sexta-feira, 28 de maio de 2010

A droga do Serra

Do abundacanalha.
Percebi que estou falando muito em Serra, mas ele me força. É uma baboseira atrás da outra. Prometo me conter.

A droga do Serra veio de outro lugar

O candidato tucano não passaria em concurso para o DEA, depois de identificar a Bolívia como o centro do tráfico de cocaína para o Brasil. Os tucanos não são bons com números, nem com informação. Não é da terra da Evo Morales que chega a droga, mas da Colômbia, por motivos óbvios: a Colômbia produz mais de 70% da cocaína consumida no planeta. É o que diz o próprio governo americano no National Drug Intelligence Center, órgão do Departamento de Justiça dos EUA.

Além de fazer uma falsa acusação contra um governo, livra a cara de outro, que tucanos admiram. Alvaro Uribe, sim, poderíamos dizer que tem grandes responsabilidades com o tráfico internacional de cocaina. Afinal, sua carreira (e bota carreiras nisso) foi feita ao lado dos maiores traficantes internacionais. É o que todos sabem, e já noticiado até pela Newsweek.

Esses tucanos são umas drogas.

Serra é do DEM

Dos amigos do presidente Lula.
Veja mais sobre o crime praticado no tijolaço.
A campanha de José Serra é "lícita" segundo o TSE, mas comprou os 10min do DEM e do partido do Roberto Jefferson (que esqueci a sigla) de forma ilegal.
Mas lá é assim, vota em 1 careca, e leva 2.

Singela homenagem à propaganda de José Serra "alugada" do DEMos

Nada melhor do que resgatar este vídeo, em "homenagem" à propaganda fora-da-lei do DEMos "alugada" para José Serra (PSDB/SP):

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Oliver Stone detona imprensa golpista

Do tijolaço.

Stone, na Folha, recusa histeria anti-chavista

No avião, vindo de Brasilia, deu para ler a entrevista do cineasta americano Oliver Stone (Platoon, JFK, Nascido a 4 de Julho) à Folha de S. Paulo. O jornal tenta, mas não consegue fazer o cineasta americano, que chega dia 31 ao Brasil para lançar seu filme South of the Border (Ao Sul da Fronteira, cujo trailler legendado postei aqui), entrar a onda da histeria anti-Hugo Chavez.

Reproduzo alguns trechos:

O filme é pró-Chávez?
Não é pró-Chávez. Apenas mostra honestamente o que ele está fazendo e o que estão dizendo sobre ele. Não é um documentário longo que vai defender tudo, é uma “roadtrip”. Se fosse pró-Chávez, ele teria três horas a mais.

O presidente Hugo Chávez tenta controlar a mídia na Venezuela…
[Interrompendo] Não mesmo. 80% da mídia na Venezuela é privada, dirigida por ricos que falam mal do governo. Chávez brigou pela liberdade de expressão. Alguns canais e revistas convocaram greves e chamaram as pessoas para um golpe de Estado em 2002. Em meu país, se você fizer isso, sua licença [de TV] será retirada.

Há relatos de jornalistas sobre a pressão do governo.
Estou falando do que vi e ouvi. O governo respeita a liberdade de imprensa, exceto nos casos em que a mídia desrespeita a lei ou tenta um golpe. Aí as licenças das empresas de comunicação não são renovadas. A maioria das TVs do país é dirigida por lunáticos, caras de direita que perderam seu poder quando Chávez nacionalizou o petróleo. É uma das imprensas mais histéricas que já vi.

Acho que o Oliver Stone precisava ver um pouco como é a nossa, aqui.

Rússia e China aprovam acordo de Lula, EUA estão ficando só

Do tijolaço.
A repercussão é grande em torno do acordo feito com Irã, mediado por Brasil e Turquia.
A imprensa golpista insiste em menosprezar. Complexo de barata...

Rússia apóia acordo com Irã. E agora, dona Hillary?

Parece que estão passando a perna na dona Hillary. Segundo a agência de notícias russa Novosti, o chanceler russo Sergei Lavrov afirmou hoje que seu país apoiará “ativamente” o acordo obtido por Brasil e Turquia junto ao Irã como um caminho pacífico para a resolução da questão nuclear iraniana.

A secretária de Estado disse ter o apoio da Rússia e da China para ampliar as sanções contra o Irã, mesmo após o acordo com Brasil e a Turquia ter estabelecido o envio de 1.200 toneladas de urânio de baixo enriquecimento do Irã para a Turquia, que o devolveria como combustível enriquecido a 20% para uso em fins pacíficos.

Lavrov disse que o acordo atende as exigências de uma resolução pacífica para a questão, “e por isso nós faremos todo o possível para implementá-lo”.

A imprensa brasileira, claro, tratou o assunto cde outra forma, destacando uma incerteza russa quanto a a adesão iraniana ao acordo. Lavrov afirmou que se o Irã seguir estritamente suas obrigações no acordo, a Rússia apoiará o esquema proposto por Brasil e Turquia. Uai, e podia ser de outro jeito? Em qualquer acordo, você só o apóia se todas as parte cumprirem o estabelecido.

Tudo indica que o ex-vice-presidente do Conselho de Inteligência da CIA, Graham Fuller, em artigo no Estadão que comentamos aqui na terça-feira, estava certo em seu diagnóstico. “Será que realmente acreditamos que Hillary tenha conquistado o apoio de Rússia e China? Assim como a Teerã não faltaram incentivos para aceitar uma proposta feita por “iguais”, Rússia e China também encontram motivos de sobra para aprovar esta iniciativa de Brasil e Turquia. É verdade que os termos do acordo não são sem importância, mas, para esses países, é muito mais relevante a lenta e inexorável decadência da capacidade americana de ditar os termos da política internacional e de satisfazer seus próprios objetivos. É exatamente essa a meta principal da estratégia russa e chinesa na política externa.”

Com a palavra, Dilma - Serra x Bolívia

“Não acho que este tipo de padrão, em que você sai acusando outro governo, seja uma coisa construtiva. Temos que ter cautela, prudência e saber que são relações delicadas, que envolvem soberanias. Mesmo sendo [a Bolívia] um país pequeno, e por ser um país pequeno, a delicadeza tem que ser maior”,

“Não podemos ser um país desenvolvido cercado de miseráveis. Não podemos desprezar nossos vizinhos e olhar com soberba para países diferentes de nós. Esta é a política imperialista que leva à guerra, ao conflito e ao desprezo.”


Dilma, depois de serra se enrolar mais uma vez, ao dizer que o governo de Evo é cúmplice no tráfico de drogas.

O MITO Rogério Ceni

Extraído do blog do daniel perrone.
Penalti mandrake, defesa mágica!

Só nós temos o MITO Rogério Ceni!

ceni

O diplomata, zezinho [2]

Extraído do conversa afiada.
Ele já "brigou" com a Argentina, aliás, como todo o mercosul, com a China, Irã e Honduras. Queria eu ter começado antes essa série, só sobraria EUA e Israel e alguns outros gatos pingados...
É um gênio, o zezinho.

Para Serra, governo da Bolívia é ‘cúmplice do tráfico’

Tucano defende mudança na Constituição para governo combater o crime. Para ele, até 90% da cocaína consumida no Brasil é importada do vizinho.


O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou na tarde desta quarta-feira (26), durante entrevista à Rádio Globo, que o governo boliviano é “cúmplice do tráfico”. Ele fez a afirmação ao avaliar que as quadrilhas de traficantes que atuam a partir do país vizinho são responsáveis pelo envio de até 90% da cocaína produzida no país para ser consumida no Brasil.

Clique aqui para ler a matéria completa no G1

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Enquanto isso... no Texas

No Texas, estão dando uma aula de como se manipular a história. Não é capitalismo, é "livre iniciativa", tampouco tráfico de escravos, mas "comércio triangular do Atlântico".
Até eles tem vergonha do capitalismo?
Do tijolaço.

Conservadores ‘reescrevem’ a História, no Texas

Como o Governo Obama prometeu mas não entregou uma nova maneira de viver aos EUA, por toda a parte a direita mais retrógrada se reorganiza e avança. Primeiro foi a lei racista de imigração no Arizona. Agora, sexta-feira, no Texas, o Conselho de Educação do Estado aprovou um novo currículo para os cursos de história que mostram que as idéias obscurantistas teimam em se impor.

Segundo o jornal inglês The Daily Telegraph, os conselheiros educacionais decidiram que as escolas texanas vão adotar um currículo onde a expressão capitalismo será substituída por “livre iniciativa”, a o tráfico de escravos por ” comércio triangular do Atlântico”, e o apoio da ONU à ajuda humanitária internacional e as iniciativas ambientais são tratada como ameaças à liberdade individual e da soberania dos EUA.

Os cinco conselheiros ligados aos democratas tentaram resistir à maioria republicana, mas não deu. Agora, faz parte do currículo estudar os pontos de vista da organização conservadora “Maioria Moral” e da National Rifle Association, entidade que defente o direito à posse indiscriminada de armas.

E as sanções, claro, são para o Irã.

O sentinela estadunidense - cadê as sanções?

Do tijolaço.

O “Grande Irmão” espacial

A cada uma hora e meia, sobre nossas cabeças

Alguém se lembra que, mês passado, falei aqui sobre o lançamento de uma enorme nave espacial não-tripulada, de natureza militar, lançada pelos Estados Unidos? Pois não é que o G1 publicou hoje uma matéria sobre o X-37B, protótipo aeroespacial norte-americano, não-tripulado, sobre o qual falamos. Um astrônomo canadense acidentalmente detectou a nave no céu e seguiu sua trajetória. O foguete americano, descobriu ele, dá a volta ao mundo em uma hora e meia.

O jornal canadense “The Globe and Mail” publicou até a gravação feita pelo astrônomo, onde o X-37B aparece cruzando rapidamente o céu.

O governo americano não deu explicações sobre os propósitos da missão, ou sequer quanto tempo duraria, ao certo. Disse apenas que se tratava de uma missão de desenvolvimento científico-militar.Não falou sobre se conduz armas de qualquer espécie ou se é uma nave de vigilância, passando diversas vezes sobre as nossas cabeças.

Não houve nenhum órgão internacional que condenasse o governo Obama e prometesse sanções caso os EUA não quisessem “cooperar”.

O diplomata, zezinho

Imagine quem ele colocaria no lugar de Celso Amorim... O Inri Christ, talvez.

Chávez adere aos blogs - contra a imprensa golpista

Do Tijolaço.

Chávez cria blog para a “guerra midiática”

A BBC noticiou hoje o lançamento do blog de Hugo Chávez (www.chavez.org.ve) como mais uma trincheira da guerra midiática na Venezuela. O presidente venezuelano, que já tem o twitter mais popular do país, com mais de 440 mil seguidores, em cerca de um mês, se apresenta para a discussão com uma nova ferramenta, com a qual rebate qualquer temor em relação à internet. “É mais trabalho que antes, mas eu assumo”, disse Chávez ao lançar o blog, que classificou como um comando político no ciberespaço.

Pode-se concordar ou discordar de Chávez como governante. Mas poucos enfrentam abertamente a polêmica como ele. o próprio Barack Obama, que tem a fama de ter sido o primeiro governante eleito com grande influência da internet, hoje tem um site frio, impessoal, com cara de produzido por um staff meramente profissional.

Transcrevo a mensagem inicial de Chávez no blog, cuja criação já tínhamos noticiado no aqui em 22 de março deste ano.

Como sabemos, twitter @chavezcandanga possui 440.000 seguidores, a cada minuto chegam cem mensagens, pedindo ajuda, empréstimos de trabalho, oferecendo projetos. Eu mando uma mensagem aos colegas que escrevem para o twitter: estamos tomando nota, temos 200 pessoas, vários comandos para reagir e encontrar soluções para todas as mensagens que precisam de apoio. Vimos que agora a Missão Chávez Candanga é uma emoção, mas acontece que as pessoas enviam o seu número e endereço, o que não é tão seguro, algumas pessoas têm sido enganadas por sabotadores: é uma guerra. Para proteger os seguidores da Missão Chavez Candanga decidimos criar o blog oficial deste que vos fala, www.chavez.org.ve.

Vemos as redes sociais como um comando político no ciberespaço, que a tecnologia de para que é utilizada. O que eu li sobre o twitter me permite que faça seguinte reflexão, uma reflexão em três aspectos:

1 -. Ainda que vivamos no reino da injustiça do capitalismo, de onde nos custará muito a sair. É um modo de controle metabólico social e cultural, bem como diz Meszaros. Estamos apenas aprumando a bússola para o socialismo.

2.- Que estamos longe do objetivo: o socialismo.

3 .- Para acreditar em alguém. Vocês sabem o que é triste? Um povo que não acredita em ninguém que não tem a quem escrever, a quem pedir ajuda.

Portanto o que temos a fazer aqui é nos organizarmos. Bem, porque há uma infinidade de projetos. Quantos empregos serão necessários nos próximos 5 ou 10 anos? Milhares e milhares! Por isso da Missão Chávez Candanga. Agora estamos reunidos, isto é como um tsunami, e as instruções são para ouvir, organizar grupos, coletivos, e buscar soluções. Lembre-se que há problemas rápidos e urgentes, como a saúde, outros, como o problema da habitação em que temos que ter paciência. Na questão do trabalho., vamos nos organizar por localização, vamos fazer cursos de preparatórios, usaremos a nossa criatividade à criação de empreendimentos produtivos ou para assumir projetos que já existem e estão se expandindo. Nós vamos, portanto, nos organizar e realizar treinamento para logo irmos para missões nas frentes de trabalho.

Vamos fazer disto uma revolução.

Enquanto isso... Kassab não é mais cassado

Em São Paulo Kassab teve sua cassação cassada.
Acho que quase ninguém soube que ele estava cassado. Nem ele.
O caso como sempre foi abafado pela imprensa golpista.
Como diz o PHA, em São Paulo só tem santo.
Veja aqui.

Saramago - Privatiza-se os lucro; as perdas são divididas

Do caderno de Saramago.
Genial. Sobre a crise. Crise do capitalismo, crise do neoliberalismo e do Estado capenga!

Esta crise

Por Fundação José Saramago

Esta crise – iniciada em 2007 – está a fazer com que se desmoronem muitos princípios liberais ou neo-liberais: parece que afinal o mercado não se regula sozinho, que pode colapsar-se, e então, oh, há que chamar o estado… Está claro: privatizam-se os lucros, as perdas assumimo-las todos. Parece que esta crise acabará com um regresso ao estado perante um liberalismo que se vendia como a salvação, o fim da história… Embora também possa acontecer que se mude alguma coisa para que tudo continue na mesma. O capitalismo tem a pele dura.

José Saramago ao jornal Expresso, Lisboa, 11 de Outubro de 2008

terça-feira, 25 de maio de 2010

A nova direita

Texto de Leandro Fortes, do brasília, eu vi, extraído do Cloaca News.
Genial. Mas confesso que não vejo nada tão novo.

A NOVA DIREITA

Por Leandro Fortes, do blog Brasília, eu vi
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Três eventos distintos, separados em períodos esparsos, definiram nos últimos meses o arrazoado doutrinário e os modos da nova direita brasileira, remodelada em forma e conteúdo, mas não nas intenções, como era de se esperar. Aterrissaram em sua pista dourada intelectuais do calibre de Fernando Gabeira, Ferreira Gullar, Nelson Motta e Arnaldo Jabor, grupo ao qual se agregou, para estupefação do humor, o humorista Marcelo Madureira, do abismal Casseta & Planeta. Essa nova direita, cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária.
Os três eventos aos quais me refiro causaram um razoável revertério na estratégia de comunicação social bolada por esse grupo neoconservador tupiniquim montado na rabeira da história dos neocons americanos. Senão, vejamos:
A surpreendente confissão de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ)
“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”
Judith, autora da fala acima, primeira mulher a assumir a presidência da ANJ, é diretora-superintendente do Grupo Folha da Manhã, responsável pela publicação do diário “Folha de S.Paulo”. Disse o que disse porque, como chefe da entidade, tinha como certo de que não haveria outra interpretação, senão à dos editoriais dos jornais que representa, todos favoráveis ao papel da imprensa anunciado por ela. Em suma, Judith Brito, embora não seja jornalista, representa bem um dos piores vícios da categoria, sobretudo no que diz respeito à cobertura política: falar exclusivamente para si e para os seus pares de ofício, prisioneira em um círculo de giz no qual repórteres escrevem para outros repórteres, certos de que uns irão repercutir os outros, escravos de uma fantasia jornalística alheia à realidade do mundo digital que está no cerne, por e xemplo, da decadência e no descrédito dos jornais impressos – não por acaso, fonte do poder e da autoridade de Judith Brito.
O acordo nuclear com o Irã, capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O sucesso da diplomacia brasileira nesse episódio criou um paradigma de atuação profissional do Itamaraty até então considerado impossível. De forma pacífica e disciplinada, a operação que resultou no acordo foi conduzida com extrema leveza, a caminhar sobre os ovos de aves agourentas distintas que se odeiam desde as primeiras luzes. Incorporou à biografia de Lula essa aura dos que lutam pela paz, requisito fundamental para a seleção dos premiados do Prêmio Nobel da Paz. Mas, antes que isso aconteça, a mídia brasileira vai finalmente descobrir que o milionário Alfred Nobel inventou a dinamite.
O resultado concretamente político dessa ação no Oriente Médio, apesar da bem sucedida pressão da extrema-direita americana sobre Barack Obama a favor de sanções contra o Irã, foi a desconstrução do discurso conservador da diplomacia brasileira, todo ele montado sobre as teses de alinhamento automático aos Estados Unidos, reação acrítica de atos de barbárie cometidos por Estados ocidentais e a submissão pura e simples às regras financeiras ditadas pelas nações ricas. Nesse aspecto, a história do chanceler Celso Amorim será extremamente mais relevante do que a de seus antecessores, torcedores vibrantes pelo fracasso do ministro com ampla visibilidade nas matérias e programas de entrevista da velha mídia nacional. Entre eles, Celso Lafer, o ministro das Relações Exteriores de FHC que acatou a ordem de tirar os sapatos no aeroporto de Washi ngton, em 2002, para entrar nos EUA. Agora, Lafer acusa Lula de ter montado um palanque eleitoral no Itamaraty e encabeça a turma de ressentidos com a nova imagem do órgão, incomodado com a natural comparação entre tempos tão próximos. A ele se juntaram os diplomatas Sérgio Amaral, ex-porta-voz de FHC, e Rubens Barbosa, embaixador nos Estados Unidos à época em que Lafer se entregou à cerimônia do lava-pés da alfândega americana.
Também perfilado com eles está Luiz Felipe Lampreia, que odiava, com razão, ser chamado de “Lampréia”, nome de uma enguia sugadora com boca de ventosa. Isso significa que o ex-chanceler de Fernando Henrique deve estar também irritado com a reforma ortográfica, já que “lampréia” virou “lampreia” mesmo. Além de secar a gestão de Amorim, Lampreia se apresenta como “um dos 100 melhores palestrantes do Brasil” no site “palestrantes.org”. Justiça seja feita, trata-se de uma lista plural e, aparentemente, preparada a partir de parâmetros profissionais estabelecidos pelo site.
Interessante, contudo, é descobrir que Lampreia se apresenta, entre outros títulos, como membro dos conselhos consultivos de multinacionais e firmas de interesse ostensivamente americanos como Coca-Cola, Unilever, Council on Foreign Relations de Nova York, Inter-American Dialogue de Washington, e Kissinger MC Larty Associates, escritório de consultoria política montado pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, primeiro chefe da comissão de investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nomeado por George W. Bush. O outro sócio, Mack MacLarty, foi chefe-de-gabinete de Bill Clinton, na Casa Branca. A banca de Kissinger e MacLarty é filiada ao Council of the Americas, uma agremiação de defesa da livre iniciativa intimamente ligada ao movimento neoliberal e neoconservador que tanto sucesso ainda faz entre tucanos e os liberais do DEM.
Fica fácil, portanto, de entender a birra de Lampreia com a política sul-sul, independente dos EUA, encabeçada por Celso Amorim. Da mesma maneira que ficou fácil entender por que, com Amorim, passamos a nos apresentar ao mundo de cabeça erguida, apesar de manchetes em contrário.
A adequação do Bolsa Família ao discurso da oposição e o refortalecimento do Estado
O PSDB apelidou o Bolsa Família de “bolsa esmola” por duas razões. A primeira, por vingança, porque “bolsa esmola” era justamente o apelido dado pelo PT ao programa “Bolsa Escola”, do governo Fernando Henrique Cardoso, que dava 15 reais por filho matriculado na escola, no limite de três por família. Atingiu, entre 2001 e 2003, cerca de cinco milhões de famílias. Era, de fato, uma merreca. A partir de 2003, o Bolsa Escola foi incorporado ao Bolsa Família, assim como outros programa assistenciais da confusa burocracia tucano-pefelista. Desde então, virou um programa de transferência de renda centralizado no Ministério do Desenvolvimento Social, condicionado à freqüência escolar e ao cuidado com a vacinação de crianças e adolescentes. Os pagamentos variam de 22 reais a 200 reais e beneficiam perto de 13 milhões de família, ou um quart o de todas as famílias brasileiras. Daí, a segunda razão do apelido: despeito.
O potencial eleitoral do Bolsa Família está intrinsecamente ligado ao poder de transferência do prestígio e da popularidade de Lula à candidata do PT, Dilma Rousseff. A oposição percebeu isso muito cedo, mas nada pôde fazer. Simplesmente, não combina com a doutrina neoliberal a intervenção do Estado de forma tão ostensiva no combate à pobreza e à miséria. Além disso, o movimento tectônico de classes sociais provocado pelas intervenções estatais na economia incomoda em demasia o establishment, trazendo para a classe média uma população até então tratada como escória pela mesmíssima classe média. Sem falar nessa história de pobre andar de avião e comprar geladeira.
De uma hora para outra, as críticas ao Bolsa Família sumiram. O emblema dessa nova postura da oposição foi a reação nervosa do candidato tucano José Serra à pergunta, feita por um repórter da TV Brasil, sobre o futuro do Bolsa Família em um eventual governo do PSDB. Desconfortável, Serra não consegue responder a essa pergunta de forma direta e convincente. Jamais vai conseguir. Confrontado, apela para o despiste, assume um comportamento rude com os repórteres e passa a responder fazendo perguntas, um expediente tão primário quanto constrangedor. Infelizmente, às vezes dá resultado: a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Teresa Cruvinel, pediu desculpas (!) a Serra pela pergunta e prometeu um manual para cobertura das eleições. Eu pergunto, então, duas coisas:

1) Será vedado aos repórteres da EBC (TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional) perguntar ao candidatos sobre o Bolsa Família? Sob que argumento?

2) O que fazer com o Manual de Jornalismo da Radiobrás (atual EBC) lançado, em 12 de julho de 2006, pelo então presidente da empresa, Eugênio Bucci? Trata-se de um livro de 245 páginas construído em dois anos de trabalho com a participação de dezenas de grupos temáticos compostos por todos os funcionários da estatal. Esse manual perdeu a validade? E o protocolo de conduta da Radiobrás para eleições que ficava disponível na página da empresa na internet? Onde está?

E eu, ingênuo, pensei que José Serra é que devia desculpas ao repórter da EBC.

Saramago - O Estado chulo

Do caderno de Saramago.

O estado chulo

Por Fundação José Saramago

Sempre se falou da Europa como de um mercado com não sei quantos milhões de consumidores, ninguém falou na Europa dos cidadãos que precisam de medicamentos, pensões de velhice dignas, assistência hospitalar, sistemas educativos modernos. É duvidoso que, em tantos anos de construção europeia, nada na Comunidade aponte nesse sentido. Aquilo de que se fala é em reduzir os benefícios sociais. Se me é permitido, passámos do ideal do estado providência para o estado chulo.

“Uma certa ideia de Europa”
Entrevista de Clara Ferreira Alves para Expresso, 7 de agosto de 1993

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Israel tem a BOMBA: Vamos invadir?

Do Tijolaço

The Guardian prova:Israel tem a bomba. E as sanções?

O jornal inglês The Guardian acaba de publicar, em sua edição eletrônica, um documento(veja ao lado)que prova que Israel não apenas tem ogivas nucleares desde os anos 70 como tentou vender algumas delas ao governo racista da África do Sul, nos tempos do apartheid, quando aquele país sofria as pressões de toda a comunidade internacional.
A Folha reproduz o conteúdo da matéria do jornal inglês, informando que no documento, “o ministro da Defesa sul-africano na época, PW Botha, perguntou sobre as ogivas e o então ministro da Defesa de Israel, Shimon Peres, ofereceu as armas “em três tamanhos” –se referindo a armas convencionais, químicas e nucleares. Shimon Peres é o atual presidente israelense.
Os dois ministros ainda assinaram um acordo de cooperação militar entre os dois países, sendo que o próprio acordo continha uma cláusula que determinava o mesmo deveria se manter secreto.”

Embora todos já soubessem que Israel tinha a bomba, agora surge um documento que o confirma oficialmente. Pior: assinado pelo atual Presidente do país, Shimon Peres. Pior ainda: que tentou vender armamento nuclear para um país que estava sob a condenação de todo o mundo.

Como fica agora a pressão americana sobre um simples programa de pesquisas iraniano, que todos sabem não ter armas nucleares e que é um dos principais alvos de Israel no Oriente Médio. O Governo Obama vai pedir sanções na ONU contra Israel? O caso Irã teve uma reviravolta, escrevam. Os EUA não têm como arrastar os demais países fingindo ignorar a prova real surgida hoje.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Partido Livre - os dissidentes do PV

Extraído dos amigos do presidente Lula.
Ter que aguentar o Partido Verde se vender aos demotucanalhas não é fácil. Ver Marina, de um dia pro outro, mudar todas suas convicções (?), também é dose.
O Partido Livre deve ser o vigésimo oitavo partido político brasileiro registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dissidentes do PV criam Partido Livre e vão apoiar Dilma

Em processo de legalização, o Partido Livre deve ser o vigésimo oitavo partido político brasileiro registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Formado por dissidentes do PV de 15 Estados, que discordam do rumo da legenda nos últimos anos, o Livre realiza seu primeiro encontro nacional neste sábado (22) na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

O presidente do novo partido em Minas Gerais e um dos fundadores do Livre, Carlos Magno Taborda, disse ao Terra que um dos motivos que levou o grupo, formado basicamente por jornalistas e acadêmicos, a fundar o partido é porque eles "não aceitaram o fato do PV colocar Marina Silva como pré-candidata à presidência".

O primeiro encontro nacional do Livre irá formalizar o apoio do novo partido à pré-candidata a presidência Dilma Rousseff (PT). Os militantes do Livre se encontraram com a petista, no Rio de Janeiro, e decidiram pela manifestação a favor da ex-ministra. "Entre os três pré-candidatos, acreditamos que a Dilma se identifica mais com nossas ideias", diz o líder do novo partido em Minas.

Segundo Taborda, o novo partido já somou mais de 100 mil assinaturas desde novembro de 2009. "Esperamos nos registrar no TSE em dezembro deste ano". A Executiva Nacional do Livre é formada por membros de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Espírito Santo.

Charge - A diplomacia e a guerra

Obama e sua turma não tão nem aí pra diplomacia. Guerra é que dá dinheiro!
São os donos do mundo, ao menos se acham. O império tá ruindo...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vídeo - Beba Kaiser

video
Muito comédia a montagem, mas pegaram pesado.
Mas a cerveja é ruim mesmo.
Dica do bodegueiro David.

Trailler - South of the Border, legendado

Trailler do filme de Oliver Stone.
Extraído do tijolaço.

South of the Border, de Stone: a nova América Latina

O mais novo filme do cineasta americano Oliver Stone – South of The Border, Ao Sul da Fronteira – teve ontem à noite, em Madrid, a sua primeira exibição, num evento que contou com a presença dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Paraguai, fernando Lugo, além do Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. Stone, que está em Cannes, participou do evento via internet.

No filme, o premiado cineasta de JFK, Nascido a 4 de Julho e Platoon entrevista Lula, Hugo Chávez, Morales, Cristina e o marido, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, Lugo, o presidente do Equador, Rafael Correa e Raúl Castro. E mostra as visões desinformadas que se tem nos EUA sobre a onda de governos progressistas na América Latina.

O filme será exibido na Venezuela no dia 29 de maio, um dia depois em Quito, e no dia 1° de junho em Cochabamba, na Bolívia.No Paraguai o filmer estréia em 2 de junho e, depois, será exibido no Brasil e na Argentina. A estréia nas salas nortemericanas será a 25 de junho.

Pra dar água na boca, posto aí em cima o trailler oficial do filme, com as legendas em português, que um companheiro nosso colocou.

Assista, é bem melhor que ver o Serra falando na propaganda ilegal do Dem.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Serra mostra as caras - privatizo mesmo!

Dos amigos do presidente lula.
E zezinho ainda se diz de esquerda...

Serra solta a franga privatizante no Ceará: "Eu sou ... mas quem não é?"

A companhia do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) fez Serra sofrer uma recaída neoliberal-privatizante em seu discurso, durante a passagem pelo Ceará.

Diante de uma platéia de empresários amigos de Jereissati, Serra assumiu o que todo mundo já sabe: seu comprometimento com a privataria na era FHC, dizendo: "também fui responsável pelo programa de privatização com vistas a passar para a área privada o que lhe é de direito".

O que não se sabia ainda, é que o demo-tucano considera que entregar a Vale do Rio Doce para as mãos de Daniel Dantas, banqueiros nacionais e estrangeiros, era "questão de direito" desses "investidores privados", como se eles fossem os legítimos donos "de direito" e o povo brasileiro estivessem usurpando.

Para Serra privatizar um matadouro municipal é a mesma coisa que privatizar a Vale e Satélites de Telecomunicações

Para defender atacando, usou o argumento "Eu sou... mas quem não é?"

Alegou que ele é privatista, mas outros também são. Buscando sustentar esse argumento ele disse que um prefeito do PT de Juazeiro do Norte, fez a mesma coisa que ele e FHC quando privatizaram a Vale. O prefeito, segundo Serra, privatizou o matadouro municipal.

José Serra, ao lado de Elena Landau (depois ligada ao grupo Opportunity), bate o martelo em um dos leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados.
Segundo Serra "a quem de direito".

A desconstrução de Lula pela imprensa golpista

Do brasilia eu vi.
O debate se acirra ainda mais sobre a imprensa política golpista.
A última é a insistência em querer desqualificar a maior vitória da diplomacia brasileira em sua história, sobre o acordo com o Irã. Até onde eles podem chegar?
E dizem que vão requentar ainda a ficha falsa da Dilma, que saiu dos spans de emails para a primeira página da Folha de Sumpaulo.

É verdade, mas só na Time, no Le Monde, no El País e na BBC de Londres...

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponibilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, a apagar a memória nacional sobre o presidente, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.

Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.

Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual.

O Morumbi na Copa - O general não quer

Do blog do Marcello Lima.

Ricardo Teixeira dá xeque no Morumbi e espera que seja xeque-mate!
Desde o anuncio da Copa de 2014 no Brasil, a participação do estádio do Morumbi vem sendo tratada como uma verdadeira batalha de Xadrez. De um lado o São Paulo e alguns aliados e do outro a CBF, Federação Paulista e o comitê Organizador.

No principio a estratégia São Paulina foi a de conseguir a simpatia dos governos Municipal, Estadual e Federal para garantir o Morumbi como estádio indicado pela cidade na Copa de 2014 e manter uma política de boa vizinhança com Ricardo Teixeira, histórico desafeto de Juvenal Juvêncio e do São Paulo.

Mas a antipatia do São Paulo ante os principais rivais da cidade além da guerra declarada contra a Federação Paulista de Marco Polo Del Nero, deixaram o clube praticamente sozinho na briga para colocar o Morumbi na Copa. O tosco projeto apresentado pelo São Paulo á FIFA foi o combustível que os desafetos pediram a deus.

As criticas abertas ao projeto do Morumbi vindos principalmente do secretário geral da FIFA, Jerôme Valcke, obrigaram o São Paulo a reformular totalmente o projeto inicial. Os projetos que vieram a seguir eram cheios de paliativos, afim de não mexer muito na estrutura do Morumbi o que acabou irritando a FIFA.

A primeira ameaça de retirar o Morumbi da Copa veio daí.

A diretoria São Paulina percebeu que teria que contratar uma empresa de arquitetura ligada a FIFA e com experiência em Copas do Mundo para conseguir um projeto que fosse aprovado pelos "donos do futebol". A Alemã GMP foi a escolhida e finalmente a coisa começou a andar. Até então Ricardo Teixeira não havia se envolvido na polêmica criada pelas críticas constantes de Jerôme Valcke ao Morumbi, pelo menos, não publicamente.

Mas a eleição do clube dos 13 pôs fim à trégua entre a CBF e o São Paulo, quando Juvenal Juvêncio não só se recusou a votar no candidato indicado por Teixeira (Kleber Leite) como saiu de vice na chapa de Fabio Koff.

Contrariando Ricardo Teixeira o São Paulo sabia o tamanho da encrenca que teria em relação ao Morumbi na Copa do Mundo, já que estava entrando em atrito com o presidente da CBF, do comitê local da Copa de 2014 e membro da alta cúpula da FIFA.

Coincidência ou não, logo após a eleição do clube dos 13, pela primeira vez Ricardo Teixeira criticou e ameaçou o Morumbi publicamente.

O São Paulo correu contra o tempo e a GMP fez o projeto definitivo com todas as exigências feitas pela FIFA.

O novo projeto acabou encarecendo a obra, que no inicio era estimada em 200 milhões de reais, passou para 300 milhões e finalmente chegou ao valor atual de 400 milhões.

Além da linha de crédito aberta pelo BNDES o São Paulo busca recursos na iniciativa privada para reformar o estádio, já que por ser particular não terá aporte de dinheiro publico de qualquer esfera governamental. Mas o BNDES e as empresas procuradas pelo clube só iriam investir no estádio ou emprestar o dinheiro (no caso do banco) se projeto apresentado pelo clube fosse aprovado pela FIFA.

Ai entra a jogada de mestre de Ricardo Teixeira, seu xeque ao Morumbi e seus desafetos do São Paulo.

O projeto foi oficialmente aprovado pela FIFA e pelo comitê Local, fato comemorado pelos São Paulinos.

Mas a principal notícia não era esta e sim a de que as sedes aprovadas têm o prazo de 30 dias para mostrar todas as garantias financeiras e o cronograma das obras relativas à Copa de 2014.

Nenhum problema em relação á cidade de São Paulo e as sedes onde será usado o dinheiro Publico tanto nas obras de infra-estruturar e mobilidade quanto nos estádios que serão construídos ou reformados pelos governos.

Mas prazo curtíssimo para o São Paulo, que além do empréstimo do BNDES terá que apresentar todos os parceiros privados dispostos a investir nas reformas do Morumbi.

O clube já conversa há um bom tempo com várias empresas, já acertou com algumas, mas ainda está longe de atingir o valor necessário para completar as reformas.

Caso o clube não consiga apresentar tais garantias verá o Morumbi ficar longe da Copa no Brasil.

Ricardo Teixeira e seus aliados já comemoram o golpe, considerado fatal, nas pretensões do São Paulo e principalmente de Juvenal Juvêncio, para ter o estádio do Morumbi na Copa.

Juvenal Juvêncio jogou todo seu prestigio no projeto do Morumbi, apostou todas as suas fichas, peitou poderosos,ganhou desafetos.

Virou questão de honra para o dirigente São Paulino confirmar o estádio como sede da cidade de São Paulo na Copa de 2014.

A ampulheta foi virada e o São Paulo corre contra o tempo, sabe que a missão é quase impossível, muitos conselheiros e diretores já jogaram a toalha e acham besteira o São Paulo continuar nesta aventura.

Na CBF e até mesmo na FIFA, o Morumbi já subiu no telhado e começam a pensar na construção de um novo estádio na cidade, no tão falado terreno de Pirituba.

Talvez apenas uma pessoa continue acreditando 100% no Morumbi na Copa de 2014.

E cabe a esta pessoa correr contra o tempo para que o xeque de Ricardo Teixeira não vire um xeque-mate.

O "rei" está nas mãos do presidente São Paulino e ele sabe que não pode errar o lance, sob pena de ter feito sua ultima jogada deste complicado e político jogo de xadrez.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Com a palavra, Stédile - A luta pela terra

Como sempre digo, maldita governabilidade.
O governo atual não tem mesmo uma política concreta de reforma agrária. Claro que os números de reassentamentos são incomparáveis aos do governo anterior (aliás, como qualquer outro número), mas não há um programa de desenvolvimento agrário.
A base da mudança é a terra!
Vejam a entrevista, extraída do vi o mundo:

Stédile: Governo Lula preferiu se aliar ao agronegócio

Projeto de reforma agrária mais avançada apresentada até hoje continua sendo a do governo João Goulart

publicada em 04 de maio de 2010

Por Mário Augusto Jakobskind – Editor Chefe / Página 64

Nesta entrevista exclusiva concedida ao Página 64, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST), João Pedro Stédile faz um histórico da luta dos brasileiros em favor da reforma agrária, uma reforma democrática e republicana, anda não executada em todo a sua plenitude no Brasil e que até serviu de pretexto para a derrubada do Presidente constitucional João Goulart, em 1 de abril de 1964. Stédile, além de admitir que o projeto de reforma agrária idealizado por Celso Furtado no governo Goulart foi o mais adiantado apresentado até hoje e se tivesse sido colocado em prática transformaria o Brasil tornando um país fortalecido com o desenvolvimento do mercado interno. O coordenador do MST analisa ainda o atual momento brasileiro e explica o papel que vem sendo desempenhado pelos meios de comunicação, alguns deles fortemente vinculados ao agronegócio, na questão fundiária. Stédile demonstra otimismo em relação ao Brasil pós-Lula, por entender que o país ingressará em um novo ciclo histórico de maior consciência das massas e de maior participação, o que ajudará na mobilização da sociedade no sentido de resolver os problemas históricos do povo.

Página 64 – Como anda o processo de reforma agrária no país?

João Pedro Stédile: A expressão reforma agrária gera sempre diferentes interpretações. E cada uma quem interpreta com seu grau de informação. Muita gente no povão influenciado pela televisão confunde sempre reforma agrária com conflitos de terra.

Reforma agrária é um programa de política pública que determinado governo, em nome da sociedade, atua para democratizar o acesso à terra a todos os cidadãos daquela sociedade. E assim, a terra que é um bem da natureza, é democratizada, e sua propriedade distribuída da melhor maneira possível entre os membros da sociedade.

Portanto, reforma agrária é sinônimo de democratização, de desconcentração, de distribuição da propriedade da terra. Infelizmente no Brasil nunca houve um processo verdadeiro de reforma agrária. Tanto é que os últimos dados do censo revelaram que hoje (dados de 2006) a concentração da propriedade da terra no Brasil é maior do que em 1920, quando recém saíamos da escravidão.

Para que os leitores tenham uma ideia, um por cento dos proprietários de terra controlam 46% de todas as terras. E apenas 15 mil fazendeiros que possuem áreas maiores que dois mil hectares, são donos de 98 milhões de hectares.

O Brasil continua sendo o país do mundo de maior concentração da propriedade da terra. E, por isso, continua a luta pela terra, continuam se multiplicando movimentos sociais em todo país, que lutam pela democratização da terra. E o MST, modestamente procura fazer a sua parte, organizar os pobres do campo, para que tenham consciência dos seus direitos e lutem para que a terra seja dividida, como diz inclusive nossa Constituição.


P 64 – Nos últimos tempos o MST tem sido objeto de uma série de denúncias formuladas por ruralistas e com grande divulgação nos meios de comunicação. Como explica esta razzia? Você acha que esta ofensiva está enfraquecendo o movimento? O MST vem sendo então desacreditado daquilo que representou no início. Não seria hora de mostrar uma nova política de assentamento, deixando um pouco e lado o confronto pela razão política da necessidade da reforma agrária?

Stédile: As elites brasileiras sempre combateram e procuraram impedir que os pobres do campo e da cidade se organizassem para lutar por seus direitos. Em cada período histórico eles adotam uma tática diferente ou complementar. Lembram-se o que eles faziam durante os 400 anos de escravidão?

Os trabalhadores que ariscavam fugir eram sumariamente condenados a morte. Ou então, se pegos em tentativa de fuga, eram sistematicamente torturados, açoitados nos pelourinhos que ainda se encontram nas fazendas por esse mundão a fora. No século vinte, eles se modernizaram e aí passaram a adotar a tática, de primeiro tentar cooptar as lideranças.

Se isso não funcionar, aí eles tentam desmoralizar os movimentos inventando qualquer coisa. E se nada disso funcionar, então eles apelam de novo para a repressão, que pode ser judicial, com prisões, processos, ou pode mesmo ser física, com assassinatos e tentativas de assassinato. Vejam que todo ano são assassinados no campo ao redor de 40 trabalhadores, a mando de fazendeiros.

Então, o MST, nos seus 25 anos de vida, enfrentou todas essas situações. E a cada período histórico, vamos vendo como as elites vão aplicando esses métodos contra nós. Já tivemos muitos presos, processos, campanhas difamatórias na televisão, perseguição no legislativo. Vejam, durante o governo Lula eles temiam que a reforma agrária ganhasse ímpeto, de programa de governo, então, para inibir o governo e nos atacar criaram três Comissões Parlamentares de Inquérito contra nós.

Não registro igual grau de tamanha perseguição na historia do legislativo brasileiro, em sete anos, três CPI Mista. E assim, também usam os instrumentos que eles têm maior hegemonia como o Poder Judiciário, onde transformaram o Gilmar Mendes, no porta voz do conservadorismo rural, que chegou a fazer convênio com a Cofederação Nacional de Agricultura (CNA). Ora, o Judiciário tem que estar acima das classes. Imaginem se algum tribunal fizesse convênio com MST?

E o outro instrumento que eles estão usando é a mídia, pois aí têm controle absoluto. Mas nada disso arrefece nossa vontade de lutar. Enquanto não houver reforma agrária verdadeira no Brasil continuarão existindo os pobres do campo, e eles lutarão sempre contra as injustiças e a opressão. As elites brasileiras são ignorantes e não se deram conta que o que provoca a luta é a injustiça.

P64 – O episódio da empresa Cutrale, mesmo sendo ao que tudo indica as terras da empresa subtraídas ilegalmente da União, não serviu para indispor o MST com a opinião pública?. Qual o papel da Rede Globo nesta história? È fato que a empresa midiática tem ramificações no mundo do agronegócio?

Stédile: Claro. O exemplo é emblemático. A Cutrale faz parte do oligopólio que tem controle absoluto do mercado de laranjas no Brasil, juntamente com outras duas empresas. Ela vende 80% do suco para o mercado externo, em associação com a Coca-Cola.

A Cutrale invadiu uma fazenda de terras da União, que estão registradas em cartório e tudo. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) entrou com processo de despejo para reaver as terras. Nós então ocupamos aquela fazenda até para denunciar a grilagem da empresa. A reação da Globo foi patética, aliada com o serviço de inteligência da PM do governo José Serra, produziram imagens que repetiram insistentemente para criar uma ojeriza contra o MST.

Aí estão interesses econômicos, pois a Coca-Cola é um dos maiores anunciantes da Globo, interesses políticos, que interessava ao governo Serra nos desmoralizar para a opinião pública, e interesses ideológicos da classe dominante. Não é por nada que a empresa Globo é também associada a Associação Brasileira de Agronegócio. Interessante, né?

Por que será que uma empresa de televisão é associada a uma entidade de classe do agronegócio? E lá na associação há apenas umas 30 empresas, a maioria transnacionais, como a Monsanto, Bungue, Cargill, a Cutrale, e a Globo. A Globo se transformou na zeladora dos interesses ideológicos do capital instalado no Brasil.


...
A entrevista completa está aqui.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A formação (?) de Serra

Do Cloaca news.
Serra é um gênio!

SERRA CONFESSA

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Veja aqui porque ele é um gênio:

ASSIM SERÁ A EDUCAÇÃO NO GOVERNO SERRA

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Vozão garfado na Vila Belmiro

Da ESPN, no blog do Mauro Cezar Pereira.
Apenas o trecho que conta o roubo que foi o jogo de ontem.
Santos precisou da forcinha do árbitro para empatar com o vozão na Vila Belmiro.
Anulou um gol legítimo e fácil de assinalar e deu dois penaltis fajutos.
O Neymar mostra-se um cai-cai. E pior que os árbitros ainda não perceberam. Foi assim contra santo andré, contra São Paulo, e agora, contra o ceará.

Veja o que Mauro Cezar falou:
...
Chamei a atenção para o detalhe e o repórter Conrado Giulietti, que acompanhava a peleja em Santos, confirmou: "Ele marca faltas demais, que não existem. Interrompe o jogo a todo instante". Eram duas partidas que transcorriam normalmente, não ocorria nenhuma carnificina na capital paulista, tampouco no litoral. Havia, sim, um árbitro ruim apitando. Em Santos, claro.

Esses senhores que vão para campo com o apito na boca, e não nas mãos, parecem sofrer de algum mal que os faz acionar o acessório a todo instante. Os números deixam isso mais evidente (veja abaixo). E dentro dessa maneira equivocada de mediar partidas de futebol, Ribeiro "criou" dois pênaltis a partir de grosseiras simulações de Neymar, craque de bola mas cai-cai contumaz.

Neymar, atacante do Santos que não perde a chance de mergulhar, e  cavou dois pênaltis
Neymar, atacante do Santos que não perde chance de mergulhar, e "cavou" dois pênaltis
A primeira penalidade máxima foi lastimável. Fabrício desarmou de forma precisa o camisa 11 do Santos. Tomou a bola com um toque perfeito, sem sequer encostar no adversário. Como se tivesse dobradiças bem lubrificadas na metade das pernas, Neymar virou os joelhos e despencou escandalosamente. Ricardo Marques Ribeiro apontou a marca penal. E o Santos empatou.

Antes disso, o auxiliar Marcos Eustáquio, de Minas Gerais como o mediador, marcou absurdo impedimento de Anderson. Era o segundo gol do Ceará. Era... Não ficou nisso. Neymar driblou Luizinho e, na área, caiu como quem tropeça um pé no outro. O árbitro? Ele apontou a marca do pênalti. Sorte, do Ceará e do futebol, que o talentoso, mas dissimulado, santista bateu pra fora.

Fico imaginando Neymar em meio aos amigos dançarinos, rindo dos que acreditam em suas simulações. São tão escancaradas, grotescas, que causam espécie ainda classificarem tais interpretações como dignas de Oscar. E o árbitro era aquele que não deu pênaltis, não deu praticamente nada (que aconteceu) para o Ipatinga na semifinal mineira com o Cruzeiro.

...

Veja aqui o que Quartarollo pôs também em seu blog.
Começa com: Neymar é melhor em pé.

Enquanto isso... Lula e Dima

Enquanto Lula sai para resolver os conflitos era o Irã e a comunidade internacional, Dilma, aqui no Brasil, lidera na pesquisa Vox Populi para presidente.

Veja, aqui e aqui.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lula e Serra: A coca-cola e a tubaína

Belo diálogo. Esclarecedor.

Como a Tubaína passou a vender mais que a Coca Cola. Ou: é assim que o Serra pensa que vai ganhar

Tome Coca Cola, tome Cola Cola, tome Coca Cola – ele é um gênio

Diálogo com Tirésias, o profeta, que entende muito de marketing eleitoral.

- Tirésias, tem futuro esse negócio do Serra de não falar mal do Lula, dizer que ele está acima do bem e do mal ?, perguntei.

- Não menospreze o Gonzaga, meu filho, sentenciou o Tirésias, velho sábio.

- Que Gonzaga ?

- O Gonzaga, aquela deidade provincial, como você diz.

- O marketeiro do Serra ?

- Ele próprio, o Gonzaga.

- Mas, qual é a genialidade do Gonzaga ?

- Ele é que bolou o “pós-Lula”.

- O que é isso, “pós-Lula”, que futuro tem isso ?

- Primeiro, é ficar amigo do Lula, dar a impressão de que ama o Lula de paixão.

- Sim, mas ninguém leva isso a sério.

- Pode não levar a sério, mas tem uma estratégia marketeira por baixo disso.

- Qual é a “estratégia marketeira”?, perguntei, com certo desdém.

- Você já ouviu falar na Tubaína …

- Não é um refrigerante popular ?

- Isso, que vende muito no interior de São Paulo.

- E o que a Tubaína tem a ver com o “pós-Lula” ?

- O Gonzaga vendeu ao Serra o seguinte: não adianta brigar com a Coca Cola.

- Claro.

- Todo mundo gosta e bebe Coca Cola.

- Isso, a Coca Cola está “acima do bem e do mal”, completei o raciocínio.

- Aí, o Gonzaga falou pro Serra: elogie a Coca Cola, mande todo mundo tomar Coca Cola.

- Desculpe, mas não entendo.

- É simples. Dirá o Serra – quer dizer, o Gonzaga – tome Coca Cola. Mas, quando for tomar outro refrigerante não tome mais Coca Cola.

- Quer dizer que o cara passa a vida toda a tomar Coca Cola, mas chega o Serra e diz que, na hora de tomar Coca Cola de novo, não tome Coca Cola de novo.

- Exato ! Você é brilhante.

- E aí, faz o que ?

- Tome Tubaína !

- Tubaína ?

- É. Tome Coca Cola, tome Coca Cola, mas, um dia, troque para Tubaína. Entendeu ?

- Claro. Tome Coca Cola e, em seguida, o “pós Coca Cola”, que é ele, a Tubaína.

- Você é um gênio.

- Calma. Gênio é o Serra !

- O Gonzaga, disse o Tirésias.

Pano rápido

Paulo Henrique Amorim

Charge: Serra paz e amor. Serra é de esquerda (segundo ele próprio).

Campanha: Faça como Dunga, não use craque!

Campanha contra as drogas.Faça como o Dunga, não use craque.#copadomundo #brasiu

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Serra - Charlatanismo dá cadeia!

Vale lembrar que zezinho não tem curso superior, apesar de muitos o terem como médico ou economista... seria indução feita pela imprensa golpista?

SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA

















Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia
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Artigo do jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, Sitônio Pinto, publicado no jornal A União, de João Pessoa, abrigado no site do governo paraibano, informa o seguinte:
.
“O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.
O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, - no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.
Por coincidência, logo após a denúncia do Corecon-PB, seu presidente, o economista Edivaldo Teixeira de Carvalho, teve sua residência invadida por três homens armados que lhe roubaram um automóvel e outros objetos de valor. A violência não parou aí. Telefonemas ameaçadores foram transmitidos à casa de Edivaldo, com a recomendação de que ele ficasse quieto. Sua casa foi rondada por automóveis em atitude suspeita.
É de estranhar também a omissão do Confea, entidade que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), que até agora não se manifestou sobre o uso do título de engenheiro pelo candidato José Serra. Nenhum dos Creas também se pronunciou sobre o assunto”.
.
O Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941, em vigor, trata das Contravenções Penais. Seu artigo 47, no Capítulo VI, trata do exercício ilegal de profissão ou atividade:

.“Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa”.

Ricky não vai pra Copa

De Daniel Perrone.
Com esse timeco da nossa seleção, só sendo sarcástico mesmo.
Torcerei para Honduras e Coréia do Norte!

E Dunga não convocou Richarlyson…


RicharlysonNação do Maior do Mundo;

O dia onze de maio foi mais um daqueles dias injustos na história do futebol brasileiro.

Todo o dia de convocação normalmente é tenso, principalmente para a Copa do Mundo. Sempre há alguma surpresa, alguma discordância, algum entrevero. Mas nunca em minha história de mais de trinta anos acompanhando o futebol vi tamanha injustiça como a que ocorreu a exatos trinta dias do pontapé inicial da Copa do Mundo 2010.

Dunga não convocou Richarlyson.

Pasmem; o técnico da seleção brasileira contrariou a aclamação geral do país. Apesar de todo o lobby que o atual e o anterior técnico tricolor fizeram e ainda fazem por ele, apesar de toda a polivalência, apesar de toda a disposição e o vigor físico, o injustiçado Richarlyson não irá para a Africa do Sul. Será que a seleção brasileira não o levará por causa da sua momentânea passagem pelo banco de reservas do tricolor anos atrás? Richarlyson acredita piamente nisso.

Que os Deuses da bola punam esse técnico sem visão e sem coração.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Chapeuzinho Vermelho na imprensa

Recebi por email da amiga Ana Cristina.
Muito comédia. Vocês discordam de algum?

AS VÁRIAS FORMAS DE SE DAR UMA NOTÍCIA

Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil? Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.

Jornal Nacional

(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'

(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.'

Cidade Alerta

(Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!

Superpop

(Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'

Globo Repórter

(Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo.. Hoje, no Globo Repórter.'

Discovery Channel

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Revista Veja

Lula sabia das intenções do Lobo.

Revista Nova

Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!

Revista Isto É

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

Revista Playboy

(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'..

Revista G Magazine

(Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.

Revista Caras

(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra miutas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'

Revista Superinteressante

Lobo Mau: mito ou verdade?

O Estado de São Paulo

Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.

O Globo

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.

O Dia

Lenhador desempregado tem dia de herói

Meia hora

Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!

O Povo

Sangue e tragédia na casa da vovó.

Correio da Bahia e TV Bahia

Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador petista não se manifesta.

Folha de São Paulo

Em ato heróico José Serra salva avó e neta com uma só cutelada.