Espaço dedicado ao debate de assuntos diversos do cotidiano, seja futebol, política, arquitetura ou alguma outra pertinência. Puxem a cadeira e sintam-se a vontade.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Serra - Charlatanismo dá cadeia!
SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA
Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia
Ricky não vai pra Copa
Com esse timeco da nossa seleção, só sendo sarcástico mesmo.
Torcerei para Honduras e Coréia do Norte!
E Dunga não convocou Richarlyson…
Nação do Maior do Mundo;
O dia onze de maio foi mais um daqueles dias injustos na história do futebol brasileiro.
Todo o dia de convocação normalmente é tenso, principalmente para a Copa do Mundo. Sempre há alguma surpresa, alguma discordância, algum entrevero. Mas nunca em minha história de mais de trinta anos acompanhando o futebol vi tamanha injustiça como a que ocorreu a exatos trinta dias do pontapé inicial da Copa do Mundo 2010.
Dunga não convocou Richarlyson.
Pasmem; o técnico da seleção brasileira contrariou a aclamação geral do país. Apesar de todo o lobby que o atual e o anterior técnico tricolor fizeram e ainda fazem por ele, apesar de toda a polivalência, apesar de toda a disposição e o vigor físico, o injustiçado Richarlyson não irá para a Africa do Sul. Será que a seleção brasileira não o levará por causa da sua momentânea passagem pelo banco de reservas do tricolor anos atrás? Richarlyson acredita piamente nisso.
Que os Deuses da bola punam esse técnico sem visão e sem coração.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Chapeuzinho Vermelho na imprensa
Muito comédia. Vocês discordam de algum?
AS VÁRIAS FORMAS DE SE DAR UMA NOTÍCIA
Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil? Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.
Jornal Nacional
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'
(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.'
Cidade Alerta
(Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop
(Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'
Globo Repórter
(Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo.. Hoje, no Globo Repórter.'
Discovery Channel
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja
Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy
(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'..
Revista G Magazine
(Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.
Revista Caras
(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra miutas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'
Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?
O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.
O Globo
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
O Dia
Lenhador desempregado tem dia de herói
Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!
O Povo
Sangue e tragédia na casa da vovó.
Correio da Bahia e TV Bahia
Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador petista não se manifesta.
Folha de São Paulo
Em ato heróico José Serra salva avó e neta com uma só cutelada.segunda-feira, 10 de maio de 2010
A entrevista de Dilma
Dilma e a tentativa de “borrar as diferenças”
ISTOÉ – Por que a sra. acha que o presidente Lula a escolheu para sucedê-lo e quando exatamente se deu isso?
Dilma Rousseff – O presidente Lula me escolheu quatro vezes. A primeira foi na transição do governo de Fernando Henrique para o governo Lula, em 2002. O presidente me chamou para fazer a coordenação da área de infraestrutura porque me conhecia das reuniões do Instituto de Cidadania. Depois ele me escolheu para ser ministra de Minas e Energia. E, em 2005, para ser ministra da Casa Civil. Por último, me escolheu para ser pré-candidata para levar à frente o projeto de governo. Acho que me escolheu porque acompanhei com ele a construção de todos os grandes projetos. O presidente sabe que nós conseguimos, juntos, fazer estes projetos.
ISTOÉ – Ser presidente era uma ambição pessoal da sra.?
Dilma – É um momento alto da minha vida, talvez o maior. Tem gente que passou uma vida inteira querendo ser presidente da República. Eu era mais modesta. Fui para a atividade pública porque queria servir. Pode parecer uma coisa falsa, mas acho que se pode servir à população brasileira no setor público. Sempre acreditei que o Brasil podia mudar, mas isto era uma questão longínqua. Quando o Lula me chamou para a chefia da Casa Civil, ele pretendia que o governo entrasse na trilha do crescimento e da distribuição de renda para que o Brasil desse um salto, e vi nisso uma grande oportunidade.
ISTOÉ – A sra. se considera preparada para o cargo?
Dilma – Tenho clareza, hoje, de que conheço bem o Brasil e os escaninhos do governo federal. Então, sem falsa modéstia, me acho extremamente capacitada para o exercício desse cargo. E acredito que o fato de não ser uma política tradicional pode incutir um pouco de novidade na gestão da coisa pública. Uma novidade bem-vinda. Na minha opinião, critérios técnicos se combinam com políticos. Escolher onde aplicar é sempre um ato político. Por exemplo, eu acho que a grande missão nossa é erradicar a pobreza e que é possível erradicá-la nos próximos anos. Isto é um ato político. Outra pessoa pode escolher outra coisa.
ISTOÉ – No horizonte de um governo, é possível erradicar a pobreza?
Dilma – Tem um estudo do Ipea mostrando que até 2016 é possível erradicar a pobreza extrema, a miséria. Mas o empresário Jorge Gerdau costuma dizer que “meta que se cumpre é meta errada”. Metas não são feitas para cumprir, mas para estabelecer um objetivo, criar uma força. Assim, acredito que o prazo de 2016 é viável, mantido o padrão do governo Lula. Nossa meta pode ser ainda mais ousada. Só não vou dizer qual porque, se passar dois dias sem cumpri-la, vão dizer: “Não cumpriu a meta”, como fazem com o PAC. Atrasar uma obra de engenharia em seis meses é a catástrofe no Brasil.
ISTOÉ – O presidente Lula também trabalhou com metas quando foi candidato. Ele falava em dez milhões de empregos…
Dilma – Acho que a gente fecha em 14 milhões. Falei com a área econômica de dois bancos e ambos consideram que o crescimento do PIB será de 6,4%, podendo chegar a 7%, o que dá condições para se chegar a estes 14 milhões de empregos. Os dados da produção industrial que fechamos em março apontam um crescimento muito robusto e sustentável porque são os bens de capital que estão puxando esse desempenho.
ISTOÉ – O Banco Central está preocupado com este crescimento…
Dilma – Não, o Banco Central está preocupado com outra coisa. Ele não pode estar preocupado com a expansão dos bens de capital porque isso é virtuoso.
ISTOÉ – Parece que há uma visão dissonante entre o Banco Central e a Fazenda sobre o desempenho da economia. Como a sra. vê essa questão?
Dilma – Os dois trabalham em registros diferentes. O BC faz uma análise necessariamente de curto prazo, porque ele trabalha com questões inflacionárias conjunturais, mais imediatas. Ele olha a pressão na hora que ela acontece. Já a Fazenda tem uma visão de mais médio e longo prazo. É outro registro. A Fazenda tem consciência de que o Brasil está em uma trajetória de estabilidade e de sustentabilidade. Agora, isso não é incompatível com o fato de você ter pressões inflacionárias imediatas. Acho que foi importante o aumento dos juros na última reunião do Copom.
ISTOÉ – Isso não dá munição para os seus adversários?
Dilma – Nós já tivemos duas experiências muito ruins de, durante a eleição, fingir que é uma coisa e, depois, virar outra. Uma na virada do primeiro para o segundo mandato do Fernando Henrique Cardoso e outra no Plano Cruzado. Hoje somos perfeitamente capazes de elevar a taxa de juros e assumirmos as consequências, sem que isso signifique uma perda. Temos integral compromisso com a estabilidade.
ISTOÉ – A sra. concorda com a política de juros do BC?
Dilma – Concordo. Acho que, da ótica do BC, ele fez o que precisava fazer. Nos Estados Unidos, onde há um histórico maior de estabilidade, o Federal Reserve tem dois olhos: um que olha a inflação e outro o emprego.
ISTOÉ – O nosso só olha a inflação.
Dilma – No meu governo acho que, mais para o final, teremos condições de olhar as duas coisas: inflação e emprego.
ISTOÉ – Teremos um BC diferente?
Dilma – Teremos uma política e uma realidade diferentes. Porque, para o BC fazer isto, é preciso uma redução da dívida líquida em relação ao PIB. O Brasil converge para condições monetárias de estabilidade que permitirão a combinação de outras variáveis. Criamos robustez econômica suficiente para fazer isso.
ISTOÉ – A sra. vai enfrentar um candidato que também se apresenta como um pós-Lula. O que a diferencia dele?
Dilma – Só se acredita em propostas para o futuro de quem cumpriu suas propostas no presente. O que nos distingue é que nós fizemos, nós sabemos o que fazer e como fazer. Mais do que isso, os projetos dos quais eu participei – 24 horas por dia nos últimos cinco anos – são prova cabal de que somos diferentes.
ISTOÉ – A sra. não acha importante o fato de o PT ter assumido o governo com um quadro de estabilidade da moeda?
Dilma – Eu não queria fazer isso, mas, se vocês insistem, vamos lá: recordar é viver. Nós assumimos o governo com fragilidades em todas as áreas. Taxas de inflação acima de dois dígitos, déficit fiscal significativo e, sobretudo, uma fragilidade externa monstruosa. Tínhamos um empréstimo com o FMI de US$ 14 bilhões. A margem de manobra nessa situação é zero. Você se coloca de joelhos junto aos credores internacionais. Quem fala com você é o sub do sub do sub. Isso não foi momentâneo. Foi uma década de estagnação, de desemprego e desigualdade. Nós tivemos, claro, coisas boas. Uma delas é a Lei de Responsabilidade Fiscal.
ISTOÉ – Mas já cogitam mudá-la. A sra. é favorável a isto?
Dilma – Depende. Acho que para mexer em coisas que têm dado certo é recomendável caldo de galinha e muita calma. Mas, voltando ao recordar é viver, o Plano Real também teve mérito. Já em outros pontos fomos salvos pelo gongo. O País deve dar graças a Deus por não terem partido a Petrobras em pedaços, não terem privatizado o setor elétrico, Furnas, Eletronorte, Eletrosul. A privatização da telefonia foi correta, mas não acho hoje muito relevante. Hoje a banda larga é mais importante que a telefonia.
ISTOÉ – A sra. acha que Serra seria a continuidade de FHC?
Dilma – Não tenho nenhum comentário a fazer sobre a pessoa José Serra. Tenho respeito por ele. Mas nós representamos projetos políticos distintos. Nós temos uma forma diferente de olhar o Estado.
ISTOÉ – Ele também se apresenta como um economista da linha desenvolvimentista.
Dilma – Acho muito significativa essa tentativa de borrar diferenças. Duvido que estariam borrando diferenças se o governo do presidente Lula tivesse menos que 76% de aprovação. Duvido. Há, neste processo, a tentativa de esconder o fato de que somos dois projetos. Tenho orgulho de ter sido ministra do presidente Lula. Devemos comparar as experiências de cada um. Eles diziam que não sabíamos governar, que só tivemos sorte. A gente gosta muito de ter sorte. Graças a Deus não somos um governo pé-frio. Mas quando chegou essa crise, muito maior que a de 1929, mostramos enorme competência de gestão, capacidade de reação e ousadia.
ISTOÉ – O governo FHC foi incompetente?
Dilma – O governo FHC representa um processo em que não acredito. Não acredito num projeto de privatização de rodovias que aumenta o custo Brasil por causa dos pedágios, que embute taxas de retorno de 26% ao ano. Em estradas federais, a qualidade melhorou muito com pedágios bem menores por uma razão muito simples: nós não cobramos concessão onerosa. Logística é igual a competitividade na veia.
ISTOÉ – O que a sr. faria diferente do atual governo?
Dilma – Nós tivemos que trocar o pneu do carro com ele andando. Algumas coisas concluímos, em outras não conseguimos avançar. Acho imprescindível, para o patamar de crescimento atingido, fazer a reforma tributária. Não é proposta, é uma exigência. Se quisermos aumentar nossa produtividade e, consequentemente, nossa competitividade, precisamos acabar com coisas absurdas como a tributação em cascata.
ISTOÉ – O governo atual também diz que tentou fazer isto.
Dilma – Não deu agora porque reforma tributária significa conflito federativo. Aprendemos que é inviável fazer reforma tributária sem compensações porque ela tem tempos diferentes. Para neutralizar o efeito negativo da perda de arrecadação, vamos criar um fundo de compensação. Este é o único mecanismo negociável.
ISTOÉ – Os acordos políticos resultarão ainda em loteamento de cargos?
Dilma – Não. O apoio político é totalmente legítimo. Em todos os países há uma composição política que governa. O que você tem que exigir é padrões técnicos. Lutei muito para implantar isso no governo.
ISTOÉ – Está satisfeita com o que foi feito?
Dilma – Acho que podemos melhorar.
ISTOÉ – A sra. será avó, em breve. E provavelmente seu neto nascerá num hospital privado e se educará numa escola particular. Em que momento a sra. acha que o Brasil estará pronto para mudar isso?
Dilma – Quero muito que isso aconteça porque me esforcei muito para estudar numa excepcional escola pública, que era o Colégio Estadual de Minas Gerais. A gente fazia um vestibularzinho para passar ali. Era difícil. Este é o grande desafio do Brasil. Para a educação ser de qualidade, não é só prédio, laboratório, banda larga nas escolas. É, sobretudo, professor bem remunerado e com formação adequada.
ISTOÉ – Seu neto vai ter uma superavó, moderna, talvez presidente da República. Essa avó moderna também namora?
Dilma – Olha, eu não namoro atualmente, apesar de recomendar para todo mundo. Acho que faz bem para a pele, para a alma, faz todo o bem do mundo.
ISTOÉ – Uma vez eleita, a sra. assumiria um relacionamento? A sra. casaria no meio do mandato?
Dilma – A vida não é assim, tem que se confluírem os astros…Eu não sou uma pessoa carente propriamente dita, tive uma vida afetiva muito boa, muito rica. Mas nos relacionamentos há uma variável que é estratégica, que é com quem eu vou casar. Essa variável estratégica eu tenho que saber, porque assim, no genérico, isso não existe. Agora, vamos supor que a pessoa seja maravilhosa e eu esteja apaixonadíssima…
ISTOÉ – A sra. está fechada para isso?
Dilma – Não, ninguém pode estar na vida. Mas para mim é uma coisa muito distante. E depende dessa variável: que noivo é esse?
ISTOÉ – Qual a sua posição em relação ao aborto? A sra. passou pela experiência de fazer um aborto?
Dilma – Eu duvido que alguma mulher defenda e ache o aborto uma maravilha. O aborto é uma agressão ao corpo. Além de ser uma agressão, dói. Imagino que a pessoa saia de lá baqueada. Eu não tive que fazer aborto. Depois que minha filha nasceu, tive uma gravidez tubária, eu não podia mais ter filho. E antes disso só engravidei uma vez, quando perdi o filho por razões normais. Tive uma hemorragia, logo no início da gravidez, sem maiores efeitos físicos.
ISTOÉ – Isso foi antes de sua filha nascer?
Dilma – Foi antes. Tanto é que eu fiquei com muito medo de perder minha filha, quando fiquei grávida. Mas todas as minhas amigas que vi passarem por experiências de aborto entraram chorando e saíram chorando. Eu acho que, do ponto de vista de um governo, o aborto não é uma questão de foro íntimo, mas de saúde pública. Você não pode hoje segregar mulheres. Deixar para a população de baixa renda os métodos terríveis, como aquelas agulhas de tricô compridas, o uso de chás absurdos, de métodos absolutamente medievais, enquanto as mulheres de renda mais alta recorrem a clínicas privadas para fazer aborto. Há muita falsidade nisto.
ISTOÉ – A sra. defende uma legislação que descriminalize o aborto?
Dilma – Que obrigue a ter tratamento para as pessoas, para não haver risco de vida. Como nos países desenvolvidos do mundo inteiro. Atendimento público para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto.
ISTOÉ – A Igreja Católica se opõe a isto.
Dilma – Entendo perfeitamente. Numa democracia, a Igreja tem absoluto direito de externar sua posição.
ISTOÉ – A sra. é católica?
Dilma – Sou. Quer dizer, sou antes de tudo cristã. Num segundo momento sou católica. Tive minha formação no Colégio Sion.
ISTOÉ – A sra. passou por um tratamento para curar um câncer e precisa submeter-se a revisões periódicas. O que deu sua revisão dos seis meses?
Dilma – Agora faço de seis em seis meses. Fiz há pouco, em abril, e deu tudo perfeito.Existe na sociedade e em cada um de nós uma visão ainda muito pesada sobre a questão do câncer. E isso provoca nas pessoas muita dificuldade em tratar a doença Eu tive a sorte de descobrir cedo. Estava fazendo um exame no estômago e resolveram ver como estavam minhas coronárias. Eu fui para fazer um exame de coronária e descobri um linfoma.
ISTOÉ – Como a sra. reagiu?
Dilma – A notícia é impactante. Na hora eu não acreditei, estava me sentindo tão bem. Há uma contradição entre o que você sente e o que te falam. Para combater o câncer você precisa encontrar forças em você mesma. Tem que se voltar para você, não pode, de jeito nenhum, se entregar. Depois, você combate porque conta com apoio. Eu tive uma sorte danada, recebi apoio popular. Chegavam perto de mim e falavam que estavam rezando. A gente se comove muito. E também tive apoio dos amigos, do presidente, de meus colegas no governo.
ISTOÉ – A sra. rezava?
Dilma – Ah, você reza, sim. E reza principalmente porque não é o câncer que é ruim, é o tratamento.
ISTOÉ – A sra. tem medo que o câncer volte?
Dilma – Hoje não.
ISTOÉ – Como a sra. encara a vida depois disso?
Dilma – A gente dá mais valor a coisas que costumam passar despercebidas. Você olha para o sol e fica pensando se você vai poder continuar vendo esta coisa bonita. Você fica mais alerta. Só combate isso se tiver força interna. Vou contar uma coisa. Eu não conhecia a Ana Maria Braga e um dia ela me ligou e conversou comigo explicando como tinha vencido o câncer dela, que o dela era mais difícil, diferente, e que superou. Vou ter sempre uma dívida com ela, porque, de forma absolutamente solidária e humana, ela me ligou naquele momento.
ISTOÉ – Mudando de assunto, o Lula é um bom chefe?
Dilma – Sim. O Lula é uma pessoa extremamente afetiva. Ele não te olha como se você fosse um instrumento dele. Te olha como uma pessoa, te leva em consideração, te valoriza, brinca. Ele tem uma imensa qualidade: ele ri, ri de si mesmo.
ISTOÉ – A sra. também será assim como chefe? Porque dizem que a senhora é o contrário disto, durona…
Dilma – Você não pense que o Lula não é duro não, hein. É fácil até para você cobrar, em função disto. Basta dizer: amanhã tem reunião com o Lula. Simples…
ISTOÉ – As reuniões são muito longas?
Dilma – A busca de um consenso é um jeito que criamos no governo. Algumas vezes o presidente chamava isto de toyotismo. Não é a linha de montagem da Ford, onde cada um vai olhando só uma parte. É aquele método de ilha da Toyota, porque você faz tudo em conjunto. Outra coisa é que a gente sempre discute com os setores interessados. Sabe como saiu o Minha Casa, Minha Vida? Porque nós sentamos com eles (empresários da construção civil) e conversamos. Eles criticando o que se fazia, os 13 grandes mais a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. Se você não fizer isso, se não for absolutamente exaustivo no debate do detalhe, o projeto não fica em pé. Na curva ele cai.
ISTOÉ – Hoje todo mundo comenta, inclusive dentro do partido, que, a partir da entrada do presidente na campanha, suas chances de vitória aumentam. A sra. traz essa expectativa também?
Dilma – Do nosso ponto de vista já é dado que o presidente participa. Nós nunca achamos que ele vai chegar um dia e participar depois. O presidente é a maior liderança do PT, a maior liderança da coligação do governo, uma das maiores lideranças do País, uma das maiores lideranças do mundo…
ISTOÉ – O fato de ter duas mulheres pela primeira vez concorrendo dará um tom diferente à campanha?
Dilma – Acho que as mulheres estão preparadas para pleitear as suas respectivas candidaturas e o Brasil está preparado para as mulheres agora. Penso que é muito importante que haja um olhar feminino sobre o Brasil. As mulheres são sensíveis e isso é uma grande qualidade. As mulheres são sensatas e objetivas até porque lidam na vida privada com condições que exigem isto. Ou você não conseguiria botar filho na escola, providenciar comida, mandar tomar banho, ir trabalhar… As mulheres também são corajosas: a gente segura dor, a gente encara.
ISTOÉ – A sra. é a favor ou contra a reeleição?
Dilma – Sou a favor. Acho muito importante.
ISTOÉ – A sra. cederia a possibilidade de uma reeleição para o presidente Lula, no caso de ele querer se candidatar em 2014?
Dilma – Ele já me disse para não responder a essa pergunta.
ISTOÉ – Até quando a sra. vai obedecer cegamente o que ele manda?
Dilma – Lula não exige obediências cegas.
ISTOÉ – A sra. acompanha futebol como o presidente Lula?
Dilma – Quero o Neymar e o Ganso na Seleção. Tenho muita simpatia pelo Ganso, aquele jeito meio desconcertado de falar. Mas gosto dos dois. Eles trouxeram alegria de volta para o futebol. Jogam de forma desconcertante e atrevida.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Enquanto isso... a visita que custou caro a Serra
Vejam, aqui.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Vote num careca e ganhe dois" - Propaganda antecipada de Serra com o governador corrupto, e também careca, Arruda
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Nordeste caminha à galope com Lula
Enquanto isso, o zezinho diz "conviver normalmente com nordestinos".
Devemos agradecê-lo por essa concessão?
Ó xente, que maravilha, bá! O Nordeste puxa a a fila.
O Nordeste tem 27% da população brasileira. Essa, portanto, deve ser sua participação ideal numa economia equilibrada. O avanço, que pode parecer pequeno, representa, proporcionalmente, muito. Principalmente porque tem sido enorme a expansão do crédito no país, como um todo.
Diz a matéria que o Nordeste lidera a expansão do crédito nos últimos cinco anos em termos percentuais, com alta acumulada de 331,5% até o fim de 2009. Em segundo lugar aparece o Norte, com avanço de 296%, seguido por Centro-Oeste (259%), Sul (245,7%) e Sudeste (243,6%). De olho neste potencial, os bancos estão aumentando sua rede de agências e postos na região.
Sinal que esta região historicamente injustiçada está avançando e- que bom para todos nós – tornando o Brasil um país menos desigual. Ano passado, uma matéria do Estadão mostrou que mesmo no pior da crise, no Governo Lula, o crescimento do Nordeste ficou acima da média nacional. Um carioca-gaúcho como eu só pode ficar feliz vendo nossos irmãos nordestinos, finalmente, tendo direito a um quinhão do progresso brasileiro.
O triste é que continue existindo tanto preconceito. Ao ler o jornal impresso, com a matéria correta e muito informativa do repórter Murillo Camaroto, do Recife, me deparei com um subtítulo e uma abertura que, certamente, foram acrescentados na edição, em São Paulo: “NORDESTE ROUBA FATIA DAS DEMAIS REGIÕES BRASILEIRAS NO CRÉDITO”, seguida do texto que diz que “o crescimento da oferta de crédito no Nordeste, que há pelo menos cinco anos avança em ritmo mais acelerado que o das demais regiões do país, é alimentado com recursos captados na Região Sudeste, centro financeiro do país(…) “
Dá para perceber quanto preconceito se contém nessa forma de apresentar os fatos. Um pena que existam pessoas na elite brasileira que não conseguem entender que este país não poderá ser bom para ninguém se não puder ser bom para todos. O castigo do egoísmo é o medo e o drama de ter, mais cedo ou mais tarde, sua vida invadida pela miséria que cerca sua riqueza.
Acabou a mamata das telecomunicações?
O primeiro passo foi dado.
Telebras será a gestora do Plano Nacional de Banda Larga
Saiu na Agência Brasil:
Telebras será a gestora do Plano Nacional de Banda Larga
Alex Rodrigues e Sabrina Craide
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – A empresa estatal Telebras será a gestora do Programa Nacional de Banda Larga. O anúncio foi feito na noite de hoje (4) em um comunicado de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo o comunicado, a empresa vai apoiar políticas públicas de conexão à internet em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público.
A Telebras vai prover a infraestrutura das redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, estados, municípios e entidades sem fins lucrativos. A conexão à internet em banda larga para usuários finais será feita apenas em localidades onde não exista oferta adequada desses serviços.
Enquanto isso... na imprensa internacional
Notícias que a imprensa brasileira não publica
Dos amigos do presidente Lula.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Com a palavra, Serra - Para memorizar: fumante=ateu
Do ex-governador José Serra, falando a fiéis em Santa Catarina.
ps: o discurso foi no primeiro de maio. Ele não tinha outro lugar pra ir nesse dia? Não tinha nenhuma data importante pra ele festejar? Nenhum assunto especial a tratar? Acho que não...
América Latina - Uribe em baixa
Alvaro Uribe, político neoliberal e entreguista, aquele que permitiu a construção em seu (seu?) país de 7 bases militares estadunidenses, e até bem pouco tempo estava tentando "dar um jeitinho" de concorrer a um terceiro mandato, e era bradado pela imprensa golpista como imbatível e com grande aprovação pelos colombianos; pois bem, vai ser difícil ele fazer seu sucessor.
A ordem aqui na américa já é outra. Entreguistas neoliberais elitistas não têm mais espaço, além dos disponibilizados pela imprensa golpista.
Quem sabe até a Colômbia entre na luta pelo desenvolvimento de nosso continente...
(e não apenas para salvar a economia cada vez mais afundada dos EUA)
Colômbia parece ter cansado de Uribe
Uribe, que era tido como eleitoralmente imbatível, parece ter cansado os colombianos com seu neoliberalismo radial, que além de privilegiar o capital, adotou uma política de segurança sem limites no país e até fora dele, como na invasão a território equatoriano, com apoio dos Estados Unidos.
Mockus, um professor universitário, tem uma atenção muito especial à educação e seu sentido transformador. Destaco aqui uma de suas frases, que alimenta a nossa esperança de um futuro melhor na nossa América Latina. “Me encantaria que a cada manhã, quando um estudante se levanta para ir à aula, compreendesse que ali, em seu colégio ou universidade, ou quando cada professor ao dar aula ou um pai ao revisar os deveres à noite, estão os cenários onde se joga a soberania do país, a diferença de poder futuro.”
Com a palavra, Chavez - da infância pobre, à líder americano
Esses transcritos trazem um pouco da história de Chavez, nada mais que isso. Mas muito interessante.
Para entender mais do fenômeno Chavez e das mudanças, pouco percebidas (será?) pela nossa imprensa golpista, que ocorre na América Latina, tem no próprio tijolaço a intrevista de Chavez, na íntegra.
Como Chavez diz: Venceremos!
Chavez, o polêmico, fala hoje na Rede TV
Na entrevista que concedeu à Folha, bem mais completa que este resumo, Chávez diz que o setor estatal da economia do seu país não chega a 30% e que ele está muito longe de pretender o fim da inciativa privada. fala sobre liberdade dew imprensa e sobre as concessões não-renovadas de canais de televisão. Acho imperdível para que quer saber mais sobre este personagem que mobiliza ódios e amores. E um fenômeno de comunicação que, em três dias e meio , quase sem mandar mensagens, passou de 165 mil seguidores no Twitter, como você vê aí ao lado.
Vou tentar gravar para colocar aqui, amanhã, mas não prometo. Não tenho muita habilidade nisso, muito menos estrutura. Mas tentar a gente tenta.
Chávez se revela um homem crente e fala do dia mais difícil de sua vida
KENNEDY ALENCAR
da Sucursal de Brasília
Em entrevista concedida ao repórter da Folha na Embaixada da Venezuela, em Brasília, na última quarta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, relembrou a sua infância, se revelou um homem crente e contou que o momento mais difícil da sua vida foi o dia em que participou de uma rebelião contra o governo venezuelano, em 1992, e teve de deixar a família para trás –acabaria preso por dois anos.
Amante do beisebol, esporte preferido dos venezuelanos, o presidente revela que torcerá para o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul.
A íntegra da entrevista, dada ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, vai ar nesta noite às 0h15.
A infância
“Ah, as lembranças estão aqui na alma. Sabaneta [onde nasceu] é uma cidadezinha rural, hoje é um pouco maior. Era uma vila, e eu nasci numa casa com teto de palma, as paredes de barro, o piso de terra. No meio do inverno, enquanto caía um pé d’água, segundo a minha mãe. De madrugada, ao amanhecer, em 28 de julho de 1954. À beira de um rio, o rio Boconó, que desce da montanha. Sabaneta está na planície, na Grande Planície Venezuelana, mas fica ao pé da montanha.”
“Vivi lá durante 12 anos, uma infância que foi muito feliz. Se tivesse que nascer de novo, pediria ao bom Deus para me mandar para o mesmo lugar. Fui uma criança feliz: cantava, pintava, trabalhava, éramos trabalhadores rurais.”
A avó
“Ela era a mãe do meu pai, e tanto a minha mãe quanto o meu pai eram professores no meio do mato, numa vila que não tinha nem os mínimos serviços. Então, minha mãe nos deixou na casa da minha avó e ficamos lá, ela criou a gente. Rosa Inés. Ela era uma mulher maravilhosa. Nos ensinou a conhecer a vida, a amar, a amar a natureza, a trabalhar, a sermos responsáveis. Por exemplo, foi ela quem me ensinou a ler e escrever. Ela me ensinou a vida.”
A minha avó tinha um amor infinito pelos outros, uma solidariedade infinita para com os outros, e também para com aqueles que mais sofrem, os mais pobres. Eu até fui coroinha! Quando era criança, ficava na igreja espalhando o incenso, tocando os sinos da igreja. Minha mãe é muito católica, muito mais do que a minha avó, embora minha avó também fosse católica. Mas minha mãe é mais praticante. Ela queria que eu fosse padre”.
Santa de devoção
“A Virgem do Carmo. Eu carrego um escapulário dela no peito, que tem mais de 150 anos em batalhas. Era do meu tataravô guerreiro, que foi um coronel revolucionário lá por volta de 1858. Depois foi levado pelo avô de minha mãe, um general venezuelano rebelde, nas guerrilhas contra a ditadura de 100 anos atrás. Então eu a levo aqui, é a Virgem do Carmo, a Virgem dos guerreiros.”
Comida em viagens
“Não só por motivos de segurança [leva a própria comida nas viagens internacionais]. Além disso, é uma dieta. É preparada segundo um controle médico, com as proteínas e as calorias reguladas. Mas também por motivos de segurança.”
Exército
“Só entrei no Exército porque pensava passar ali apenas um ano ou dois e depois ficar em Caracas, porque éramos muito pobres, e o meu pai não podia pagar para eu estudar em Caracas. Eu queria ir para Caracas para jogar beisebol profissionalmente, esse era o meu sonho da adolescência. Fiz meus planos: vou entrar no Exército, passo um ou dois anos lá, e depois fico em Caracas. Mas gostei do Exército, gostei da escola militar, da academia militar, me senti na minha própria essência, senti que seguia a minha vocação de soldado, de soldado patriota, é claro.”
Momento mais difícil antes do poder
“Antes de 1998? Houve momentos difíceis, mas o mais difícil foi, e eu ainda sinto uma dor aqui quando falo nisso… Uma vez eu disse para alguém muito querido da minha família: eu acho que, se depois de ter sido sepultado passassem cinco séculos e alguém abrisse o meu caixão e visse o meu cadáver, talvez a ferida ainda estivesse ali, latejando. É muito difícil deixar a família, deixar os filhos, uma menina de 12 anos, outra de 11, um menino de 8, uma mulher a qual eu amava, a mãe dos meus três filhos, e um lar muito humilde. Uma madrugada, quando fomos para a rebelião, eu senti que estava indo embora fisicamente, mas que o meu coração era arrancado e ficava naquelas três caminhas, naquele quartinho e naquela casa humilde. Foi muito difícil, e doeu muito.”
“Sim, era como uma morte. Alguém disse que a gente morre várias vezes e depois vive. Para mim, aquela noite foi uma espécie de morte, e depois, nada foi igual.”
Golpe de 1992
“Não, nunca [demos um golpe]. Nós somos revolucionários. A nossa rebelião não poderá ser entendida se não for contextualizada e se o observador ou o analista não perceber que, apenas três anos antes, houve um massacre na Venezuela promovido pelo mesmo Exército [o chamado Caracazo], no qual morreram milhares de pessoas, inclusive crianças, idosos, para defender um governo tirânico, democraticamente eleito, mas que estava aplicando as políticas de choque do Fundo Monetário Internacional num país cheio de riqueza e de petróleo, que alcançou 70% de pobreza e 25% de miséria, de pobreza extrema. Nesse contexto pré-revolucionário ocorreu a revolução popular de 1989 e, depois, a revolução militar da juventude em 1992. Ou seja, isso não foi um golpe de Estado, foi muito diferente de tudo que aconteceu na América Latina. Nós somos antigolpistas, anti-imperialistas, somos revolucionários.”
A prisão
“A prisão foi uma escola, na verdade. Foi um forno. Abençoado o dia em que fomos para aquela prisão, porque lá amadurecemos, analisamos as ideias, analisamos e amadurecemos o espírito, endurecemos a alma. Dois anos depois, quando saímos à rua, graças à pressão popular e ao apoio popular, saímos sabendo claramente para onde íamos, com passo firme e já amadurecidos, e com o rumo muito mais claro. Aquela prisão foi uma escola e uma forja. Mais do que uma prisão, eu nunca sofri por ela, na verdade. Eu nunca sofri na prisão, apenas na parte familiar, de novo a parte familiar. Mas, do ponto de vista político, como soldado revolucionário, a prisão foi um passo necessário para esta longa batalha.”
Copa da África do Sul
“Eu sempre torci pelo Brasil. Não estou dizendo isso porque estou no Brasil, é desde a minha infância. Eu gosto muito de beisebol, essa é a minha paixão, mas o futebol vem depois. Sempre, desde os dias do rei Pelé, depois pela Venezuela, agora que o futebol ressuscitou no país. Eu disse para o Lula hoje, que me deu de presente a camisa do Brasil com o número 6, do Roberto Carlos, assinada pela seleção, eu disse a ele: bom, Lula, o Brasil deu sorte que a Venezuela não se classificou para a África do Sul, mas na próxima Copa vamos nos classificar. Mas eu sempre, sempre torço pelo Brasil. Sempre vou com essa camisa verde e amarela.”
Com a palavra, Serra - QUEM FUMA NÃO TEM DEUS
Serra: quem fuma não tem Deus. Como “flexibilizar” uma farsa ?
Depois de criar uma crise com a Argentina, agora com um presidente religioso de um pequeno país ao Norte
“A pessoa que fuma sabe que o cigarro vai fazer mal, mas continua assim mesmo. Depois, adoece e mesmo assim continua fumando. Assim, É UMA PESSOA SEM DEUS (ênfase minha – PHA). Sabe que Ele está ali, mas não o procura”.
Disse Serra em Camboriú, SC, onde se refugiou dos trabalhadores no 1º. de Maio (Globo, pág. A4 http://www.oglobodigital.com.br/flip/ )
Trata-se de um exercício de bestialogia.
O samba do Teólogo Doido.
Não tem pé nem cabeça.
Ele é um gênio.
Reflete, apenas, o impasse de quem não tem uma ideia na cabeça, uma proposta a oferecer.
O que pensa esse rapaz ?
Até agora, nessa campanha, Serra disse:
1)que o Mercosul é uma farsa.
2)que não quer acabar com o Mercosul, mas “flexibilizá-lo” (*).
3)que vai rever todos os contratos que o Presidente Lula tiver assinado.
Ou seja, ou “ele não respeita os contratos”, como acusavam o Lula de querer fazer.
Ou se trata de outra bestialogia.
4)agora, determinou que quem fuma é ímpio.
É grave.
A situação é grave.
Ou ele perdeu o senso, ou é isso mesmo: ele não tem nada a declarar.
Paulo Henrique Amorim
(*) Aqui no Brasil, essas declarações saíram pelo ralo. Na Argentina, onde não há um único militar torturador em liberdade, disseram o seguinte, segundo a amiga navegante Ana Cruz:
ana cruz disse:
2 de maio de 2010 às 20:10
Artigo publicado nesta sexta-feira, 30 de abril, no jornal argentino Página 12.
Mejor joia que farsa
Por Martín Granovsky
Los brasileños deberían escribir un libro y mandarlo para aquí: un manual para entender a José Serra. El candidato de oposición para las elecciones presidenciales de octubre dijo primero que el Mercosur es “una farsa”. Después pidió “flexibilizar el Mercosur”. ¿Cómo se flexibiliza una farsa? Misterio.

