ali, remontando a uma ancestralidade com mais de 120 anos. São essas pessoas, com raízes profundas na área, as que mais contribuíram para a construção do bairro, do Parque Jardim Botânico e para a preservação da enorme área verde em seu entorno. Mas sua casa, atrás do Aqueduto da Levada, é hoje umas das mais assediadas pela administração do mesmo Parque para a “reintegração de posse”.


Os conflitos começaram em 1983, quando o antigo IBDF tentou remover os moradores à força do local. Após décadas de disputas judiciais, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão subordinado ao Ministério do Planejamento que tem como função cuidar dos próprios da União, resolveu regularizar a situação fundiária dos moradores do Horto. Em nota recente, o órgão esclarece que “está em curso a regularização fundiária de interesse social que inclui tanto a regularização das famílias de baixa renda quanto a dos limites do próprio Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro”, que se respalda em estudo sócio-econômico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.


O trabalho desenvolvido pela SPU, lamentavelmente, vem gerando fortes manifestações de intolerância de setores que não se conformam em conviver com uma comunidade pobre em área nobre da cidade. Naquilo que poderia ser um belo exemplo para a superação no Rio do estereótipo de “cidade partida”.


A “reportagem” de Veja, por exemplo, ridiculariza os argumentos da chefe de Serviço de Regularização Fundiária da SPU, Célia Ravera, que é desqualificada pelo fato de ter nascido na Argentina e por já ter proferido palestras “ladeada” por integrantes do MST.


Os estudos da FAU/UFRJ mostram que é perfeitamente possível conciliar a permanência dos moradores do Horto Florestal com a expansão da área de visitação do Jardim Botânico. E é isso que a SPU propõe, reassentando em localidade próxima as pessoas que hoje ocupam imóveis em situação de risco ou construídos na área atualmente abrangida pelo arboreto – em área próxima, e não em Nova Sepetiba, como chegou a defender o presidente do Jardim Botânico. Então, a quem interessa fomentar a discórdia?


Fico à disposição para qualquer informação adicional sobre o assunto.


Saudações fraternas,

Edson Santos – deputado federal (PT-RJ)

Ponte JK - Cartão-postal de mentira

Da Carta Capital.


Cartão-postal de mentira

 
Construída em meio a denúncias no governo Roriz, a ponte JK vira pesadelo. Por Leandro Fortes. Foto: Rossevelt Cassio/ AE
Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a Ponte Juscelino Kubitschek tornou-se um marco da arquitetura e novíssimo cartão-postal da capital federal, mas também o legado final da inesquecível dupla de ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, criador e criatura, o primeiro, derrotado pelas urnas, o segundo, afastado pela lei. A construção da “terceira ponte”, como a JK era conhecida antes mesmo de sair do papel, fez a última ligação fundamental entre o núcleo do Plano Piloto (a zona central e as asas Sul e Norte) e o Lago Sul, área mais nobre da cidade. Serviu, também, para atender ao crescimento desmedido de condomínios de classe média na região e, de quebra, engordar o caixa de empreiteiros amigos. Levada a cabo por um consórcio de construtoras locais, a obra deveria ter custado cerca de 40 milhões de reais, mas acabou por 186 milhões de reais. Agora, corre o risco de cair.

Em 20 de janeiro,  pouco mais de oito anos depois de inaugurada, a Ponte JK foi interditada por razões de segurança. Na manhã daquele dia, enquanto verificava a existência de vítimas em um acidente de carro no Lago Sul, um grupo de bombeiros foi procurado por um cidadão preocupado. Ciclista amador, ele afirmara ter sentido fortes oscilações na estrutura da ponte ao atravessá-la, 20 minutos antes. Os bombeiros foram verificar e, ao perceberem a ponte balançar no meio do trajeto, decidiram chamar a Defesa Civil e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), estatal distrital responsável pela manutenção da obra. Pouco depois do meio-dia, a ponte foi interditada por agentes da Polícia Militar e do Departamento de Trânsito (Detran). Com as pistas parcialmente fechadas, desde então, a travessia de 1,2 quilômetro feita, diariamente, por 100 mil veículos sobre a Ponte JK virou um inferno particular para parte da população brasiliense.
Engenheiros da Novacap e da Universidade de Brasília (UnB), além de técnicos da Defesa Civil, detectaram um desnível entre 3 e 4 centímetros em um trecho do piso da ponte, uma dilatação mínima na obra, mas capaz de deixar as autoridades em alerta. De lá para cá, foram precisos quatro relatórios para se chegar a um diagnóstico razoável, segundo informação da Novacap. Ao que tudo indica, nos últimos oito anos, a ponte sofreu avarias em um dos trechos da via, conhecido como “tabuleiro”, e, por isso, os quatro aparelhos que o sustentam, com função de pilares, serão trocados. O problema, de acordo com a Novacap, deve ter sido provocado por freadas bruscas de veículos pesados.

Ainda pairam outras  dúvidas, contudo, em relação ao estado físico da obra. Três meses antes da interdição, Dickran Berberian, especialista em patologia de estruturas e professor de engenharia civil da UnB, avisou a Novacap sobre a situação aparentemente precária de alguns cabos de aço que, esticados por macacos hidráulicos, ajudam a sustentar a ponte. Em alguns pontos, garante Berberian, eles cederam 10 centímetros. Ele foi o primeiro especialista a levantar a possibilidade de que o mau estado da JK é resultado da falta de manutenção, a ser feita de três em três anos. Em seguida, foi a vez da Via Engenharia fazer coro à tese e culpar a Novacap pela negligência. A direção da estatal nega ter havido problemas do gênero.

Assim, tão complicado quanto descobrir a exata deficiência da Ponte JK é apontar os verdadeiros responsáveis pelo estado da obra. Pistas há, a começar pela natureza do consórcio montado para a construção, liderado pela Via Engenharia, do empresário Fernando Queiroz. Juntamente com outro empreiteiro local, José Celso Gontijo, dono da JC Gontijo, Queiroz fazia parte do círculo íntimo dos ex-governadores Roriz e Arruda. Foi com Roriz que a Via Engenharia conseguiu o contrato da Ponte JK e, posteriormente, os aditivos que elevaram o preço da obra em cinco vezes.

Quando de sua inauguração, em 2002, as cifras envolvidas no empreendimento chamaram a atenção do Ministério Público local. Roriz foi acusado de desviar recursos da área de saúde para as obras da ponte e de superfaturar os preços dos materiais. Técnicos do Tribunal de Contas do DF detectaram preços até 500% mais caros que o valor de mercado. Mesmo assim, a conta ficou para o contribuinte e, claro, ninguém foi parar na cadeia. Pelo menos por enquanto.

Investigada pela Polícia Federal a partir da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro de 2009, a Via Engenharia também é acusada de cobrar propinas para concluir outra obra sob sua responsabilidade, o novo prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Iniciada em 2000, a construção ficou paralisada entre 2005 e 2008, quando foi retomada, graças a um contrato de 72,5 milhões de reais assinado pela empreiteira e o ex-governador Arruda. Durante uma batida na casa de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda, a PF encontrou uma planilha de pagamentos do Shopping Popular e da Câmara Distrital, duas obras tocadas pela Via Engenharia orçadas em quase 100 milhões de reais. No documento, havia previsão de pagamento de subornos de 5% e 2,5% sobre os recursos liberados pelo ex-governador.

José Celso Gontijo  aparece em um dos vídeos do ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, o delegado Durval Barbosa, delator do esquema do chamado “mensalão do DEM” no DF. Na fita, o empreiteiro entrega dois pacotes de dinheiro para Barbosa. “Eu tentei vir cá algumas vezes, mas você estava cheio de problemas, né, Durval?”, desculpa-se o empreiteiro, sem saber da gravação. De acordo com Barbosa, o dinheiro arrecadado com o empresário era distribuí-do aos principais integrantes do esquema de Arruda. A saber: o próprio governador, o vice-governador Paulo Octávio, secretários de governo, assessores e deputados distritais da base aliada.

Também é confusa, para dizer o mínimo, a relação do governo local, do PT, com os responsáveis diretos pelo projeto, conclusão e finalização da Ponte JK. O secretário de Obras do governo Roriz, à época da construção, era Tadeu Filippelli, do PMDB, atual vice-governador do DF, eleito na chapa do petista Agnelo Queiroz. Filippelli, homem de confiança absoluta de Roriz, mudou de lado às vésperas das eleições do ano passado. Além disso, durante o governo Arruda, o responsável direto pela manutenção da ponte era o então presidente da Novacap, Luiz Carlos Pitman – atual secretário de Obras de Queiroz. Portanto, com aliados assim, o risco de desabamento não é, nem de longe, uma exclusividade da Ponte JK. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vídeo - FHC envergonha a nação

Dos amigos do presidente Lula.


Exclusivo: Vídeo histórico com vexame internacional de FHC levando sermão de Bill Clinton



Link do vídeo para repassar por email:
http://www.youtube.com/watch?v=MeAOen8vyiQ

Com exclusividade, nosso blog resgatou de arquivos internacionais, um vídeo de 1999, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso em Florença (Itália) no encontro de governantes dos países ricos da chamada terceira via.

Nossa edição tem um compacto com os "melhores momentos", ou seja, os mais relevantes.

O vídeo reabilita a memória de como o governo FHC era submisso, incompetente, não tinha respeito internacional, e o plano real, em 1999, já tinha acabado e colecionava mais fracassos e instabilidade do que sucessos, quando visto longe dos olhos da imprensa demo-tucana nacional.

O Brasil estava quebrado, pendurado no FMI, e sua economia não inspirava confiança, nem era vista como tão estável, nem em 1995 (crise mexicana), nem em 1997 (crise asiática) e nem em 1998 (crise russa), exigindo overdose de juros para controlar a inflação.

FHC fez o discurso da choradeira dos quebrados, pedindo aos líderes dos EUA e Europa, que criassem uma espécie de CPMF mundial para salvar o Brasil da fuga de capitais especulativos.

Bill Clinton (então presidente dos EUA), Tony Blair (Inglaterra) e Gerhard Schroeder (Alemanha) receberam mal a proposta.

Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC. Enquanto isso, outros países resolveram estes problemas frente as crises, citando Chile e Uganda, como exemplos para FHC seguir.

Clinton e os demais líderes agiram na defesa dos interesses de seus países, que eram os vencedores naquela ordem mundial.

FHC agiu pessimamente, com incompetência política, ao não articular previamente ao encontro, para não passar esse vexame, e também por não tentar conquistar resultados de fato.

E agiu pior, de forma humilhante e envergonhando o Brasil, ao não defender o país, ficando calado após o sermão de Clinton (se é que tinha jeito de defender, naquele governo submisso e dependente, sob intervenção do FMI).

Apesar de tratar-se da gravação de evento público e oficial no exercício da presidência, televisionado na época (pela Globonews, se não me engano), foi necessário recorrer a arquivos internacionais para resgatar o vídeo, uma vez o que o acervo do iFHC parece preferir apagá-lo da história, e que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) também esconde a sete chaves para não constranger seu amigo e correligionário FHC, com a divulgação.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

14 anos sem Chico Science

"A cidade não para, a cidade só cresce. O de cima sobe, o debaixo desce."

"Eu me organizando posso desorganizar. Eu desorganizando posso me organizar."

Faz falta...

O Brasil e a revolução do Egito


Mubarak vai cair. E nós com isso?
por Luiz Carlos Azenha

Vendo as imagens das manifestações que estão acontecendo agora no Egito, a conclusão é óbvia. O regime de Hosni Mubarak já era. É uma questão de tempo até que ele deixe o poder. Com a queda de Mubarak, cairá o pilar central da política externa dos Estados Unidos: a manutenção de uma clientela de autocracias árabes que garantem a Washington acesso ao petróleo e a segurança de Israel, não necessariamente nesta ordem.
É uma mudança extraordinária, historicamente tão importante quanto a queda do muro de Berlim.
Difícil imaginar como será o futuro governo do Egito. Com certeza não será um governo da Fraternidade Islâmica, que foi usada como espantalho por Mubarak para justificar sua ditadura. Aliás, quando a ideia vendida no Ocidente de que as massas árabes eram ignorantes e, portanto, não mereciam liberdade, se desfez, o Ocidente já tinha pronto o espantalho do “islamofascismo” para justificar regimes autoritários na região.
Quanto mais os Estados Unidos utilizarem a lógica da guerra para enfrentar o terrorismo mais ficarão parecidos com a Al Qaeda. Talvez agora, com a “queda” do Egito, descubram a política… Seria interessante que antes de atirar Washington se dispusesse a aprender.
Como disse o professor Nathan Brown à revista eletrônica Salon, a Irmandade Islâmica é um movimento conservador.
Não esperem, portanto, que ela pregue a expropriação dos ricaços egípcios. Nem que o futuro governo do Egito renuncie ao acordo de paz que fez com Israel.
O que causa desespero no Ocidente, nos Estados Unidos e em Israel é que, qualquer que seja o futuro governo egípcio, jamais será tão subserviente aos interesses estrangeiros quando se trata de:
1. apoiar ações militares ocidentais contra países árabes (Mubarak apoiou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos);
2. apoiar ações antiterroristas que envolvam tortura (Omar Suleiman, indicado vice-presidente por Mubarak, foi no Egito o homem das “extraordinary renditions”, sequestros praticados pelos Estados Unidos de suspeitos, entregues em seguida a autoridades locais para sessões de tortura);
3. apoiar a repressão e o cerco de Israel aos palestinos dos territórios ocupados (Mubarak se converteu em algoz dos palestinos de Gaza).
Como Helena Cobban escreveu na Salon, o establishment das relações exteriores dos Estados Unidos foi de tal forma sequestrado pelos interesses pró-Israel que o governo Obama parece titubear diante da crise.
O primeiro impulso é de tentar preservar no Egito o regime de Mubarak sem Mubarak (daí a escolha de Suleiman como vice).
Eu iria muito além da Helena sobre o governo Obama: independentemente de quem assessore o presidente americano, a influência dos Estados Unidos na escolha do sucessor de Mubarak será limitada, já que os Washington passou os últimos trinta anos na cama com o ditador.
Mas, como a ficha da decadência relativa de Washington no cenário internacional ainda não caiu por lá, assistimos a uma cobertura da mídia americana — e, na rebarba, da brasileira — que em alguns momentos leva em conta muito mais a opinião do governo Obama do que a dos próprios egípcios.
Em compensação, nós brasileiros temos motivos para comemorar: Celso Amorim e o Itamaraty se anteciparam de forma extraordinária a Washington, quando perceberam o impacto que o afastamento entre Israel e o governo islâmico moderado da Turquia teria naquela região.
A Turquia começou a desenhar um eixo com Síria e Irã, como Pepe Escobar reportou em artigo reproduzido aqui.
E o Brasil, no acordo nuclear com o Irã, além de defender para os iranianos o mesmo que quer para si, acabou fortalecendo suas credenciais de agente de soluções negociadas.
No fim das contas, o Brasil terá aberto — ao lado da Turquia — as portas para uma eventual acomodação entre os Estados Unidos e Irã, que a essa altura parece inevitável.
O certo é que a mudança de regime no Egito terá profundas consequências, especialmente se assumir um governo disposto a fazer valer o peso econômico, cultural e político do país na região de forma independente, nos moldes do que a Turquia vem fazendo.
Uma das consequências, além de evidenciar a dissensão entre Estados Unidos e Israel na questão palestina, será acelerar o projeto de Washington de reduzir sua dependência do petróleo do Oriente Médio, o que vem acontecendo gradativamente nos últimos anos.
Até por causa da relação custo/benefício, os Estados Unidos se voltarão crescentemente para o petróleo produzido na costa ocidental da África, na Venezuela e no pré-sal brasileiro.
Nem a criação do comando militar da África (Africom), nem a reativação da Quarta Frota aconteceram por mero acaso.
Faz todo o sentido, portanto, que a presidenta Dilma Rousseff tenha escolhido a Argentina para fazer sua primeira viagem internacional. A parceria com a Argentina é essencial para o controle do Atlântico Sul, da chamada Amazônia Azul  e para as futuras trocas comerciais com a África.
Fica faltando definir quais serão exatamente os termos da futura cooperação entre Brasil e Estados Unidos e a gradação da liberdade que exerceremos.
O PIG, logicamente, quer que a gente seja subalterno, que só dê palpite sobre a falta de democracia em Cuba e que não se meta nos negócios do Oriente Médio. É “muito longe”, dizem.